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HOMILIAS PARA O

PRÓXIMO DOMINGO


VEJA AQUI AS LEITURAS DE HOJE





sábado, 13 de março de 2010

OS FILHOS PRÓDIGOS DE HOJE

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HOMILIAS PARA O DIA 14 DE MARÇO DE 2010

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SETE COMENTÁRIOS PARA ENRIQUECER SUA HOMILIA

BOA CELEBRAÇÃO.

1- Os filhos pródigos de hoje - Sal

2- O Pai misericordioso -Maria Elian.

3- –O Filho pródigo - Lincoln Spada

4- - Parábola da Infinita Misericórdia – Jailson Ferreira

5 - A versão feminina da Parábola do Filho Pródigo - Jailson Ferreira

6- Filho pródigo são todos que se afastam de Deus. – Sal

7- O FILHO PRÓDIGO -- Fernando Torres

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14 de março- Domingo - Os filhos Pródigos de hoje.

Primeira Leitura: Josué 5, 9-12

Na primeira leitura os israelitas estão comemorando a Páscoa na planície de Jericó. Nós também dentro de pouco tempo vamos comemorar a passagem da morte para a vida, ou seja, a Nova Páscoa da Nova Aliança. E para comemorar esta festa, precisamos mudar muitas coisas dentro de nós. Precisamos matar os pecados através de uma santa confissão, e alimentar a nossa alma com a Eucaristia para não cairmos mais em pecado. Este é o procedimento básico da nossa páscoa. Depois até podemos almoçar com a família e comer ovos de chocolate com o devido cuidado principalmente os diabéticos.

Segunda Leitura: 2º Coríntios 5, 17-21


Na segunda carta de São Paulo aos Coríntios, ele nos ensina que “todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. E isso vai acontecer logo que chegar a Páscoa quando nos reconciliarmos com Deus, através do sacramento da confissão. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo! Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo, por Cristo, e nos confiou o ministério desta reconciliação.”

E Paulo nos exorta a nos reconciliar com Deus. Isso acontece porque a nossa espiritualidade é uma conversão constante, uma conversão diária. E a data magna da nossa conversão anual, é por ocasião da Páscoa.

Evangelho: Lucas 15, 1-3.11-32


Ainda hoje têm muitos pais e principalmente mães chorando por causa do filho ou da filha que saiu de casa para estudar na Capital, ou o filho que conseguiu um emprego no exterior, ou que foi transferido pela empresa em que trabalha para outra cidade. Passam-se os meses e a mãe chora quase todo dia ao olhar a foto do filho ou da filha querida, não vendo a hora de ver a sua pessoa entrar pela porta.

Mas finalmente os filhos voltam nas férias, no Natal, e todos matam a saudade enquanto eles estranham o quanto os seus filhos ficaram diferentes, ou o quanto mudaram.

Mais a dor maior dos pais é quando eles perdem um filho. Quando menos se espera, uma jovem ou um jovem cheio de saúde e esperança no futuro vem a morrer. Morrer de acidente, AIDS, dengue, etc

Outros pais perdem os filhos para a violência, este monstro que está devorando a sociedade atual. Jovens que pelas mais diversas razões saem de casa para viver as suas vidas deixando os pais irremediavelmente tristes.

Prezados irmãos. Isso é bem parecido com a estória do Filho Pródigo do Evangelho de hoje, narrada por Jesus, para retratar uma realidade do seu tempo e ao mesmo tempo mostrando o que acontece quando nos afastamos de Deus, quando fugimos da casa do Pai.

E podemos entender com este texto, o quanto o Evangelho é uma mensagem atual. Porque os filhos pródigos de hoje também abandonam os pais e se aventuram por diversos caminhos tão perigosos que eles acabam por se perderem completamente sem saber mais que rumo tomar, e sem menos esperar, estão presos em uma penitenciária, onde comem uma comida parecida com aquela que o filho pródigo da liturgia de hoje pegava dos porcos para matar a sua fome.

Outros filhos pródigos da atualidade somem ou morrem cedo em decorrência da vida perigosa a qual se envolvera. Tudo aquilo para eles, por serem jovens, pode até talvez representar divertimento, tendo em vista o alto grau de aventura, e adrenalina. Porém para os pais, principalmente a mãe, as emoções são outras. Sofrimento em dose dupla. Sofrimento que não os deixa dormir e até mesmo comer.

Por outro lado, porém em alguns casos, é grande a alegria quando um desses jovens volta para casa para a alegria dos pais.

A mãe, já tanto sofrida e abatida, nem acredita no que vê. Aquela filha que um dia partiu de casa dizendo: Mãe. Vou viver a minha vida. Ou o filho que um dia disse: Pai. Não dá mais! “Tô indo pro o mundo.” Vou correr atrás.

Ou aquele outro filho que teve de fugir às pressas de casa para não ser preso. Saiu apenas com a roupa do corpo. Outro filho pródigo que nem voltou para casa naquele dia do tiroteio... E um ano depois de tantas lágrimas e orações dos pais, recebem uma ligação telefônica. Era ele avisando que estava vivo, porém não podia dizer onde estava. A mãe faz perguntas, ele diz que precisa desligar...

Prezados irmãos. Estes são os filhos pródigos produzidos pela sociedade atual, que é fruto da mídia em todas suas modalidades: cinema, televisão, internet etc.

Nós cristãos de todas as religiões, podemos fazer muito para evitar esse tipo de sofrimento das famílias atuais, conscientizando os jovens para não inverterem a escala de valores. Mostrar para eles a importância da família, e toda a mensagem de Cristo.

Porém, existem casos que não podemos fazer nada de prático, além de rezar por eles. Muita oração. Não só dos pais e parentes, mas de fiéis de grupos de orações.

Sal.

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SEGUNDO COMENTÁIO = MAIA ELIAN

O Pai misericordioso

(Lucas 16, 1-2.11-32)

Os publicanos e pecadores se aproximam de Jesus para ouvi-lo. E não poderiam ficar de fora, como sempre, para criticá-los os fariseus e os mestres da lei. E Jesus conta a parábola do filho pródigo. Um pai que tinha dois filhos, sendo um mais velho que representa os judeus e o filho mai novo representa os pagãos, o povo gentio. O filho mais novo pede a parte que lhe cabe da herança e parte. Vivendo no pecado, esqueceu e se afastou do pai. Gastou tudo, passou fome, perdeu toda sua dignidade. Lembrou-se de como seu pai tratava seus empregados, e arrependido resolveu voltar. Mas sentido indigno pede pensou em pedir ao que ficasse como seu empregado. Mas o pai amoroso que o esperava todos os dias, ao vê-lo corre ao seu encontro e acolhe o filho com alegria, abraços e beijos. E com um banquete comemorou a volta do filho que estava perdido. Mas, esse pai amoroso tinha outro filho, o mais velho, que era obediente, justo e ao saber o que estava acontecendo ficou com raiva, pois deseja também festejar com seus amigos, e nunca o fez. Esse filho não entendeu a alegria do pai, é como se mesmo estando perto, não tivesse intimidade com pai, não entendeu sua tristeza pela perda do filho e nem alegria por tê-lo de volta. Ao acolher seu filho que estava perdido o pai jamais excluirá qualquer um de seus filhos.

Atualizando o evangelho, quem hoje na nossa sociedade, seria o filho mais velho e o filho mais novo? O Pai é a imagem de Deus. E Cristo revela a todos no evangelho de hoje seu amor misericordioso e acolhedor. E o que levaria um homem, uma mulher, um jovem a se afastar do Pai, do seio da família e ir embora? Muitas famílias são destruídas, por causa das drogas, por causa da prostituição, do alcoolismo, traição, mentiras, da criminalidade, muitos são os males da vida moderna que nos afastam de Deus, que causam sofrimento e acabam com dignidade humana. Mas quando o arrependimento acontece, quando existe o desejo de mudar de vida de volta para casa, para o Pai, Ele está esperando querendo abraçar e beijar o filho, ou filha que de coração se arrependeu dos seus pecados e buscou sua conversão. E mesmo se sentido indigno de ser perdoado, de ser chamado de filho, o Pai espera por nós, para nos perdoar, nos acolher. Por pior que seja o pecado, acredite que Deus perdoará, ele não quer perder nenhum de seus filhos, não quer saber de seus erros passados, mas sim o que você será daqui pra frente, Ele devolverá a seu filho a dignidade perdida.

E quando um irmão, marido ou mulher, voltar arrependido, partilhemos juntos com o Pai a alegria por quem estava perdido e voltou. Aceitemos suas desculpas, seu pedido de perdão, sem mágoa, rejeição ou distinção. Todos nós precisamos nos converter diariamente, nos transformar, também somos pecadores, erramos e precisamos ser perdoados. Não cabe a nós julgar os erros do outros, mas aceitá-los do jeito que eles são. As pessoas são únicas, diferentes uma das outras, todas com seus erros e acertos. Usemos os dons que Deus nos deu. Nossa inteligência para fazer o bem e para que reconheçamos o amor misericordioso de Deus por nós. Tudo o que temos e somos é obra de Deus.

Oração:

Espírito de conversão. Dai-me a graça de superar meu modo mesquinho de pensar, o qual me impede de estar em sintonia com o Pai.

Um abraço a todos.

Elian

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Porque você é mulher

Você embarca, todos os dias,com ritimo e melodia,

alegria, otimismo e coragem na dança da vida.

Porque você é ternura. Você é mulher!

Mudam as necessidades do ser humano e do universo, mas não se modificam sua paz, nem seu espírito de luta. Porque você é amor. Você é mulher!

Toda delicadeza, inspiração de poetas, artistas e gênios não superam a nobreza de seu modo de ser. Porque você é grande. Você é grande. Você é mulher !

Ninguém consegue obscurecer

a generosidade e a coragem que a tornam forte nas dificuldades e riscos do dia-a-dia. Porque você é grande. Você é mulher!

Nada supera a grandeza de seu coração,quando reza e ensaia a mais bela canção da vida no embalo dos acontecimentos.

Porque você é carinho. Você é mulher!

(Texto de Celina Helena)

Postado por Maria Elian

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TERCEIRO COMENTÁRIO = LINCOLN SPADA

1ª Leitura

A festa em celebração a liberdade. Quer algo mais bonito do que a liberdade? Dá gosto abrir a boca e falar a palavra. Dizer que somos livres ou que vivo num país livre. Democracia, privacidade, individualidade, são tudo termos expressamente ligados ao mais belo dos adjetivos contemporâneos. A estátua mais famosa que você conhece recebe qual nome mesmo? Ah tá, liberdade. Mas enfim, o que seria liberdade? E quem quer de verdade ser livre? Convenhamos, não são só os animais do zoológico que adoram ser bem tratados pelos outros sem ter que lutar pela sobrevivência. O povo está cada vez mais preso, e está cada vez mais acomodado sem sua liberdade. A atual situação política favorece a quem não é livre. As bolsas e sustentos estatais só são dados a quem está na berlinda e, o melhor, a quem quiser continuar abaixo da linha da pobreza. Você não precisa trabalhar, nem ao menos se esforçar para querer ser o melhor aluno, é só você querer ficar abaixo da lama, que o governo fará questão de te deixar na condição miserável, mas com direito a uma bolsa. E se você quis trabalhar e se aposentar com uma quantia digna, não se preocupe, que o governo cortou ultimamente metade de sua aposentadoria. Ou quer dizer, você perdeu uma parte de sua liberdade econômica, consecutivamente política e social. Já que estamos em tempo de quaresma, nada melhor que trabalhar esse tema da CF e lembrar que a liberdade precisa ser conquistada com garra, e não é dada pelos homens. Porque a gana favorece apenas os detentores do poder e dá benefícios apenas a eles. A verdadeira liberdade terrena só pode ser dada com a coragem e a audácia dos trabalhadores, que farão da lama pão. Que Deus nos ofereça a liberdade quando realmente merecermos e lutarmos em busca do ideal de vida cristã, amém. (Lincoln Spada)


2ª Leitura

Para mim, o melhor dos textos paulinos. Ele sucintamente resume a libertação que Cristo faz na vida do convertido e a missão apostolar que ele é tomado para viver como cristão. A novidade da Palavra de Jesus foi algo realmente transformador, a ponto de que hoje é dia 14 de março de 2010 anos depois do nascimento d'Ele. Ele moveu o mundo e inverteu os valores, desprezando a cultura da morte e fazendo novos conceitos sobre a teologia. O verdadeiro cristão precisa reconhecer o valor e o amor de Jesus a ele e a todos nós, pois só com esse reconhecimento ele desejará ser regido como instrumento de Deus perante os outros. Deus não necessita de que nós saibamos o quanto ele nos ama e o quanto ele é puramente amou, contudo, precisamos todos conhecer o ágape divino. Por isso, devemos querer sermos servos do Pai e espalhar a boa nova a todos e de todas as formas possíveis e mais adequadas. Que o Senhor nos converta diariamente e nos faça reflexo de seu caráter perfectivo, amém.
(Lincoln Spada)

Evangelho

Para o Papa Bento XVI, ele diz que esta é talvez a mais bela parábola de Jesus. Com esta parábola, Jesus prossegue com a tradicional dialética dos dois irmãos (Caim e Abel, Ismael e Isaac, Esaú e Jacó, José e seus irmãos), mas imprime-lhe novo rumo. Começando pelo pai bondoso que já pode imaginar o que o filho mais novo via fazer, mas deixa-lhe o caminho livre. O filho vai para uma terra distante, afasta-se do pai (autônomo e com radical liberdade) e simplesmente quer desfrutar a vida – pensando que essa é a vida em plenitude - a pseudo liberdade já condenada pela Bíblia. A liberdade verdadeira é a liberdade compartilhada – o convívio faz parte da essência humana, pois a falsa autonomia conduz à escravatura. O pródigo vive longe de sua essência, percebe sua fraqueza, entra em si mesmo. A conversão é quando ele reconhece seu erro e volta ao pai – que, de longe, já vai ao seu encontro e ouve sua confissão. Para o Pai, o filho está morto e foi encontrado. Jesus justifica com o comportamento do Pai o Seu próprio comportamento. E essa ação do Pai contradiz o senso de justiça do filho primogênito e a de muitos que ainda se vêem como cristãos, mas só são hipócritas por não conterem a graça do perdão em seus corações. Que Deus não nos faça cometer os erros de seus dois filhos, mas nos faça de fato compreender a grandeza de ser sua nova criatura e livre, amém. (Lincoln Spada)

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QUARTO COMENTÁRIO = JAILSON FERREIRA

Parábola da Infinita Misericórdia

A reflexão do Evangelho desse domingo será homenagem ao Monsenhor Catão, que considera que o nome correto para a Parábola do Filho Pródigo seria a Parábola da Infinita Misericórdia, porque o que mais se destaca não é a miséria do filho, mas a misericórdia do pai. Pensando nisso, resolvi fazer uma reflexão baseada no que o pai deveria estar pensando, momentos antes do filho aparecer ao longe...

"Como essa casa está triste... por onde deve andar meu menino a uma hora dessas, nesse fim de tarde, com o sol já se pondo... será que eu ainda poderei encontrá-lo novamente?... Será que eu ainda terei a chance de contemplar aquele olhar que para os outros sempre foi tão destemido, mas que para tudo o que fazia, sempre buscava a minha aprovação... E ficava tão feliz quando recebia o meu apoio...

Como fui tolo em deixá-lo tão solto... em não tê-lo aproveitado mais enquanto esteve aqui, junto a mim... meu filho... sentado aqui nessa varanda e vendo o sol se pôr mais uma vez, eu seria capaz de contar cada minuto em que estive esperando você aparecer naquele horizonte... E nesta triste solidão, me vem à memória toda a tua vida... desde o dia em que a sua mãe me deu a notícia de que você viria ao mundo... quanta alegria!!! Passamos a noite em claro pensando e falando sobre você... seu nome, seu quarto, seu enxoval, os planos que fizemos para você... e depois a felicidade do seu irmão, dos seus avós, dos nossos amigos... lembro tantos detalhes...

Depois, quando você nasceu, era o bebê mais lindo do mundo! Foi coberto com todo o carinho e amor do mundo! Você trouxe tanta felicidade ao nosso lar... Seus primeiros meses, quando estava aprendendo a dar os primeiros passos... quando falou as primeiras palavras... e depois de tantos "pa, pa, pa...", você falou "pa-pai"! Cada vez que me lembro, meus olhos enchem de lágrimas e a garganta se trava... De todos os braços que lhe pegavam, você sempre preferiu os meus... E isso fazia que eu me sentisse cada vez mais responsável por você...

O tempo foi passando, você foi crescendo... e a sua infância foi sempre à sombra do seu irmão mais velho... sempre observando como ele agia, para tentar imitar, do seu jeito... mas como era difícil... Eu percebia, e achava tão interessante, mas não pensei que isso fosse, aos poucos, levando você a procurar um caminho tão diferente...

Não sei quando foi o momento da sua adolescência em que você começou a se distanciar dele, e de mim... Eu andava tão ocupado, que tantas vezes deixei de lhe procurar para saber o que você estava passando... como andava a sua vida, seus pensamentos... E você também passou a conversar menos em casa... Suas amizades passaram a ter cada vez mais importância do que a sua família... Seu irmão mais velho cada vez mais prosperava, e se destacava em tudo o que fazia, ocupando cada vez mais espaços... e você, quando desistiu de disputar espaço com ele, procurou lugares onde você se sentisse mais valorizado...

Hoje fico pensando... Como fui tolo... De que adianta ter tanto dinheiro, estar tão bem, num lugar tão bonito, se não posso ter meu filhinho aqui comigo?.. Se eu bem o conheço, deve ter gasto todo o dinheiro da herança... e nem consigo imaginar o que poderia estar fazendo para sobreviver nesse mundo tão duro... se é que está vivo... como eu queria poder vê-lo mais uma vez, para dizer o quanto o amo, o quanto eu o quero perto de mim, o quanto eu... Mas quem é aquele que está vindo lá longe? Pelas roupas esfarradapas... deve ser um mendigo... Mas esse caminhar, eu estou reconhecendo... É O MEU FILHO!!!"

E o pai foi correndo de encontro ao filho, e o resto nós já sabemos...

Jailson Ferreira

jailsonfisio@hotmail.com

QUINTO COMENTÁRIO = JAILSON FERREIRA

A versão feminina da Parábola do Filho Pródigo

Quando começamos a juntar as pecinhas das histórias da Bíblia, ela fica ainda mais interessante do que já é! Veja...

O povoado citado nesta passagem é Betânia. Marta e Maria são irmãs de Lázaro, aquele que Jesus livrou da morte alguns dias antes da Páscoa (João 11). Jesus tinha uma enorme afeição por estes 3 irmãos.

Na passagem de hoje, observe que Lucas fala que Jesus foi recebido na "casa de Marta". Portanto, ela deveria ser a irmã mais velha. Em resumo, o que aconteceu foi que Marta estava muito ocupada com os afazeres domésticos, e Maria estava aos pés de Jesus, ouvindo suas palavras. Marta pede a Jesus que MANDE Maria ajudá-la, e Jesus responde que Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada.

Marta é aquela irmã mais velha que quer chamar a atenção da visita por ser trabalhadora. Eu imagino Jesus na casa dela, e ela passando de um lado pro outro arrumando a casa, varrendo, limpando os móveis e gritando: "Ô Maria, vem me ajudar!" E resmungando: "Ô menina preguiçosa..." E Maria lá na sala, bem sentadinha junto dos homens, perto do seu irmão...

Maria era preguiçosa? Não sabemos. Lucas não entra nesses detalhes. Mas Padre Léo diz que essa Maria de Betânia é a mesma citada em Lucas 7,36-50 (e nesse caso, esta passagem estaria fora da seqüência correta dos acontecimentos), que é a prostituta que serve aos leprosos, se converte exatamente 6 dias antes da Páscoa (João 12), e na passagem de hoje, vinha em processo de conversão... É interessante perceber, nestes textos, a preferência de Jesus por Maria. E Marta tinha ciúmes disso, como deu para perceber hoje. Seria a versão feminina da parábola do filho pródigo. Voltaremos a falar dessa família na segunda-feira da Semana Santa.

A lição prática para a nossa vida, hoje, é que por mais atarefados que estejamos, Jesus nos chama pelo nome... "Jailson, Jailson! Tu te preocupas e andas agitado com muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária!" Experimente substituir o meu nome (ou o de Marta) pelo seu... Às vezes, temos mais medo do que preguiça de sentar aos pés de Jesus...Vai que Ele diz exatamente aquilo que eu tenho que mudar (e sei que tenho que mudar), mas que é tão difícil... Por isso que não queremos parar um pouco para silenciar nosso coração e nossa mente... mudar de pensamento e atitude exige que saiamos da inércia... exige que saiamos da correnteza (que está nos levando para a fossa)... ou que saiamos da "cama" (tão quentinha e confortável)... Mas é sempre bom lembrar que se a fé sem obras é morta... da mesma forma, não adianta estar aos pés de Jesus, orando e escutando, se não levar suas palavras para a vida diária.

Jailson Ferreira

jailsonfisio@hotmail.com

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SEXTO COMENTÁRIO – SAL

14 de Março- Domingo - O filho pródigo são todos que se afastam de Deus.

O filho pródigo são todos aqueles que neste momento estão longe da presença de Deus, aqueles que pararam de rezar, pararam de ir à missa, e trilharam o caminho do prazer e de outros pecados. A vida se tornou um inferno, semelhante àquele jovem que teve de comer a lavagem dos porcos para sobreviver.

Viver longe de Deus não é viver. É vegetar. É acumular pecado sobre pecado nos tornando um ser obscuro, uma presa fácil de satanás, com medo do futuro ou do que possa vir pela frente, um ser infeliz que faz os outros infelizes também. Com a consciência pesada e a alma arreada pelo peso dos pecados, este filho que abandonou os cuidados do Pai, agora está penando sem rumo e sem destino, até que se decida voltar para a casa do Pai, até que decida voltar-se para Deus.

Meu irmão, minha irmã, com certeza, assim como Jesus nos mostra na parábola de hoje, haverá muita alegria no céu no dia em que você criar coragem e voltar-se para Deus. No momento em que você começar a rezar, ou ao passar na frente de uma igreja entrar para falar com Jesus, ou mesmo quando procurar um sacerdote para limpar-se da sujeira dos seus pecados através de uma confissão, e vestir uma roupa nova, vestir novamente as vestes brancas do estado de graça, e experimentar novamente a alegria da amizade com Deus!

Quando dizemos temor de Deus, geralmente esta expressão causa um duplo efeito nas pessoas dependendo da sua criação, e da sua formação religiosa. Para uns, a afirmação temor de Deus está associada a um Deus rigoroso, que nos causa muito medo, que nos faz andar certinhos senão o castigo virá. Porque Deus castiga como dizia a minha avó. Assim temos a imagem de um Deus tirano, severo e vingativo, que nos penaliza se fizermos coisas erradas.

Já para outros, o temor de Deus nos conduz a figura de um Pai bondoso, que tolera tudo, e que nos perdoa. Não precisamos esquentar a cabeça, por que Deus é amor. Podemos aproveitar a vida a vontade, pecar bastante, e depois é só procurar um sacerdote, confessar, e “ tá limpo, cara!” beleza pura. Viu só no Evangelho de hoje? Jesus disse com aquela parábola que ser cristão é só alegria, moleque! Podemos andar por aí, aprontar todas, curtir a vida e depois é só voltar como o Filho Pródigo, e agora é só fazer as boas obras e esperar a recompensa de Deus.

Nem tanto ao mar nem tanto a terra. Precisamos atinar ao meio termo destas duas concepções sobre a imagem de Deus. Jesus veio ao mundo para que o mundo seja salvo por Ele, isto é, Jesus nos deixou tudo o que necessitamos para nos salvar: Deixou um manual de instruções. Imagine que você comprou uma televisão moderna, tela widescreen 16:9, com várias saídas incluindo HDMI, com muitos recursos. E agora? Você está diante daquela “belezura” que é fruto da tecnologia moderna, e não sabe exatamente para que servem tantos botões e conexões. O que você tem de fazer? Consultar o manual de instruções, o qual foi feito por aquele que sabe como funciona aquele aparelho, pois foi ele quem o inventou. Sabe quem? Ele mesmo! O fabricante.

Jesus é Deus, e como ninguém, Ele sabe exatamente como funciona a nossa mente conjugada ao nosso corpo. Por isso deixou-nos um manual de instruções, que é o Evangelho, no qual está escrito tudo o que precisamos fazer e evitar para que um dia possamos merecer a vida eterna.

Além disso, Jesus nos deixou a Igreja com os sacerdotes para nos orientar e nos perdoar, e converter o pão no corpo de Cristo para nos alimentar a alma e o corpo.

Então, o temor de Deus, está parecendo mais um respeito por aquele Pai que nos ama, que nos convida a trilhar o caminho certo, mais que pode por instantes retirar de nós a sua mão protetora, e é aí que as coisas acontecem, como aconteceu ao filho pródigo quando estava cuidando dos porcos. Porque Deus é amor, mais Ele é justo. Deus não castiga, nós é que nos metemos em encrencas por nossas próprias mãos. Deus não nos abandona. Nós é que nos afastamos de Deus, muitas vezes, só para curtir a vida, pensando ou abusando da bondade do Pai, como um novo filho pródigo planejado.

Concluindo. A prática da vida moral, animada pela caridade, dá ao cristão a liberdade espiritual de filhos de Deus. Não precisamos nos posicionar diante de Deus como um escravo em temor servil, nem tampouco como um mercenário à espera do salário (recompensa), mas como um filho que responde ao amor daquele que nos amou tanto a ponto de entregar o seu filho por nós. Tenhamos cuidado, vigiando para não cairmos em tentação. Mais, porém, todavia, contudo se cairmos em pecado, nós contamos com o amor do Pai que nos ama com amor de mãe e fica feliz quando voltamos para casa.

Vamos refletir neste momento à luz do Evangelho e ouvir a voz de Jesus nos orientando, nos dizendo como podemos contribuir para ajudar os nossos irmãos que são os filhos pródigos de hoje. Confia. Jesus vai estar com você no momento em que se prontificar a ajudar quem precisa voltar para casa. Ele vai colocar as palavras certas na hora certa em sua boca. Ele vai lhe dizer o que fazer e como fazer.

Desejo a você, ou àquela pessoa que você sabe que se afastou de Deus, uma feliz volta para casa do Pai. Amém.

Sal

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SÉTIMO COMENTÁRIO – FERNANDO TORRES

O FILHO PRÓDIGO -- Fernando Torres

As leituras do IV Domingo da Quaresma convida-nos à descoberta do Deus do amor, empenhado em conduzir-nos a uma vida de comunhão com Ele.

O Evangelho apresenta-nos o Deus/Pai que ama de forma gratuita, com um amor fiel e eterno, apesar das escolhas erradas e da irresponsabilidade do filho rebelde. E esse amor lá está, sempre à espera, sem condições, para acolher e abraçar o filho que decide voltar. É um amor entendido na linha da misericórdia e não na linha da justiça dos homens.

A segunda leitura convida-nos a acolher a oferta de amor que Deus nos faz através de Jesus.
Só reconciliados com Deus e com os irmãos podemos ser criaturas novas, em quem se manifesta o homem Novo.

A primeira leitura, a propósito da circuncisão dos israelitas, convida-nos à conversão, princípio de vida nova na terra da felicidade, da liberdade e da paz. Essa vida nova do homem renovado é um dom do Deus que nos ama e que nos convoca para a felicidade.

Leituras Primeira Leitura - Leitura do Livro de Josué (Js 5,9a.10-12)

Naqueles dias, 9ao Senhor disse a Josué: “Hoje tirei de cima de vós o opróbrio do Egito”.
10Os israelitas ficaram acampados em Guilgal e celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, na planície de Jericó.

11No dia seguinte à Páscoa, comeram dos produtos da terra, pães sem fermento e grãos tostados nesse mesmo dia.

12O maná cessou de cair no dia seguinte, quando comeram dos produtos da terra. Os israelitas não mais tiveram o maná. Naquele ano comeram dos frutos da terra de Canaã.
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial - Salmo 33 Provai e vede quão suave é o Senhor!

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,
seu louvor estará sempre em minha boca.
Minha alma se gloria no Senhor;
que ouçam os humildes e se alegrem!

Provai e vede quão suave é o Senhor!

Comigo engrandecei ao Senhor Deus,
exaltemos todos juntos o seu nome!
Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu,
e de todos os temores me livrou.

Provai e vede quão suave é o Senhor!

Contemplai a sua face e alegrai-vos,
e vosso rosto não se cubra de vergonha!
Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido,
e o Senhor o libertou de toda angústia.

Provai e vede quão suave é o Senhor!

Segunda Leitura - Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (2Cor 5,17-21)

Em Cristo Jesus, somos reconciliados, tornamo-nos novas criaturas e continuadores de sua missão no mundo.

Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios:

Irmãos: 17Se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo. 18E tudo vem de Deus, que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação.

19Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação.

20Somos, pois, embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus.

21Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus.
Palavra do Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas (Lc 15,1-3.11-32)

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.

3Então Jesus contou-lhes esta parábola:

11“Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles.

13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade.

15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar
dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.

17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.

20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos.

21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.

22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.

25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo.

27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.

28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos.
30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.

31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.
Palavra da Salvação.

Comentário

Acolhidos pelo Pai

Mais de uma vez já escutamos e meditamos a parábola que nos traz o Evangelho de hoje a parábola do filho pródigo. É uma dessas histórias que chega ao coração, que nos toca por dentro. Expressa de uma forma esplêndida a força da misericórdia e do perdão. Escutando-a se faz transparente o que significa a reconciliação.

Mais a realidade de nosso mundo diz-nos aos gritos que hoje estamos precisando escutar esta palavra de Jesus, tratar de situar em seu contexto e aplicar a nossa vida. Basta olhar o mundo da economia, da política, da sociedade em general, para ver que, ainda que tenhamos feito boas leis e declarações de direitos que deveriam facilitar a convivência e o diálogo entre todos, ainda falta muito para que se cumpram. Todas essas leis não têm conseguido eliminar a violência nem o egoísmo de nosso mundo.

Precisamos nos reconciliar

Há muitas pessoas que se sentem rompidas por dentro precisamente porque não se sentem reconciliadas, porque têm feridas abertas. Necessitam dos gritos de misericórdia dos demais. Sua forma de atuar, violenta às vezes, sem misericórdia tantas outras, falam que nunca experimentaram o amor verdadeiro, legítimo, incondicional, generoso de um pai que lhes acolha com o coração aberto.

Há que escutar de novo esta parábola para conhecer como é Deus - essa é provavelmente a verdadeira conversão: ajustar nossa idéia de Deus ao “Abbá” de Jesus que se revela no Evangelho - Devemos deixar que sua Palavra chegue ao nosso coração e que a misericórdia que nela se expressa cure nossas feridas e nos permita ser homens e mulheres novos, as “criaturas novas” de que fala Paulo na segunda leitura, capazes primeiro de nos sentir reconciliados por dentro e depois de exercer em nosso mundo o ministério da reconciliação.

Sentir-nos reconciliados é sentir o abraço do Pai que nos acolhe. Mesmo que tenhamos a experiência de ter ido da casa do Pai com nossa metade da herança e a ter dilapidado ou não. Nos dois casos, com o filho menor e com o filho maior, o pai sai em sua busca se aproxima deles, lhes abre seu coração e, com palavras ou com gestos, lhes diz que
“tudo o que meu é teu”. Não há condições na acolhida. Não se impõem penitências. Pelo contrário, abre-se a porta do banquete e os convida a compartilhar da festa e da alegria desbordantes da fraternidade.

A Eucaristia, lugar de reconciliação

Há que assinalar um detalhe deste Evangelho. A comida, e tudo o relacionado com ela, está presente em toda a história. Os fariseus acusam Jesus de comer com os pecadores. Isso é o que motiva a Jesus contar a parábola. O filho menor vai-se com sua parte da herança e a esbanja vivendo perdidamente. E a todos nos vem à imaginação que a gastou em banquetes fabulosos entre outras coisas. Mas aqueles banquetes não criam relações autênticas. Quando termina o dinheiro, fica sozinho. Sente fome. Pensa que os diaristas de seu pai têm pão abundante para comer. Isso lhe motiva a tomar o caminho de volta. Mas o pai não lhe oferece pão senão um verdadeiro banquete onde o carinho era mais importante que o bezerro e o traje de festa. Nele estão quando o filho maior se queixa de que seu pai não lhe deu nunca um cabrito para banquetear com seus amigos.

Comida, fome, banquete, mesa comum. Não soa todo isso a Eucaristia? Não será a mesa comum o lugar privilegiado onde se expressa e se experimenta a fraternidade? Na celebração da Eucaristia acolhemos ao irmão, sentimo-nos acolhidos e experimentamos a reconciliação, a misericórdia sem medida de Deus. Rezamos juntos a “Oração do Pai Nosso” e compartilhamos o mesmo Pão. E ao final somos enviados ao mundo para levar o ministério da reconciliação, para acolher aos irmãos e irmãs, a todos os que encontremos e fazer de nossa vida e de nosso mundo uma Eucaristia.

Fernando Torres

http://www.ciudadredonda.org/subsecc_ma_d.php?sscd=157&scd=1&id=2893

sábado, 6 de março de 2010

A FIGUEIRA QUE NÃO DÁ FRUTOS

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HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO

07 DE MARÇO DE 2010

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Fiéis à Doutrina da Igreja Católica,

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O COMENTÁRIO DO EVANGELHO POR LINCOLN SPADA JÁ CHEGOU.

1 –A FIGUEIRA QUE NÃO DÁ FRUTOSJosé Cristo Rey Garcia Paredes.

2- ETERNA É A MISERICÓRDIA DO PAI.Maria Elian

3- A FIGUEIRA QUE NÃO DÁ FRUTOS - Jailson Ferreira

4- A FIGUEIRA SEM FRUTOS – SAL

5- QUARESMA, UM TEMPO DE CONVERSÃO- Ciudad Redonda

6- QUEM NÃO TEM MEDO DA MORTE? – POR LINCOLN SPADA

NÓS PRECISAMOS DAR FRUTOS

REZEMOS PELA PAZ NAS FAMÍLIAS.

Comentário do 3º Domingo da Quaresma

Bom dia, irmãos e irmãs sejam todos bem vindos. Chegamos ao 3º domingo da Quaresma, tempo especial preparação para a Páscoa do Senhor. Esta preparação inclui oração, penitência e caridade. Ofereçamos ao Pai nossas fraquezas e a necessidade que temos de Deus. Que encontremos na Campanha da Fraternidade, o sentido da conversão, praticando e promovendo entre nós uma economia solidária cuidando da criação e da valorização da vida. Irmãos e irmãos, celebrando nossa conversão pessoal e comunitária, com alegria e fé renovada, vamos iniciar nossa celebração cantando...

Mª Elian

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07 de Março – Domingo – A figueira que não dá frutos.

As leituras do III Domingo da Quaresma nos leva, mais uma vez, a repensar a nossa existência. O tema fundamental da liturgia de hoje é a “conversão”. Com este tema enlaça-se o da “libertação”: o Deus libertador propõe-nos a transformação em homens novos, livres da escravidão do egoísmo e do pecado, para que em nós se manifeste a vida em plenitude, a vida de Deus.

O Evangelho contém um convite a uma transformação radical da existência, a uma mudança de mentalidade, a um re-centrar a vida de forma que Deus e os seus valores passem a ser a nossa prioridade fundamental. Se isso não acontecer, diz Jesus, a nossa vida será cada vez mais controlada pelo egoísmo que leva à morte.

A segunda leitura avisa-nos que o cumprimento de ritos externos e vazios não é importante; o que é importante é a adesão verdadeira a Deus, a vontade de aceitar a sua proposta de salvação e de viver com Ele numa comunhão íntima.

A primeira leitura fala-nos do Deus que não suporta as injustiças e as arbitrariedades e que está sempre presente naqueles que lutam pela libertação. É esse Deus libertador que exige de nós uma luta permanente contra tudo aquilo que nos escraviza e que impede a manifestação da vida plena.

Leituras Primeira Leitura - Leitura do Livro do Êxodo (Êx 3,1-8a.13-15)

A humanidade hoje trava uma luta de libertação política, cultural e econômica: os povos lutam para se libertarem do colonialismo, do imperialismo, das ditaduras; os pobres lutam para se libertarem da miséria, da ignorância, da doença, das estruturas injustas; os marginalizados lutam pelo direito à integração plena na sociedade; os operários lutam pela defesa dos seus direitos e do seu trabalho; as mulheres lutam pela defesa da sua dignidade; os estudantes lutam por um sistema de ensino que os prepare para desempenhar um papel válido na sociedade… Convêm termos consciência que, lá onde alguém está lutando por um mundo mais justo e mais fraterno, aí está Deus – esse Deus que vive com paixão o sofrimento dos explorados e que não fica de braços cruzados diante das injustiças.

Segunda Leitura - Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (1Cor 10,1-6.10.12)

O que é essencial na nossa vivência cristã? O cumprimento de ritos externos que nos marcam como cristãos aos olhos do mundo? Ou é uma vida de comunhão com Deus, vivida com coerência e verdade, que depois se transforma em gestos de amor e de partilha com os nossos irmãos? O que é que condiciona as minhas atitudes: o “parecer bem” ou o “ser” de verdade?

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas (Lc 13,1-9)

A proposta principal que Jesus nos apresenta chama-se “conversão”. Não se trata de penitência externa, ou de um simples arrependimento dos pecados; trata-se de um convite à mudança radical, à reformulação total da vida, da mentalidade, das atitudes, de forma que Deus e os seus valores passem a estar em primeiro lugar. É este ocaminho a que somos chamados a percorrer neste tempo quaresmal, a fim de renascermos, com Jesus, para a vida nova do Homem Novo. Concretamente, em que é que a minha mentalidade deve mudar? Quais são os valores a que eu dou prioridade e que me afastam de Deus e das suas propostas?

Existe uma conexão interessante entre a experiência de Moisés no Horeb e a parábola de Jesus sobre a figueira, entre a primeira leitura e o evangelho deste terceiro domingo da Quaresma. É a exegese (comentário) para a qual a liturgia nos convida! Trata-se da fecundidade ou infecundidade e também da prorrogação que nos é concedida para alcançá-lo.

O Deus por quem Moisés foi encontrado viu como seu povo sofria a escravidão na terra estranha e inóspita do Egito. Era uma terra que não permitia crescer, multiplicar-se, adquirir identidade e desenvolver sua capacidade criadora. Por isso, Deus decidiu transplantar seu povo e levá-lo para "a terra fértil e espaçosa, onde corre leite e mel”. Yahweh Deus - nome revelado a Moisés - decidiu transplantar “sua vinha amada”, ”sua figueira fecunda” desde o Egito para a terra de Canaã. O êxodo foi a historia acidentada desse transplante e desse sonho de Deus: uma maior fecundidade. A questão seria depois: que obteve Yahweh Deus com esse transplante?

Surpreende-me a freqüência com que Jesus, tanto nos evangelhos sinóticos como no quarto evangelho nos fala “dos frutos”. Até parece obcecado com a frutificação de todas as sementes que o Abbá depositou em nós: às vezes falam de talentos ou denários, outras de videira e sarmentos, outras de vinhas ou de figueiras. No fundo Jesus questiona a fecundidade de seu povo na nova terra.

Há uma tendência entre nós de não dar valor excessivo "aos frutos". Não tem boa fama teológica ou espiritual a “eficácia”. Tendemos a certa passividade, baseada na confiança quase cega na Graça que sempre atua e nos surpreende. Por isso, não queremos nos preocupar com números nem com a baixa fecundidade das esposas (baixa natalidade), nem com a baixa fecundidade das congregações ou com respeito às novas vocações, nem com a dissolução progressiva de grupos paroquiais, ou de grupos de jovens, nem com o abandono progressivo de nossas igrejas e de nossa fé...

A questão não passa pela eficácia, mais pelo dom da fecundidade que temos recebido e nossa responsabilidade ante o Deus que nos quer fecundos e férteis.

Recordemos a frase do Criador: “crescei e multiplicai-vos!”;

Os imperativos de nosso Senhor Jesus: “Eu os escolhi para vás e deis muitos frutos”, “a boa arvore dá bons frutos”, “por seus frutos os conhecereis”;

“O Pai quer obter os frutos de sua vinha”; o desejo do Abbá é que os discípulos e discípulas de Jesus “dêem frutos abundantes”

Porém, Jesus verifica a escassez ou ausência de frutos, embora não falte a folhagem e a aparência. O que fazer ante tal situação? A resposta de Jesus é: paciência! Embora conscientes de que o tempo é curto e o Senhor logo virá pedir as contas.

Em termos eclesiais podemos perguntar:

A Igreja católica é uma comunidade fecunda, fértil? É a missão que realizamos frutífera? Porque nós queixamos que nos perseguem e nos depreciam e não questionamos nossa superficialidade na hora de fazer propostas serias, nossa preguiça que nos leva a não buscar respostas adequadas a problemas novos? Nossa missão é infecunda porque lhe falta profundidade espiritual – atuamos nela como gerentes -, porque lhe faltam atualidade – como se vivêssemos em outra galáxia – e vontade política de acabar com as tradições absurdas, infecundas, inúteis. Há muitas pessoas ocupadas em dar brilho a objetos de velhas recordações que agora já não servem. Enquanto isto, tudo o que levamos entre nossas mãos nos envelhecem e as gerações cada vez menos se conectam conosco.

Folhagem não nos falta, porém o que frutifica? Nunca temos programado tanto, nunca como agora temos nos organizado tanto. A que se então a falta de fecundidade? Jesus nos falava da necessidade de “podar” para produzir mais frutos; e hoje nos evangelho nos fala de “cavar ao redor” e “aplicar esterco”. Como se interpreta isto hoje?

A nível pessoal, nós podemos planejar o seguinte:

Como estamos aproveitando o tempo para crescer, multiplicar-nos, sermos fecundos? Perder o tempo no que não vale a pena, não dar cumprimento ao tempo de que dispomos evitar os processos sérios de criação e substituí-los por rapidíssimas e ansiosas improvisações de última hora, nos leva a infecundidade. Dedicamos muito tempo ao que vale não a pena; e muito pouco ao que vale a pena.

Um artista passa muitas horas só, esperando o momento da inspiração; quando chega se entrega a ela apaixonadamente e não para até concluí-la. Quando o artista volta da solidão, sempre traz uma boa noticia.

Não há tempo a perder! Van Gogh se apressou em pintar a paisagem - rápido como uma locomotiva - porque a luz do dia estava terminando. Fellini se propôs a realizar em dez anos sua grande obra cinematográfica e se dizia depois: “depois... já não era possível”.

Dispomos de pouco tempo. O que nos é pedido não é fazer muitas coisas, mas sermos fecundos. Não é gastarmos e desgastamos, mas ser mediação de transformação. Estamos no tempo da prorrogação. Não nos podemos permitir o luxo de dedicar horas e horas em passatempos. Pedir-nos-ão conta! Com ele contribuímos para a morte dos outros. Uma vida sem sentido, infecunda, não colabora com a vida. Por isso, Jesus envolveu toda a uma geração infecunda na responsabilidade pela catástrofe da torre de Siloé: “se não os converteis todos parecereis da mesma maneira”.

Temos nos detido demasiadamente na lamentação. É hora de olhar para frente. Temos pouco tempo a nossa disposição. Muitos de nos estamos em tempos de prorrogação. Esta é a conversão que nos é pedida! Todavia é tempo de fecundidade!

José Cristo Rey Garcia Paredes

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SEGUNDO COMENTÁRIO = MARIA ELIAN

07=de Março- Domingo= Eterna é a misericórdia do Pai.

Evangelho (Lucas 13, 1-9)

Na narrativa de hoje, algumas pessoas contam a Jesus a respeito dos galileus que foram mortos por Pilatos. Por considerarem Jesus um agitador, contaram a Ele esses fatos para intimidá-lo. E Jesus lembra sobre a queda da torre de Siloé em Jerusalém. Percebendo a intenção deles Jesus pergunta: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus por terem sofrido tal coisa?” Naquele tempo ser pobre, doente, ou até a morte era castigo de Deus por causa dos seus pecados e de seus pais. E Jesus esclarece que Deus não castiga assim, nós devemos sim estar preparados sempre, pois as tragédias acontecem, em qualquer tempo, e não como castigo de Deus, por isso somos convidados à conversão diária. Deus quer que tenhamos vida, ele não quer a nossa morte.

Jesus conta a parábola da figueira, muito oportuna para o tempo que estamos vivendo, o da quaresma. Tempo em que todos somos chamados à conversão, a partilha, a oração. A figueira é uma árvore de maior produção na Palestina, dá frutos por dez meses, e ela representa o povo eleito, os que ouviram os ensinamentos de Jesus e que já deveriam está praticando a misericórdia de Deus, a justiça, porém não colocaram em prática os ensinamentos que receberam. E tamanha é a misericórdia de Deus para conosco, que Ele ouve o vinhateiro, que pede mais um ano, para adubar a terra, com a Palavra de Deus, com oração, e quem sabe assim possa dar frutos. E esse tempo é concedido. E temos mais uma oportunidade para nos renovar e quem sabe produzir os frutos que Deus tanto espera de nós, a nossa contribuição para o crescimento da comunidade a qual pertencemos, acordar para vida de discípulos, e ficar atentos e vigilantes para não sermos cortados.

Não devemos nos iludir achando que não necessitamos de conversão, de oração, que só outros pecam e tem defeitos, foi essa mentalidade que Jesus veio combater. Somos humanos, falhamos, temos nossas fraquezas e limitações, e todos os dias temos que buscar nossa conversão, ir para Deus, seguir a Jesus. Então nos perguntemos: O que eu estou fazendo? Eu sou uma figueira sem frutos ou não? Que tipo de frutos estou produzindo, para o bem da minha comunidade, para construção do Reino de Deus? O trágico é não aceitarmos a Boa nova de Cristo. Lembrando que não somos castigados, mas sim alertados. Mesmo estando a serviço do Pai, busquemos nossa conversão sempre, não somos melhores que ninguém. Mas, Deus com sua paciência e misericórdia, espera por nós, que atendamos seu chamado, mas necessita que sejamos atentos para ser tarde demais.

Oração:
Pai, que a minha vida seja uma contínua busca de comunhão contigo, por meio de um arrependimento sincero e de minha conversão urgente para ti. Espírito de conversão, que eu não me iluda, dispensando-me de voltar, cada dia, confiante, para o Pai.

Um abraço a todos, e um domingo de paz.

Elian

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TERCEIRO COMENTÁRIO = JAILSON FERREIRA

A FIGUEIRA QUE NÃO DÁ FRUTOS

(Lucas 13,1-9)

Por que as pessoas morrem precocemente?

Algumas pessoas gostam de dizer que a Bíblia fala sobre todos os assuntos, basta que saibamos interpretá-la... O Evangelho de hoje fala sobre um tema bastante atual: as catástrofes, as chacinas e os acidentes.

Podemos dividir o Evangelho, didaticamente, em duas partes. Na primeira, Jesus comenta sobre o merecimento (ou não-merecimento) daqueles que morrem nestes eventos, e na segunda parte Ele conta uma parábola aparentemente fora de contexto.

Quando acontece uma catástrofe, chacina ou acidente, sempre nos vêm uma pergunta: "Por que isso foi acontecer logo com eles?... Será que mereciam morrer? Morreram porque eram muito pecadores?" E para as pessoas boas que morrem precocemente nós também ficamos intrigados: "Mas ele era tão bom... não merecia ter morrido assim..."

Hoje Jesus vem nos trazer uma resposta a essas perguntas. Estas pessoas não morrem assim porque são mais culpadas/pecadoras ou menos culpadas/pecadoras do que você ou eu... Lição que tiramos disso: Você ser uma boa pessoa não lhe dá garantia de que você viverá por mais tempo! E nem o contrário. Não existe regra para predizer quem morre antes e quem vive mais. Isso não cabe a nós, só a Deus.

Se fosse hoje, ao invés de falar da Torre de Siloé, que caiu em cima de 18 pessoas e matou todas, Jesus teria falado das torres gêmeas, ou do tsunami, ou do avião da TAM, ou do holocausto dos judeus na Segunda Guerra, ou do seu parente, ou do seu amigo, que morreu e você ainda não entende por que Deus levou aquela pessoa, ao invés de levar outra... Ele não morreu porque era mais pecador ou menos pecador que você ou eu. Quer saber por que ele morreu? Por 2 motivos: Primeiramente, porque se ninguém morresse, o mundo não caberia mais tanta gente; e segundo, para lembrar aos que ficaram vivos que busquem aproveitar melhor a vida e serem felizes, para quando chegar a nossa vez de morrer, termos a tranqüilidade de saber que iremos para um lugar ainda melhor...

A segunda parte do Evangelho é a Parábola da Figueira. O dono da vinha tinha mandado cortar a figueira estéril, mas o empregado pediu que desse mais um ano, que ele tentaria adubar a figueira, para ver se ela daria algum fruto. Sabe onde está a conexão entre esta parábola e a primeira parte do Evangelho? Quase sempre que acontece uma catástrofe, uma chacina ou um acidente, ficam os sobreviventes. Estes sobreviventes são como a figueira estéril, que Deus iria "cortar", mas o vinhateiro pediu uma chance de restaurá-la, e Deus concedeu. Observe que não existe uma causa para os que vão, mas existe uma causa para os que ficam: DAR FRUTOS.

Você já sobreviveu a algum acidente, doença, assalto, tiroteio, etc? Pois é... Deus ia lhe cortar, mas Jesus pediu uma chance para tentar fazer você FRUTIFICAR... Mas Ele tem um prazo para trabalhar você... Dê frutos!

Jailson Ferreira

jailsonfisio@hotmail.com

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QUARTO COMENTÁRIO - SAL

A FIGUEIRA QUE NÃO DÁ FRUTOS

Evangelho: Lucas 13, 1-9


Os nossos irmãos vítimas das enchentes não são mais pecadores do que nós. Uma senhora outro dia me enviou uma mensagem na qual me perguntava: Porque Deus a castigou daquele jeito, destruindo tudo o que ela tinha na inundação causada pela forte chuva?

Respondi que não se tratava de castigo de Deus. Que as fortes chuvas estavam sendo causadas por dois fatores climáticos atípicos. Um de ordem natural o fenômeno conhecido com o nome de El Niño, que consiste no super aquecimento das águas do Oceano Pacífico causado pelas erupções simultâneas de vários vulcões submarinos naquela área do referido Oceano, o que ocorre por volta de 7 em 7 anos. Este fenômeno acarreta fortes chuvas em uns lugares como no sul do Brasil pelas fortes evaporações das águas marinhas e, secas em outras regiões, como é o caso do Nordeste Brasileiro, causada pela gigantesca massa de ar quente e seca que bloqueia a massa de ar frio polar de penetrar naquela região, causando chuvas.

O outro fator que veio adicionar ao El Niño, foi o AQUECIMENTO GLOBAL, causado pelas fortes emissões de poluentes na atmosfera, principalmente pelas chaminés das fábricas que nos últimos anos aumentaram de forma assustadora.

Portanto, Deus não está castigando ninguém com as enchentes. Se tem alguém que pode ser considerado culpado pelo efeito estufa, são aqueles que não param de lançar fumaça na atmosfera.

Deus respeita as forças físicas da natureza com suas leis colocadas nela por Ele. Portanto, Deus não tem culpa se o homem vem alterando o meio ambiente de forma perigosa.

Porém, Jesus adverte os judeus e também a nós, dizendo: Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo.

Do mesmo modo os habitantes do Haiti não são mais pecadores do que os demais habitantes do mundo. Acontece que aquele país, assim como todos os que se encontram na Cordilheira dos Andes, estão sujeitos a abalos sísmicos ( terremotos) por ser uma área instável da crosta terrestre, e não porque Deus está castigando os nossos irmãos haitianos, com todo aquele sofrimento. Mas não é por isso que vamos deixar de rezar por eles.

O segundo ponto de reflexão do Evangelho de hoje, é a figueira que não dá frutos. Ela representa todos aqueles que ficam de braços cruzados e não fazem nada pelo Reino de Deus. Aqueles que não movem uma palha para anunciar a palavra de Jesus. É claro, que muitos são chamados, e poucos são escolhidos. Sabemos que nem todos têm o dom da palavra, nem o dom de interpretar a palavra de Deus. Mais não é só pela palavra que levamos Deus às pessoas. Fazemos isso pelo testemunho, pelo exemplo, pelo convite, e pela oração. E temos de fazer, pois poderemos ser cortados e até queimados como a figueira do Evangelho de hoje.

É muito fácil viver acomodado, assistir a missa aos domingos, voltar para casa, e continuar a nossa santa vivinha, sem nos incomodar em levar o Cristo que recebemos na comunhão para os nossos irmãos. Por isso precisamos mudar o nosso modo de ser, e começar a evangelizar pela nossa presença, nosso exemplo e nosso testemunho.

Sal.

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Evangelho do domingo, 7 de março, III da Quaresma

O EVANGELHO
Evangelho segundo São Lucas 13, 1-9


Jesus recebe más notícias: Pilatos tinha matado alguns galileus, oferecendo sacrifícios no Templo de Jerusalém. Isso lembra a tragédia de 18 mortos na torre de Siloé desabou, a sudeste de Jerusalém.
As pessoas pensavam que era um castigo por seus pecados, Jesus nega, afirmando que Deus não castiga.
Mas é preciso chamar à conversão (portanto, para ler durante a Quaresma), e fazê-lo imediatamente, mediante duas maneiras:
Jesus diz às pessoas que se não se converterem, seus finais não serão melhores do que os desafortunados anterior.
Ele conta uma parábola em que Deus dá um novo prazo para as pessoas " dêem frutos", apesar de que o tempo já havia passado e que tais pessoas já deveriam ter frutificado. Não era incomum nas bordas do vinhedo a presença de figueiras. João já tinha avisado: "É o machado posto à raiz das árvores: toda árvore, portanto, que não der bom fruto será cortada" (3,9)
Só Lucas tem esta passagem.

Quaresma, um tempo de conversão e análise do nosso modo de ser cristãos. Lucas, transmitindo a parábola do lavrador, nos dá um aviso sobre nossos erros em muitos aspectos da nossa vida: acreditar que somos superiores aos outros, os melhores cristãos, os mais piedosos. Mentira!. Porque de fato somos hipócritas, mentimos para o resto da comunidade como eram os israelitas a respeito dos galileus.
Este tempo quaresmal forte deve servir para encontrar o norte em nossas vidas, que é a de ajustar o nosso comportamento com os ensinamentos do Evangelho, vamos aproveitar esse tempo para preparar a fim de produzir frutos para ajudar o Reino que vem. Tenha em mente que temos o melhor jardineiro do universo, Jesus e os melhores fertilizantes, que é o seu evangelho. Que podemos virar nosso comportamento e nos tornamos homens e mulheres novos levantando-se com Jesus na Páscoa é que os fundamentos da nossa fé. O jardineiro pediu-nos a graça de um ano. Não o desperdice.
Deus em Cristo nos ama e nos enche de bens de todos os tipos e se não recebemos alguma coisa que pedimos, é porque aquilo não nos convém. Sejamos agradecidos por tudo o que já recebemos das mãos de Deus.

Fonte

http://www.ciudadredonda.org/subsecc_ma_d.php?sscd=157&scd=1&id=2893

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SEXTO COMENTÁRIO= AS PRIMEIRAS LEITURAS POR: LINCOLN SPADA

07+de Março – Domingo= As primeiras leituras.

Primeira Leitura

Só Moisés teve a oportunidade de ver a face de Deus. É essa a constatação que a tradição conta, a partir da revelação do nome de Deus: Sou. Palavra tão sacrossanta que os nossos irmãos judeus evitam dizê-la e fecham seus olhos quando estão de frente com a palavra escrita. Daí, o mandamento de não tomar o nome divino em vão. Moisés teve uma experiência extraordinária, além da declaração do nome do Senhor, ele teve a oportunidade de estar face-a-face com ele em uma teofania repleta de magia fantástica (no bom sentido, é claro). Moisés se identifica com o povo e, por isso, conhece e o ama de tal forma a ponto de querer libertar os seus iguais das mãos tiranas do faraó. A coragem, a valentia, a eloquente perseverança de Moisés dá-se como frutos do intrumento do Pai. Fazendo uma analogia com as nossas reflexões contemporâneas, é claro que não nos encontramos em uma situação de perigo como a do protagonista do Primeiro Testamento. Contudo, como ele, precisamos saber responder com a mesma magnitude o serviço que Deus nos pede para a formação do bem comum. Precisamos aceitar nossa vocação como instrumento de Deus e evangelizar num exemplo calcado em amor para quem nós tanto amamos. Devemos isso a Deus e também ao nosso povo, porque amamos o nosso povo. Que tenhamos o exemplo corajoso e cuidadoso de Moisés em nossos corações para realizar o serviço fraterno, amém. (Lincoln Spada)

Segunda Leitura

A segunda leitura mostra uma realidade do povo que não valoriza a Palavra, nem sequer a Deus. Sim, é o mesmo povo eleito por Deus e libertado por Moisés. E até entendo que o eleito possa ser porque suas qualidades se ressaltavam diante de seus defeitos e atos pecaminosos. Viva é uma comunidade que tenha imperfeições, porque precisará se superar diante dos obstáculos e alcançar uma santidade com a graça de Deus. É a oportunidade que temos, em grupo social, de nos tornarmos pessoas melhores e sermos melhores uns com os outros, na construção da terra prometida. A terra prometida vai além de um simples território fértil de Israel. A terra prometida é uma terra espiritual onde todo indivíduo se torna agente a partir de uma vida pautada na moral e na ética. Está bem, não só nesses dois valores, mas também na verdade, na justiça, na paz, na fraternidade e, principalmente, no amor pleno que só pode ser concedido na contemplação de Deus. É essa falta axiológica de valores que desonra qualquer povo eleito, qualquer irmandade e qualquer equipe interpessoal. Sem a valorização da bondade reconhecida pela nossa pequenez diante de Deus é o que nos fará cometer o mesmo erro da população mosaica. Que não cometamos o erro de nos vangloriar como eleitos, mas que façamos por merecer o título de filhos de Deus, amém. (Lincoln Spada)

EVANGELHO

Vou me atentar ao Evangelho com outra perspectiva. Quem não tem medo da morte? Se na cultura judaica, a morte é vista como castigo divino por causa dos inúmeros pecados de alguém contra o Decálogo e a Torá, imagina em nossa cultura ocidental? É estranho, porque por mais que acreditemos na ressurreição e também somos frutos de uma cultura indígena que trata a morte como um processo natural da vida, a gente costuma morrer junto de algum ente falecido. Não é só o falecido que vai, mas uma parte da gente também perece com uma notícia que consideramos tão maligna. Não se preocupe se você tem medo da morte, eu também tenho a mesma fobia (aliás, é a minha maior fobia), e creio que quase todas as pessoas têm. O que Jesus relata na primeira parte do Evangelho é que a morte precisa ser encarada como processo natural da transcendência humana. Não é por morrer numa catástrofe, que o indivíduo é pior do que quem morre sem dor ao dormir. A morte é a única certeza que temos. E ela não é um castigo, como a tradição oral judaica diz. Se olharmos a morte com tal ponto de vista, estamos nos deixando levar numa onda ideológica que vai contra a ressurreição e o pensamento cristão. Pensando bem, duvido que alguém chore por alguém que morreu. Porque temos a certeza que a pessoa está num lugar bem melhor do que a situação vivida. Eu tenho certeza que a pessoa chora por não ter mais o defunto ao lado. A pessoa chora por egoísmo. E é natural que choremos por egoísmo, como também é natural não querermos viver os términos, pois o homem tenta a todo instante se perpetuar para outras pessoas e dar uma sensação de valor que ele não tem. E dar uma sensação de ser eterno perante os demais. Contudo, meu caro leitor, o eterno é justamente aquele que é sábio e Ele aceitou morrer por ter certeza que deu o seu melhor para as outras pessoas, que conseguiu, de fato, viver uma vida plenamente cristã. É essa vida exemplar e repleta de testemunhos que será a figueira “paraboleada” por Jesus. Para não temer a morte, precisamos nos vincular aos atos amorosos de Deus a todo instante. Que tenhamos a vida virtuosa dessa figueira sagrada e marcada pelo sinal da fé, amém. (Lincoln Spada)

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