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HOMILIAS PARA O

PRÓXIMO DOMINGO


VEJA AQUI AS LEITURAS DE HOJE





sábado, 6 de março de 2010

A FIGUEIRA QUE NÃO DÁ FRUTOS

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HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO

07 DE MARÇO DE 2010

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O COMENTÁRIO DO EVANGELHO POR LINCOLN SPADA JÁ CHEGOU.

1 –A FIGUEIRA QUE NÃO DÁ FRUTOSJosé Cristo Rey Garcia Paredes.

2- ETERNA É A MISERICÓRDIA DO PAI.Maria Elian

3- A FIGUEIRA QUE NÃO DÁ FRUTOS - Jailson Ferreira

4- A FIGUEIRA SEM FRUTOS – SAL

5- QUARESMA, UM TEMPO DE CONVERSÃO- Ciudad Redonda

6- QUEM NÃO TEM MEDO DA MORTE? – POR LINCOLN SPADA

NÓS PRECISAMOS DAR FRUTOS

REZEMOS PELA PAZ NAS FAMÍLIAS.

Comentário do 3º Domingo da Quaresma

Bom dia, irmãos e irmãs sejam todos bem vindos. Chegamos ao 3º domingo da Quaresma, tempo especial preparação para a Páscoa do Senhor. Esta preparação inclui oração, penitência e caridade. Ofereçamos ao Pai nossas fraquezas e a necessidade que temos de Deus. Que encontremos na Campanha da Fraternidade, o sentido da conversão, praticando e promovendo entre nós uma economia solidária cuidando da criação e da valorização da vida. Irmãos e irmãos, celebrando nossa conversão pessoal e comunitária, com alegria e fé renovada, vamos iniciar nossa celebração cantando...

Mª Elian

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07 de Março – Domingo – A figueira que não dá frutos.

As leituras do III Domingo da Quaresma nos leva, mais uma vez, a repensar a nossa existência. O tema fundamental da liturgia de hoje é a “conversão”. Com este tema enlaça-se o da “libertação”: o Deus libertador propõe-nos a transformação em homens novos, livres da escravidão do egoísmo e do pecado, para que em nós se manifeste a vida em plenitude, a vida de Deus.

O Evangelho contém um convite a uma transformação radical da existência, a uma mudança de mentalidade, a um re-centrar a vida de forma que Deus e os seus valores passem a ser a nossa prioridade fundamental. Se isso não acontecer, diz Jesus, a nossa vida será cada vez mais controlada pelo egoísmo que leva à morte.

A segunda leitura avisa-nos que o cumprimento de ritos externos e vazios não é importante; o que é importante é a adesão verdadeira a Deus, a vontade de aceitar a sua proposta de salvação e de viver com Ele numa comunhão íntima.

A primeira leitura fala-nos do Deus que não suporta as injustiças e as arbitrariedades e que está sempre presente naqueles que lutam pela libertação. É esse Deus libertador que exige de nós uma luta permanente contra tudo aquilo que nos escraviza e que impede a manifestação da vida plena.

Leituras Primeira Leitura - Leitura do Livro do Êxodo (Êx 3,1-8a.13-15)

A humanidade hoje trava uma luta de libertação política, cultural e econômica: os povos lutam para se libertarem do colonialismo, do imperialismo, das ditaduras; os pobres lutam para se libertarem da miséria, da ignorância, da doença, das estruturas injustas; os marginalizados lutam pelo direito à integração plena na sociedade; os operários lutam pela defesa dos seus direitos e do seu trabalho; as mulheres lutam pela defesa da sua dignidade; os estudantes lutam por um sistema de ensino que os prepare para desempenhar um papel válido na sociedade… Convêm termos consciência que, lá onde alguém está lutando por um mundo mais justo e mais fraterno, aí está Deus – esse Deus que vive com paixão o sofrimento dos explorados e que não fica de braços cruzados diante das injustiças.

Segunda Leitura - Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 10,1-6.10.12)

O que é essencial na nossa vivência cristã? O cumprimento de ritos externos que nos marcam como cristãos aos olhos do mundo? Ou é uma vida de comunhão com Deus, vivida com coerência e verdade, que depois se transforma em gestos de amor e de partilha com os nossos irmãos? O que é que condiciona as minhas atitudes: o “parecer bem” ou o “ser” de verdade?

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas (Lc 13,1-9)

A proposta principal que Jesus nos apresenta chama-se “conversão”. Não se trata de penitência externa, ou de um simples arrependimento dos pecados; trata-se de um convite à mudança radical, à reformulação total da vida, da mentalidade, das atitudes, de forma que Deus e os seus valores passem a estar em primeiro lugar. É este ocaminho a que somos chamados a percorrer neste tempo quaresmal, a fim de renascermos, com Jesus, para a vida nova do Homem Novo. Concretamente, em que é que a minha mentalidade deve mudar? Quais são os valores a que eu dou prioridade e que me afastam de Deus e das suas propostas?

Existe uma conexão interessante entre a experiência de Moisés no Horeb e a parábola de Jesus sobre a figueira, entre a primeira leitura e o evangelho deste terceiro domingo da Quaresma. É a exegese (comentário) para a qual a liturgia nos convida! Trata-se da fecundidade ou infecundidade e também da prorrogação que nos é concedida para alcançá-lo.

O Deus por quem Moisés foi encontrado viu como seu povo sofria a escravidão na terra estranha e inóspita do Egito. Era uma terra que não permitia crescer, multiplicar-se, adquirir identidade e desenvolver sua capacidade criadora. Por isso, Deus decidiu transplantar seu povo e levá-lo para "a terra fértil e espaçosa, onde corre leite e mel”. Yahweh Deus - nome revelado a Moisés - decidiu transplantar “sua vinha amada”, ”sua figueira fecunda” desde o Egito para a terra de Canaã. O êxodo foi a historia acidentada desse transplante e desse sonho de Deus: uma maior fecundidade. A questão seria depois: que obteve Yahweh Deus com esse transplante?

Surpreende-me a freqüência com que Jesus, tanto nos evangelhos sinóticos como no quarto evangelho nos fala “dos frutos”. Até parece obcecado com a frutificação de todas as sementes que o Abbá depositou em nós: às vezes falam de talentos ou denários, outras de videira e sarmentos, outras de vinhas ou de figueiras. No fundo Jesus questiona a fecundidade de seu povo na nova terra.

Há uma tendência entre nós de não dar valor excessivo "aos frutos". Não tem boa fama teológica ou espiritual a “eficácia”. Tendemos a certa passividade, baseada na confiança quase cega na Graça que sempre atua e nos surpreende. Por isso, não queremos nos preocupar com números nem com a baixa fecundidade das esposas (baixa natalidade), nem com a baixa fecundidade das congregações ou com respeito às novas vocações, nem com a dissolução progressiva de grupos paroquiais, ou de grupos de jovens, nem com o abandono progressivo de nossas igrejas e de nossa fé...

A questão não passa pela eficácia, mais pelo dom da fecundidade que temos recebido e nossa responsabilidade ante o Deus que nos quer fecundos e férteis.

Recordemos a frase do Criador: “crescei e multiplicai-vos!”;

Os imperativos de nosso Senhor Jesus: “Eu os escolhi para vás e deis muitos frutos”, “a boa arvore dá bons frutos”, “por seus frutos os conhecereis”;

“O Pai quer obter os frutos de sua vinha”; o desejo do Abbá é que os discípulos e discípulas de Jesus “dêem frutos abundantes”

Porém, Jesus verifica a escassez ou ausência de frutos, embora não falte a folhagem e a aparência. O que fazer ante tal situação? A resposta de Jesus é: paciência! Embora conscientes de que o tempo é curto e o Senhor logo virá pedir as contas.

Em termos eclesiais podemos perguntar:

A Igreja católica é uma comunidade fecunda, fértil? É a missão que realizamos frutífera? Porque nós queixamos que nos perseguem e nos depreciam e não questionamos nossa superficialidade na hora de fazer propostas serias, nossa preguiça que nos leva a não buscar respostas adequadas a problemas novos? Nossa missão é infecunda porque lhe falta profundidade espiritual – atuamos nela como gerentes -, porque lhe faltam atualidade – como se vivêssemos em outra galáxia – e vontade política de acabar com as tradições absurdas, infecundas, inúteis. Há muitas pessoas ocupadas em dar brilho a objetos de velhas recordações que agora já não servem. Enquanto isto, tudo o que levamos entre nossas mãos nos envelhecem e as gerações cada vez menos se conectam conosco.

Folhagem não nos falta, porém o que frutifica? Nunca temos programado tanto, nunca como agora temos nos organizado tanto. A que se então a falta de fecundidade? Jesus nos falava da necessidade de “podar” para produzir mais frutos; e hoje nos evangelho nos fala de “cavar ao redor” e “aplicar esterco”. Como se interpreta isto hoje?

A nível pessoal, nós podemos planejar o seguinte:

Como estamos aproveitando o tempo para crescer, multiplicar-nos, sermos fecundos? Perder o tempo no que não vale a pena, não dar cumprimento ao tempo de que dispomos evitar os processos sérios de criação e substituí-los por rapidíssimas e ansiosas improvisações de última hora, nos leva a infecundidade. Dedicamos muito tempo ao que vale não a pena; e muito pouco ao que vale a pena.

Um artista passa muitas horas só, esperando o momento da inspiração; quando chega se entrega a ela apaixonadamente e não para até concluí-la. Quando o artista volta da solidão, sempre traz uma boa noticia.

Não há tempo a perder! Van Gogh se apressou em pintar a paisagem - rápido como uma locomotiva - porque a luz do dia estava terminando. Fellini se propôs a realizar em dez anos sua grande obra cinematográfica e se dizia depois: “depois... já não era possível”.

Dispomos de pouco tempo. O que nos é pedido não é fazer muitas coisas, mas sermos fecundos. Não é gastarmos e desgastamos, mas ser mediação de transformação. Estamos no tempo da prorrogação. Não nos podemos permitir o luxo de dedicar horas e horas em passatempos. Pedir-nos-ão conta! Com ele contribuímos para a morte dos outros. Uma vida sem sentido, infecunda, não colabora com a vida. Por isso, Jesus envolveu toda a uma geração infecunda na responsabilidade pela catástrofe da torre de Siloé: “se não os converteis todos parecereis da mesma maneira”.

Temos nos detido demasiadamente na lamentação. É hora de olhar para frente. Temos pouco tempo a nossa disposição. Muitos de nos estamos em tempos de prorrogação. Esta é a conversão que nos é pedida! Todavia é tempo de fecundidade!

José Cristo Rey Garcia Paredes

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SEGUNDO COMENTÁRIO = MARIA ELIAN

07=de Março- Domingo= Eterna é a misericórdia do Pai.

Evangelho (Lucas 13, 1-9)

Na narrativa de hoje, algumas pessoas contam a Jesus a respeito dos galileus que foram mortos por Pilatos. Por considerarem Jesus um agitador, contaram a Ele esses fatos para intimidá-lo. E Jesus lembra sobre a queda da torre de Siloé em Jerusalém. Percebendo a intenção deles Jesus pergunta: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus por terem sofrido tal coisa?” Naquele tempo ser pobre, doente, ou até a morte era castigo de Deus por causa dos seus pecados e de seus pais. E Jesus esclarece que Deus não castiga assim, nós devemos sim estar preparados sempre, pois as tragédias acontecem, em qualquer tempo, e não como castigo de Deus, por isso somos convidados à conversão diária. Deus quer que tenhamos vida, ele não quer a nossa morte.

Jesus conta a parábola da figueira, muito oportuna para o tempo que estamos vivendo, o da quaresma. Tempo em que todos somos chamados à conversão, a partilha, a oração. A figueira é uma árvore de maior produção na Palestina, dá frutos por dez meses, e ela representa o povo eleito, os que ouviram os ensinamentos de Jesus e que já deveriam está praticando a misericórdia de Deus, a justiça, porém não colocaram em prática os ensinamentos que receberam. E tamanha é a misericórdia de Deus para conosco, que Ele ouve o vinhateiro, que pede mais um ano, para adubar a terra, com a Palavra de Deus, com oração, e quem sabe assim possa dar frutos. E esse tempo é concedido. E temos mais uma oportunidade para nos renovar e quem sabe produzir os frutos que Deus tanto espera de nós, a nossa contribuição para o crescimento da comunidade a qual pertencemos, acordar para vida de discípulos, e ficar atentos e vigilantes para não sermos cortados.

Não devemos nos iludir achando que não necessitamos de conversão, de oração, que só outros pecam e tem defeitos, foi essa mentalidade que Jesus veio combater. Somos humanos, falhamos, temos nossas fraquezas e limitações, e todos os dias temos que buscar nossa conversão, ir para Deus, seguir a Jesus. Então nos perguntemos: O que eu estou fazendo? Eu sou uma figueira sem frutos ou não? Que tipo de frutos estou produzindo, para o bem da minha comunidade, para construção do Reino de Deus? O trágico é não aceitarmos a Boa nova de Cristo. Lembrando que não somos castigados, mas sim alertados. Mesmo estando a serviço do Pai, busquemos nossa conversão sempre, não somos melhores que ninguém. Mas, Deus com sua paciência e misericórdia, espera por nós, que atendamos seu chamado, mas necessita que sejamos atentos para ser tarde demais.

Oração:
Pai, que a minha vida seja uma contínua busca de comunhão contigo, por meio de um arrependimento sincero e de minha conversão urgente para ti. Espírito de conversão, que eu não me iluda, dispensando-me de voltar, cada dia, confiante, para o Pai.

Um abraço a todos, e um domingo de paz.

Elian

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TERCEIRO COMENTÁRIO = JAILSON FERREIRA

A FIGUEIRA QUE NÃO DÁ FRUTOS

(Lucas 13,1-9)

Por que as pessoas morrem precocemente?

Algumas pessoas gostam de dizer que a Bíblia fala sobre todos os assuntos, basta que saibamos interpretá-la... O Evangelho de hoje fala sobre um tema bastante atual: as catástrofes, as chacinas e os acidentes.

Podemos dividir o Evangelho, didaticamente, em duas partes. Na primeira, Jesus comenta sobre o merecimento (ou não-merecimento) daqueles que morrem nestes eventos, e na segunda parte Ele conta uma parábola aparentemente fora de contexto.

Quando acontece uma catástrofe, chacina ou acidente, sempre nos vêm uma pergunta: "Por que isso foi acontecer logo com eles?... Será que mereciam morrer? Morreram porque eram muito pecadores?" E para as pessoas boas que morrem precocemente nós também ficamos intrigados: "Mas ele era tão bom... não merecia ter morrido assim..."

Hoje Jesus vem nos trazer uma resposta a essas perguntas. Estas pessoas não morrem assim porque são mais culpadas/pecadoras ou menos culpadas/pecadoras do que você ou eu... Lição que tiramos disso: Você ser uma boa pessoa não lhe dá garantia de que você viverá por mais tempo! E nem o contrário. Não existe regra para predizer quem morre antes e quem vive mais. Isso não cabe a nós, só a Deus.

Se fosse hoje, ao invés de falar da Torre de Siloé, que caiu em cima de 18 pessoas e matou todas, Jesus teria falado das torres gêmeas, ou do tsunami, ou do avião da TAM, ou do holocausto dos judeus na Segunda Guerra, ou do seu parente, ou do seu amigo, que morreu e você ainda não entende por que Deus levou aquela pessoa, ao invés de levar outra... Ele não morreu porque era mais pecador ou menos pecador que você ou eu. Quer saber por que ele morreu? Por 2 motivos: Primeiramente, porque se ninguém morresse, o mundo não caberia mais tanta gente; e segundo, para lembrar aos que ficaram vivos que busquem aproveitar melhor a vida e serem felizes, para quando chegar a nossa vez de morrer, termos a tranqüilidade de saber que iremos para um lugar ainda melhor...

A segunda parte do Evangelho é a Parábola da Figueira. O dono da vinha tinha mandado cortar a figueira estéril, mas o empregado pediu que desse mais um ano, que ele tentaria adubar a figueira, para ver se ela daria algum fruto. Sabe onde está a conexão entre esta parábola e a primeira parte do Evangelho? Quase sempre que acontece uma catástrofe, uma chacina ou um acidente, ficam os sobreviventes. Estes sobreviventes são como a figueira estéril, que Deus iria "cortar", mas o vinhateiro pediu uma chance de restaurá-la, e Deus concedeu. Observe que não existe uma causa para os que vão, mas existe uma causa para os que ficam: DAR FRUTOS.

Você já sobreviveu a algum acidente, doença, assalto, tiroteio, etc? Pois é... Deus ia lhe cortar, mas Jesus pediu uma chance para tentar fazer você FRUTIFICAR... Mas Ele tem um prazo para trabalhar você... Dê frutos!

Jailson Ferreira

jailsonfisio@hotmail.com

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QUARTO COMENTÁRIO - SAL

A FIGUEIRA QUE NÃO DÁ FRUTOS

Evangelho: Lucas 13, 1-9


Os nossos irmãos vítimas das enchentes não são mais pecadores do que nós. Uma senhora outro dia me enviou uma mensagem na qual me perguntava: Porque Deus a castigou daquele jeito, destruindo tudo o que ela tinha na inundação causada pela forte chuva?

Respondi que não se tratava de castigo de Deus. Que as fortes chuvas estavam sendo causadas por dois fatores climáticos atípicos. Um de ordem natural o fenômeno conhecido com o nome de El Niño, que consiste no super aquecimento das águas do Oceano Pacífico causado pelas erupções simultâneas de vários vulcões submarinos naquela área do referido Oceano, o que ocorre por volta de 7 em 7 anos. Este fenômeno acarreta fortes chuvas em uns lugares como no sul do Brasil pelas fortes evaporações das águas marinhas e, secas em outras regiões, como é o caso do Nordeste Brasileiro, causada pela gigantesca massa de ar quente e seca que bloqueia a massa de ar frio polar de penetrar naquela região, causando chuvas.

O outro fator que veio adicionar ao El Niño, foi o AQUECIMENTO GLOBAL, causado pelas fortes emissões de poluentes na atmosfera, principalmente pelas chaminés das fábricas que nos últimos anos aumentaram de forma assustadora.

Portanto, Deus não está castigando ninguém com as enchentes. Se tem alguém que pode ser considerado culpado pelo efeito estufa, são aqueles que não param de lançar fumaça na atmosfera.

Deus respeita as forças físicas da natureza com suas leis colocadas nela por Ele. Portanto, Deus não tem culpa se o homem vem alterando o meio ambiente de forma perigosa.

Porém, Jesus adverte os judeus e também a nós, dizendo: Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo.

Do mesmo modo os habitantes do Haiti não são mais pecadores do que os demais habitantes do mundo. Acontece que aquele país, assim como todos os que se encontram na Cordilheira dos Andes, estão sujeitos a abalos sísmicos ( terremotos) por ser uma área instável da crosta terrestre, e não porque Deus está castigando os nossos irmãos haitianos, com todo aquele sofrimento. Mas não é por isso que vamos deixar de rezar por eles.

O segundo ponto de reflexão do Evangelho de hoje, é a figueira que não dá frutos. Ela representa todos aqueles que ficam de braços cruzados e não fazem nada pelo Reino de Deus. Aqueles que não movem uma palha para anunciar a palavra de Jesus. É claro, que muitos são chamados, e poucos são escolhidos. Sabemos que nem todos têm o dom da palavra, nem o dom de interpretar a palavra de Deus. Mais não é só pela palavra que levamos Deus às pessoas. Fazemos isso pelo testemunho, pelo exemplo, pelo convite, e pela oração. E temos de fazer, pois poderemos ser cortados e até queimados como a figueira do Evangelho de hoje.

É muito fácil viver acomodado, assistir a missa aos domingos, voltar para casa, e continuar a nossa santa vivinha, sem nos incomodar em levar o Cristo que recebemos na comunhão para os nossos irmãos. Por isso precisamos mudar o nosso modo de ser, e começar a evangelizar pela nossa presença, nosso exemplo e nosso testemunho.

Sal.

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Evangelho do domingo, 7 de março, III da Quaresma

O EVANGELHO
Evangelho segundo São Lucas 13, 1-9


Jesus recebe más notícias: Pilatos tinha matado alguns galileus, oferecendo sacrifícios no Templo de Jerusalém. Isso lembra a tragédia de 18 mortos na torre de Siloé desabou, a sudeste de Jerusalém.
As pessoas pensavam que era um castigo por seus pecados, Jesus nega, afirmando que Deus não castiga.
Mas é preciso chamar à conversão (portanto, para ler durante a Quaresma), e fazê-lo imediatamente, mediante duas maneiras:
Jesus diz às pessoas que se não se converterem, seus finais não serão melhores do que os desafortunados anterior.
Ele conta uma parábola em que Deus dá um novo prazo para as pessoas " dêem frutos", apesar de que o tempo já havia passado e que tais pessoas já deveriam ter frutificado. Não era incomum nas bordas do vinhedo a presença de figueiras. João já tinha avisado: "É o machado posto à raiz das árvores: toda árvore, portanto, que não der bom fruto será cortada" (3,9)
Só Lucas tem esta passagem.

Quaresma, um tempo de conversão e análise do nosso modo de ser cristãos. Lucas, transmitindo a parábola do lavrador, nos dá um aviso sobre nossos erros em muitos aspectos da nossa vida: acreditar que somos superiores aos outros, os melhores cristãos, os mais piedosos. Mentira!. Porque de fato somos hipócritas, mentimos para o resto da comunidade como eram os israelitas a respeito dos galileus.
Este tempo quaresmal forte deve servir para encontrar o norte em nossas vidas, que é a de ajustar o nosso comportamento com os ensinamentos do Evangelho, vamos aproveitar esse tempo para preparar a fim de produzir frutos para ajudar o Reino que vem. Tenha em mente que temos o melhor jardineiro do universo, Jesus e os melhores fertilizantes, que é o seu evangelho. Que podemos virar nosso comportamento e nos tornamos homens e mulheres novos levantando-se com Jesus na Páscoa é que os fundamentos da nossa fé. O jardineiro pediu-nos a graça de um ano. Não o desperdice.
Deus em Cristo nos ama e nos enche de bens de todos os tipos e se não recebemos alguma coisa que pedimos, é porque aquilo não nos convém. Sejamos agradecidos por tudo o que já recebemos das mãos de Deus.

Fonte

http://www.ciudadredonda.org/subsecc_ma_d.php?sscd=157&scd=1&id=2893

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SEXTO COMENTÁRIO= AS PRIMEIRAS LEITURAS POR: LINCOLN SPADA

07+de Março – Domingo= As primeiras leituras.

Primeira Leitura

Só Moisés teve a oportunidade de ver a face de Deus. É essa a constatação que a tradição conta, a partir da revelação do nome de Deus: Sou. Palavra tão sacrossanta que os nossos irmãos judeus evitam dizê-la e fecham seus olhos quando estão de frente com a palavra escrita. Daí, o mandamento de não tomar o nome divino em vão. Moisés teve uma experiência extraordinária, além da declaração do nome do Senhor, ele teve a oportunidade de estar face-a-face com ele em uma teofania repleta de magia fantástica (no bom sentido, é claro). Moisés se identifica com o povo e, por isso, conhece e o ama de tal forma a ponto de querer libertar os seus iguais das mãos tiranas do faraó. A coragem, a valentia, a eloquente perseverança de Moisés dá-se como frutos do intrumento do Pai. Fazendo uma analogia com as nossas reflexões contemporâneas, é claro que não nos encontramos em uma situação de perigo como a do protagonista do Primeiro Testamento. Contudo, como ele, precisamos saber responder com a mesma magnitude o serviço que Deus nos pede para a formação do bem comum. Precisamos aceitar nossa vocação como instrumento de Deus e evangelizar num exemplo calcado em amor para quem nós tanto amamos. Devemos isso a Deus e também ao nosso povo, porque amamos o nosso povo. Que tenhamos o exemplo corajoso e cuidadoso de Moisés em nossos corações para realizar o serviço fraterno, amém. (Lincoln Spada)

Segunda Leitura

A segunda leitura mostra uma realidade do povo que não valoriza a Palavra, nem sequer a Deus. Sim, é o mesmo povo eleito por Deus e libertado por Moisés. E até entendo que o eleito possa ser porque suas qualidades se ressaltavam diante de seus defeitos e atos pecaminosos. Viva é uma comunidade que tenha imperfeições, porque precisará se superar diante dos obstáculos e alcançar uma santidade com a graça de Deus. É a oportunidade que temos, em grupo social, de nos tornarmos pessoas melhores e sermos melhores uns com os outros, na construção da terra prometida. A terra prometida vai além de um simples território fértil de Israel. A terra prometida é uma terra espiritual onde todo indivíduo se torna agente a partir de uma vida pautada na moral e na ética. Está bem, não só nesses dois valores, mas também na verdade, na justiça, na paz, na fraternidade e, principalmente, no amor pleno que só pode ser concedido na contemplação de Deus. É essa falta axiológica de valores que desonra qualquer povo eleito, qualquer irmandade e qualquer equipe interpessoal. Sem a valorização da bondade reconhecida pela nossa pequenez diante de Deus é o que nos fará cometer o mesmo erro da população mosaica. Que não cometamos o erro de nos vangloriar como eleitos, mas que façamos por merecer o título de filhos de Deus, amém. (Lincoln Spada)

EVANGELHO

Vou me atentar ao Evangelho com outra perspectiva. Quem não tem medo da morte? Se na cultura judaica, a morte é vista como castigo divino por causa dos inúmeros pecados de alguém contra o Decálogo e a Torá, imagina em nossa cultura ocidental? É estranho, porque por mais que acreditemos na ressurreição e também somos frutos de uma cultura indígena que trata a morte como um processo natural da vida, a gente costuma morrer junto de algum ente falecido. Não é só o falecido que vai, mas uma parte da gente também perece com uma notícia que consideramos tão maligna. Não se preocupe se você tem medo da morte, eu também tenho a mesma fobia (aliás, é a minha maior fobia), e creio que quase todas as pessoas têm. O que Jesus relata na primeira parte do Evangelho é que a morte precisa ser encarada como processo natural da transcendência humana. Não é por morrer numa catástrofe, que o indivíduo é pior do que quem morre sem dor ao dormir. A morte é a única certeza que temos. E ela não é um castigo, como a tradição oral judaica diz. Se olharmos a morte com tal ponto de vista, estamos nos deixando levar numa onda ideológica que vai contra a ressurreição e o pensamento cristão. Pensando bem, duvido que alguém chore por alguém que morreu. Porque temos a certeza que a pessoa está num lugar bem melhor do que a situação vivida. Eu tenho certeza que a pessoa chora por não ter mais o defunto ao lado. A pessoa chora por egoísmo. E é natural que choremos por egoísmo, como também é natural não querermos viver os términos, pois o homem tenta a todo instante se perpetuar para outras pessoas e dar uma sensação de valor que ele não tem. E dar uma sensação de ser eterno perante os demais. Contudo, meu caro leitor, o eterno é justamente aquele que é sábio e Ele aceitou morrer por ter certeza que deu o seu melhor para as outras pessoas, que conseguiu, de fato, viver uma vida plenamente cristã. É essa vida exemplar e repleta de testemunhos que será a figueira “paraboleada” por Jesus. Para não temer a morte, precisamos nos vincular aos atos amorosos de Deus a todo instante. Que tenhamos a vida virtuosa dessa figueira sagrada e marcada pelo sinal da fé, amém. (Lincoln Spada)

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

JESUS SE TRANSFIGURA DIANTE DOS DISCÍPULOS

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HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO

28 de FEVEREIRO de 2010

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TRANSFIGURADOS PELO AMOR DE CRISTO, VAMOS TRASFIGURAR O MUNDO!

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CINCO COMENTÁRIOS DAS LEITURAS DO PRÓXIMO DOMINGO PARA VOCÊ TER MAIS OPÇÕES DE MELHORAR SUA HOMILIA.

1- A Transfiguração de Jesus - José Cristo Rey Garcia Paredes

2- Transfiguração do Senhor, Jesus Manifesta sua glória. -Maria Elian.

3- A Transfiguração – Lincoln Spada

4- Jesus se transfigura diante dos discípulos - Sal.

5- A transfiguração - Sal

COMENTARISTA:

Bom dia, irmãos e irmãs. Sejam todos bem vindos a nossa celebração do 2º domingo da Quaresma. Com Jesus em oração somos chamados a transformar nossas vidas, a converter nossos corações, a sermos solidários com nossos irmãos, a transformar nossa sociedade em uma sociedade mais justa e fraterna. Caminhando com Jesus rumo a Jerusalém, a caminho da Páscoa, somos convidados a ouvir o que Jesus tem a nos dizer, e acolher sua Palavra de vida e libertação. Com confiança, fé e alegria vamos iniciar nossa celebração cantando...

Mª Elian

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01 = A transfiguração de Jesus.

As leituras do II Domingo da Quaresma convidam-nos a refletir sobre a nossa transfiguração, a nossa conversão à vida nova de Deus; nesse sentido, são-nos apresentadas algumas pistas.

A primeira leitura apresenta-nos Abraão, o modelo do crente. Com Abraão, somos convidados a acreditar, isto é, a uma atitude de confiança total, de aceitação radical, de entrega plena aos desígnios desse Deus que não falha e é sempre fiel às promessas.

A segunda leitura convida-nos a renunciar a essa atitude de orgulho, de auto-suficiência e de triunfalismo, resultantes do cumprimento de ritos externos; a nossa transfiguração resulta de uma verdadeira conversão do coração, construída dia a dia sob o signo da cruz, isto é, do amor e da entrega da vida.

O Evangelho apresenta-nos Jesus, o Filho amado do Pai, cujo êxodo (a morte na cruz) concretiza a nossa libertação. O projeto libertador de Deus em Jesus não se realiza através de esquemas de poder e de triunfo, mas através da entrega da vida e do amor que se dá até à morte. É esse o caminho que nos conduz, a nós também, à transfiguração em Homens Novos.

Leituras Primeira Leitura - Gênesis (Gn 15,5-12.17-18)

O Deus que se revela a Abraão é um Deus que se compromete com o homem e cujas promessas são garantidas, gratuitas e incondicionais. Diante disto, somos convidados a construir a nossa existência com serenidade e confiança, sabendo que no meio das tempestades que agitam a nossa vida Ele está lá, acompanhando-nos, amando-nos e sendo a rocha segura que nos podemos agarrar quando todo o resto falha.

Segunda Leitura - Carta de São Paulo apóstolo aos Filipenses (Fl 3,17—4,1)

Neste tempo de transformação e renovação, somos convidados pela Palavra de Deus a ter consciência de que a nossa caminhada em direção ao Homem Novo não está concluída; trata-se de um processo construído dia a dia sob o signo da Cruz, isto é, numa entrega total por amor que subverte os nossos esquemas egoístas e comodistas.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas (Lc 9,28b-36)

Os três discípulos que partilham a experiência da transfiguração recusam-se a aceitar que o triunfo do projeto libertador do Pai passe pelo sofrimento e pela cruz. Eles só concebem um Deus que Se manifesta no poder, nas honras, nos triunfos; e não entendem um Deus que Se manifesta no serviço, no amor que se dá.
Qual é o caminho da Igreja d Jesus (e de cada um de nós, em particular): um caminho de busca de honras, de busca de influências, de promiscuidade com o poder, ou um caminho de serviço aos mais pobres, de luta pela justiça e pela verdade, de amor que se faz dom?

O monte da visão

Somente quando chega a visão é que percebemos como estávamos cegos. Quem não recebeu esta graça não descobre o sentido do que passa e se estranha uma outra vez contra a realidade.

A falta de visão e dos guias cegos. Jesus nos falava dos “guias cegos”: são aquelas pessoas que dirigem comunidades, grupos, nações, porém sem visão! São às vezes tão auto-suficientes que “não querem ver”: são unilaterais e não aceitam a luz que vem de “outra parte”.

Nós encontramos em um desses tempos nos quais nos conduzem “guias cegos”? Tem me chamado muito à atenção ver como um candidato à Casa Branca, e anteriormente vice-presidente dos Estados Unidos, Albert Arnold Gore, tem se envolvido seriamente em conscientizar a humanidade da revolução ecológica que se faz necessária para a sobrevivência de nosso planeta. A este homem foi concedida a visão! Porém muitos dirigentes são repetitivos. Não são capazes de encontrar soluções novas para novos problemas. Aproveitam-se do poder para favorecer sua vaidade e beneficiar as pessoas de sua “roda”; não entusiasmam as pessoas com projetos visionários, projetos que entusiasmem. Pensam mais em derrotar o inimigo, que em conciliar a todos para gerarem um futuro melhor. Por isso, necessitamos de pessoas com visão! Porém, onde encontrá-las? Neste II Domingo da Quaresma a Palavra de Deus nos oferece as chaves: Abraão e três discípulos apóstolos e dirigentes da primeira Igreja, Pedro, João e Tiago.

A primeira visão: Quem se chamava a principio Abrão era um homem triste, peregrino sem objetivo, sem visão, sem futuro. Quando recebeu o nome de Abraão, foi lhe concedido visão: começou o tempo de sua fecundidade, até chegar a ser pai de um grande povo, tão numeroso como as estrelas do céu. O que ocorreu? Depois que aceitou a aliança de amor e propriedade mútua que Deus lhe ofereceu no meio da sua noite. Teve a visão da “tocha ardente” que assumia e consumia suas oferendas. E viu quando não podia ver, porque “o sol se havia posto e veio a escuridão e um sono profundo que lhe invadiu e um terror intenso e escuro caiu sobre ele”. Naquela noite recebeu Abraão a visão e a fecundidade como Adão quando, depois do sono, despertou.

A segunda visão: é concedida a três amigos de Jesus. Pedro, João e Tiago. Algo muito sério deveria ocorrer para que Jesus decidisse separar-se dos demais e subir a uma montanha alta para orar. Seria por suas dúvidas, sua violência religiosa, sua rejeição da cruz? Jesus se entrega a oração e enquanto isso é transformado em ”tocha ardente", luz que de dentro invade seu corpo e suas vestes.

Os três amigos - acossados por uma intensa sonolência - vêem Moisés e Elias que conversavam com Jesus sobre “sua morte em Jerusalém”. Moisés: o homem da libertação do Egito, da aliança do Sinai, do maná do deserto, a quem não foi concedido entrar na terra prometida. Elias: o profeta contra a idolatria, da manifestação do verdadeiro Deus no Carmelo, o perseguido até a morte e elevado ao céu em seu em carro de fogo. Conversam sobre o sentido da vida e da morte, sobre o futuro que Deus concede ao povo. Porém em um determinado momento os dois personagens se retiram. Pedro quis que ficassem; não entende que é “conveniente que se retirem”: são indicadores; porém não é a solução. Fica Jesus somente!

Os três se sentem estremecidos ante uma nuvem que os envolve e uma voz que lhes interpela: “Este é meu Filho, o escolhido, escutai-o”. As palavras lhes ajudam a superar suas dúvidas, suas tentações de abandono. Pedro, João e Tiago descobrem a identidade de Jesus e o sentido de todo o caminho que com Ele percorrem.

Que belo é saber que a Igreja apostólica foi dirigida por homens com visão, por autênticas testemunhas, por pessoas que desde os sinais do passado (Moises e Elias), souberam abrir-se ao futuro, por mais obscuro que parecesse. Sabiam que o Deus comprometido da Aliança estaria por traz de tudo. Jesus foi para eles “luz”, “visão”, pedagogo do futuro.

O Tabor não é o monte onde se passa dias de férias espirituais. É o espaço do discernimento e da ratificação da Aliança, da superação das dúvidas e fortalecimento da fé. É o lugar do encontro com o Abbá e da escuta de suas palavras essenciais. Nele a pessoa é invadida pela Luz e pela Treva. No Tabor se supera a tentação para escutar somente Jesus e com Ele seguir o caminho "para baixo", na direção da planície onde estão as pessoas, o sofrimento humano, a falta de sentido.

Abraão, Pedro, João e Tiago foram agraciados com “visão” depois de suas dúvidas e desolação. Os quatro se afastaram por um tempo e entraram na noite e no silêncio. E ali... se encontraram com o Deus da Aliança, o que cumpre suas promessas, o que da sentido ao caminho e a história.

Cada um de nós deveria descobrir em que momento Deus ou Jesus o leva ao “alto da montanha”. Nesse momento, deve deixar tudo. E subir. Deve deixar as tarefas frenéticas, as reuniões atrás de reuniões, os programas atrás de programas... Não é questão de correr, de fazer coisas, mais de pensar... para onde vamos, onde estamos. Ao “guia cego” lhe ocorre aquilo do conto: ia um cavaleiro montado sobre seu cavalo a uma grande velocidade; ai um amigo lhe pergunta: aonde vais? Não pergunte a mim -respondeu o cavaleiro- pergunte a meu cavalo! Que necessidade temos da visão!

José Cristo Rey Garcia Paredes

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SEGUNDO COMENTÁRIO - ELIAN

28=de Fevereiro – Domingo - Transfiguração do Senhor, Jesus Manifesta sua glória

(Lucas 9, 28-36)

O evangelho deste segundo domingo da quaresma nos chama a oração, a refletir sobre a nossa transformação, a verdadeira conversão do nosso coração, a busca de uma vida nova, a entregar nossa vida a Deus radicalmente. Jesus, hoje, nos é apresentado como o Filho amado do Pai, que caminha para a morte de cruz, para nossa libertação. E bem diferente do que todos esperavam. O projeto de libertação do Pai, Jesus não veio para triunfar, para dominar ou ser um rei poderoso, mas para entregar sua vida por amor. Como seguidores e imitadores de Cristo, também somos chamados a nos transformar, a sermos homens e mulheres novos. Acreditando em Jesus e na sua glória com certeza aceitamos que o amor transformará nossa vida.

Jesus sempre que tinha que tomar uma decisão subia ao monte, para fazer suas orações, a noite, só e longe das multidões e assim estava mais próximo do Pai. Dessa vez, Jesus leva Pedro, Tiago e João. Jesus começa a rezar, e seu rosto se transforma, sua roupa fica branca e brilhante, e dois homens conversam com Jesus sobre sua morte que sofreria em Jerusalém. Eram eles: Moisés que representava as Leis que Jesus veio para aperfeiçoar, e Elias que representava todos os profetas, que anunciaram Jesus. Os discípulos ficam maravilhados com a visão que têm de Jesus conversando com Moisés e Elias. Ficaram tão felizes que desejaram não sair mais dali. De uma nuvem ouviram a mesma voz que ouviram no batismo de Jesus e disse: “Este é meu filho amado, o escolhido. Escutai o que ele diz!” Foi uma experiência tão forte, que os discípulos não comentaram com ninguém o que ali acontecera. Dessa Jesus não pediu para que não falassem a ninguém. E ao exemplo de Maria, os discípulos guardaram tudo em seu coração e calaram-se. Eles presenciaram a manifestação da glória de Jesus.

Aprendemos com a transfiguração de Jesus, que o caminho para gloria, é um caminho de sofrimento, de cruz, e muito trabalho. O caminho que como Igreja nós temos que percorrer, para que ocorra a nossa transformação, a transformação do irmão e do mundo. E através da oração é possível conseguirmos também nossa transfiguração, que deverá ser de dentro para fora. Pela oração, ouçamos o que Cristo tem a nos dizer, e não podemos nos calar diante da Palavra de Deus, tenhamos coragem e esperança de mundo melhor, mais justo e mais fraterno. Como cristãos devemos caminhar na fé, ter sempre um diálogo íntimo com Deus, aderir a sua vontade, para que possamos um dia ficar face a face com Cristo, e contemplar a sua glória.

Oração:

Ó Deus de toda luz, tu manifestaste tua glória no rosto transfigurado de teu Filho Jesus; faze que, assim transfigurados, possamos, nesta segunda semana da quaresma, escutar e praticar a Palavra de Cristo. Amém!

MARIA ELIAN

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TERCEIRO COMENTÁRIO – LINCOLN SPADA

28+de Fevereiro-Domingo – A transfiguração.

Primeira Leitura

Eis o pacto da aliança de Deus com o pai do povo eleito - e também pai de todas as três religiões monoteístas da Terra. Vou além do sacrifício feito por Abraão invocando a presença divina, precisamente, porque esse trecho da passagem bíblica alude muito mais a uma simples obediência. O ato de obediência pedirá um compromisso terreno, um sinal de aliança, algo que poderemos denominar como o ato de circuncisão.

A passagem mística é apenas a primeira parte desta aliança, já que o ato da circuncisão só será descrito posteriormente. E é importante ressaltar esse ato, pois só através da circuncisão seria permitido as condições de Abraão ter sua descendência. É uma ação higiênica, saudável a um povo que vivia de forma nômade no meio do deserto. Sem a circuncisão, compromisso de Abraão e de todos os seus filhos, seria impossível haver a procriação de seu povo. Comento isso para provar mais uma vez a sabedoria de Deus que se reflete em sua grande criação: o ser humano. Sem esse comprometimento, sem esse sinal mostrado pelo Pai ao humano, cercado por motivos espirituais mais também científicos, não haveria a aliança. Todas as alianças feitas por Deus vão além de meros sinais ou sacrifícios invioláveis e inquestionáveis, principalmente porque esses sinais e sacrifícios são provas e ações que vão de encontro para a dignidade e vivência humana em perfeita harmonia. Por isso que percebemos como a aliança é o amor que Deus tem para conosco. E dessa forma, que o Senhor também fala aliança em nossas casas e com nossos familiares e todas as nossas gerações, amém.

Segunda Leitura

Paulo revela o pecado da carne ao descrever de forma sutil aos seus iguais na comunidade de Filipo. Os pecados capitais castigam o homem não só na sua espiritualidade, mas na sua essência também material. São provas que se opõem a aliança estabelecida entre Deus e os homens.

A vaidade, a luxúria e outros males vão contra: a castidade, a honestidade, a singeleza da vida. Podemos recontar simplesmente a história do filho pródigo, aquele que se despede da família para ser um bom vivam.

E o que ele ganha e alcança durante a sua vida? Nada, apenas se desespera em meio a suas fraquezas e, no ápice de seu desespero, descobre que a cultura de vida é totalmente diferente da que ele pensava e encontrava no mundo. Ele se encontra com Deus e o amor eterno e pleno, que confere a ele uma transcendência maior e melhor do que qualquer outro tipo de relação que ele já tinha experimentado. E é desse tipo de relação com a Santíssima Trindade que precisamos ter para nos garantir a aliança e estarmos sempre afastados ou imunes do pecado carnal. Que Deus nos seja fortaleza de quaisquer males que nos amedrontam, amém.

Evangelho

A transifugração ocorreu provavelmente no último dia da festa dos Tabernáculos (Sukkot), por volta de seis dias após a confissão de Pedro – quando ele revela que Jesus é o Filho de Deus, o Messias;. Em Êxodo 24, Moisés sobe o monte Sinai na companhia de Aarão, Nadab e Abihu (certamente também com 70 dos anciãos de Israel), onde a nuvem sagrada, shekhina, sobre a tenda, revelava a presença de Deus e entregava a Torá a Moisés. Dessa vez, é Jesus quem sobe o monte na companhia de S. Pedro, S. Tiago e S. João, onde uma nuvem acima de Jesus revela que Ele é Deus e se equivale à Palavra – a Ele deveis escutar. Jesus rezava ao ser transfigurado pela luz – estava intimamente com Deus no momento. Se Jesus brilhava a partir de sua própria luz, Moisés irradiava luz ao estar em contato com Jesus. O diálogo de Jesus (Deus), Moisés (Lei) e Elias (Profetas) – segundo S. Lucas – era sobre o êxodo (cruz que é passagem para glória, a libertação, a esperança de Israel). E, Senhor Deus, obrigado por nos mostrar a glória e a esperança divina como sinais de sua aliança com a Lei, os Profetas e conosco, amém.

LINCOLN SPADA

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QUARTO COMENTÁRIO - SAL

Jesus se transfigura diante dos discípulos.

Lucas 9, 28-36

Os apóstolos viviam no dia a dia a alegria da convivência com Cristo. Mas a experiência na intimidade com Jesus resplandecente, transfigurado, foi tão maravilhosa que Pedro quis montar uma tenda e permanecer ali. Só quem teve uma experiência semelhante com Jesus, é que pode entender a emoção que levou Pedro a proferir palavras sem pensar direito.

Que maravilhoso seria ter também uma experiência com Jesus. Mais para conseguir esta aventura santa, nós precisaríamos estar em paz com Deus e com o irmão. Precisamos estar com a nossa consciência tão branca como as vestes de Jesus naquele dia. E para ter a consciência branca ou pura, precisamos estar em estado de graça. E isto acontece depois de uma boa confissão, seguida da comunhão.

E após a comunhão, é preciso vigiar e orar para não cairmos de novo em pecado. Por outro lado, é preciso se esforçar para praticar a palavra de Jesus. “amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

Amar é nunca ter de pedir perdão. Este foi o lema de um famoso filme dos anos sessenta. É verdade. Quem ama não ofende a pessoa amada, pelo menos não tem a intenção de fazer isso. Portanto, quem não maltrata nem ofende porque ama, nunca precisa pedir perdão. Estamos no plano do amor a dois. Avançando para o plano do amor fraterno, a coisa se amplia, se estende, pois é o amor a todos os irmãos sem nenhuma restrição. Amai-vos uns aos outros como eu vos amei, foi a recomendação do Mestre. Então nesta dimensão universal do amor, não temos barreiras sexuais, sociais, raciais, culturais e econômicas. Por que se trata do amor de Cristo que nos uniu.

Prezados irmãos, prezadas irmãs. Quem realmente ama o verdadeiro amor fraterno, não tem preconceito, não discrimina, não deseja o mal do irmão, nem se alegra com a derrota do outro. Quem ama fraternalmente, perdoa, ajuda, colabora, compreende, mas também corrige. Porque amigo é aquele que vê, percebe os nossos defeitos, cita-os e depois nos perdoa. Eu não seria seu amigo se visse uma sujeira no seu nariz e não lhe avisasse, para você se limpar e não passar vergonha. Da mesma forma, o verdadeiro amigo, não somente nos incentiva, como também nos corrige quando falamos errado, por exemplo.

Amigo de verdade é aquele que aceita você do jeito que você é, porém ele está sempre pronto não para fazer chacota de você, mais para lhe corrigir, lhe mostrar os seus defeitos com sinceridade, como irmão, sem lhe ofender. Mais para você acertar o passo, acertar o caminho enfim, se corrigir, para não ser motivo de escárnio de ninguém. Um bom exemplo disso são os nossos pais. Eles são os nossos melhores amigos. Escute o que eles têm a dizer, se liga!Seus pais são amigos de verdade, por que não só lhe dá amor como também, lhe dá broncas, lhe corrigindo, para que você não passe apertado no dia de amanhã.

E tem mais. O amigo certo é aquele das horas incertas. Amigo de verdade é aquele que não lhe abandona no dia em que você perde o emprego, na hora que você está internado, ou abandonado pela mulher. Ele está sempre por perto dando o seu apoio moral, e também algumas broncas pelas bobagens ou coisas erradas que você anda ou andou fazendo, para merecer tudo aquilo. Isto porque, amigo mesmo não é aquele que aprova você de cabo a rabo, não encontrando nenhum defeitinho em você. Cuidado! Se você tem algum amigo assim fica ligado porque ele está esperando o momento para dar o bote. Repare que isso acontece na paquera! Ou no início de qualquer namoro. Ela o aprova de ponta a ponta. Ele a aceita sem nenhuma reserva. Mais isso é porque é só o início. Daqui a uns meses, ou anos, as verdades de cada um começam a aparecer, e se o amor não for forte e verdadeiro, ou se foi apenas atração sexual, tudo estará perdido.

Então está na hora de começar de novo, porém desta vez, começar na presença de Deus. Ah! Mas nos casamos na Igreja. Mas Jesus era presente no seu namoro e no relacionamento com ele? Será que não foi apenas atração física? Ou mesmo interesse econômico?

Recomeçar desta vez com Jesus é recorrer a Ele, é tentar mudar muitas coisinhas em sua vida que só você sabe. São aquelas coisas que até o dia de hoje estragou o relacionamento entre vocês. Recomeçar com Jesus é passar a rezar, ou rezar mais, colocando o nome do seu marido nas suas orações. Peça por ele. Pela sua conversão. Reze. Mais reze com fé, com força, deixe as lágrimas se escorrerem, prometa a Jesus que você vai mudar de vida com a ajuda dele, é claro. Reze com fé, todo dia, insista, não pare mesmo parecendo que Deus tenha lhe abandonado, não se esmorece continue rezando. Reze mesmo que ele não reze com você. Repita, insista, acredite e você verá que sem menos você esperar, as coisas mudam para melhor. Mas não faça como os nove leprosos que foram curados e não voltaram para agradecer. Agora está tudo bem? Continue rezando para que não tenha uma recaída. Reze agradecendo. Minha amiga. Faça isso. Muitos casamentos já foram salvos quando um dos cônjuges recorreu à força poderosa e infinita de Deus! Não se esqueça. Para Deus, nada é impossível! Agora vai lá...

Sal

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QUINTO COMENTÁRIO - SAL

A Transfiguração.

A transfiguração é mais uma demonstração de poder e força de Jesus o Filho de Deus. Nós também podemos ficar transfigurados de duas maneiras: Transfiguração A : Uma transfiguração muito lamentável e ruim que é a transfiguração negativa, quando o pecado nos invade e domina a nossa personalidade e nossa alma. Lembra daquela menina carinha de anjo linda e ingênua de pura pureza que sorria e falava alto sem nenhuma malícia? Então. Já era. Veio um vendaval, uma ventania, e depois disso na festa de são João, sei lá onde foi e aquela linda e pura donzela não é mais ela. Nem parece a mesma está irreconhecível! Com uma feição infeliz e ao mesmo tempo revoltada, mulher experiente no sentido negativo com um filhinho para criar, porém sem o pai. Por falar em pai, o seu pai a expulsou de casa. Agora vive com a tia mais é só provisoriamente, porque a sua tia está prestes a reformular a sua vida. Agora irreconhecível e totalmente transfigurada no sentido lamentavelmente negativo, aquela que foi uma linda morena está sem família, sem amigos e sem o amor que a colocou nesta estrada cheia de curvas, espinhos e um horizonte indefinido e embaçado.

Transfiguração B : Ela era mulher madalena, que vivia das noites , muito preocupada com sua filhinha pois tinha medo de que um dia ela viesse a saber de tudo. Que vergonha! Que escândalo. Mais o que fazer? Precisava comprar comida para alimentar as duas. Mais eis que numa noite de verão o inesperado mais porém sonhado aconteceu. Alguém apareceu e era diferente dos demais. Não estava em busca de apenas aventura, mais queria conversar. Achando-a linda a perdoou, e a tirou daquele lugar salvando a sua alma da perdição. Assumiu a sua filha sem fazer perguntas, e providenciou um casamento cristão pois era um católico praticante.

Aquela mulher hoje está TRANSFIGURADA, em seu rosto está estampada a felicidade e a confiança em um Deus que ela não tinha ainda conhecido. Esse Deus que enviou um anjo para salvá-la daquele submundo obscuro e repugnante. UM DEUS QUE ATENDEU AS ORAÇÕES DA SUA MÃE.

REZEMOS AO SENHOR:

Deus pai todo poderoso tenha piedade daqueles que neste momento se embrenharam por caminhos obscuros e sem saída. Ilumina-os ó Pai. Para que encontrem uma saída para o CAMINHO, A VERDADE E A VIDA.

Sal

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