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HOMILIAS PARA O

PRÓXIMO DOMINGO


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domingo, 20 de junho de 2010

QUEM DIZEM OS HOMENS QUE EU SOU?

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HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO

20 DE JUNHO DE 2010

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Fiéis à Doutrina da Igreja Católica,

porém, respeitamos todas as religiões.

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VÁRIOS COMENTÁRIOS PARA ENRIQUECER SUA HOMILIA.

BOA CELEBRAÇÃO.

MUITO OBRIGADO PELOS ELOGIOS. EU OS REENVIO AO ESPÍRITO SANTO

INTRODUÇÃO

O que será que as pessoas por aí estão dizendo sobre Jesus? Será que elas sabem quem é Jesus? Será que todos já foram informadas sobre Jesus e seu mistério? Será que elas aceitam e acreditam em Jesus?

E o que será que Jesus está dizendo sobre nós? Será que Jesus está contente com a nossa conduta? Com as nossas atitudes com relação aos nossos semelhantes? Se Jesus aparecesse agora na nossa frente com que cara o receberíamos? Principalmente nós que repetimos diariamente que cremos em Jesus Cristo? E o negamos mais de três vezes ao dia? Principalmente nós que estamos cientes que fomos escolhidos para continuar o seu trabalho, sua missão? Será que não somos culpados pela existência de pessoas que não conhecem e não seguem Jesus?

Nós somos os responsáveis pela salvação daqueles que estão agora sem saber quem é Jesus!

Sal.

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“QUEM PERDER A SUA VIDA POR CAUSA DE MIM, ESSE A SALVARÁ”.

Jesus pede para que não tenhamos medo, pois quem lutar por Seu nome não estará sozinho, e nada de ruim lhe acontecerá. Não que a pessoa não irá morrer, até poderá morrer, mas só na morte terrena, pois permanecerá vivendo eternamente ao lado de Nosso Senhor.

Não devemos ter medo de pregar, cumprir e aclamar a Palavra de Nosso Senhor e as Suas obras, pois somente elas nos garantirão o Reino de Deus que Ele prometeu a quem o ama e a quem não tem medo de dizer que O ama e O respeita e sabe que só Ele e só Dele e só com Ele teremos uma vida realmente boa e perfeita.

Quem perde a sua vida por Deus não a perde, e sim a salva, pois só em Deus e só com Ele teremos a vida plena e abundante de tudo o que necessitamos para sermos verdadeiramente felizes.

Tenham um domingo e uma semana abençoados pelo Nosso Senhor.

Janaina.

Jesus nos é apresentado em um local solitário. Se retirar para orar é era um hábito para Jesus, pois quanto mais silencioso o local mais entra em contato consigo mesmo. Ao fazer a pergunta: “quem os homens dizem que eu sou?”, ele quer levar os discípulos a uma reflexão sobre a sua própria pessoa. Eles ouviam o que muitos diziam sobre o mestre. Todavia, tinham que ouvir o seu próprio coração.

Dentre todas as repostas dadas pelos discípulos, Pedro dá a mais coerente. “Tu és o Ungido de Deus”. A reposta de Pedro se torna um ressoar de todos os discípulos. Diante dessa resposta Jesus ordena aos discípulos a não dizerem nada disso a ninguém. Uma vez que esse entusiasmo dos discípulos poderia provocar comentários excessivos a respeito do Filho de Deus.

Logo adiante Jesus começa a preparar o coração dos discípulos para os acontecimentos posteriores. Irão vê-lo sofrer, todavia deveriam manter seus corações fiéis em Cristo.

Jesus também nos afirma que se quisermos segui-lo é necessário renunciar nossas inclinações interiores. Uma vez que, “quem quiser ganhar sua vida irá perdê-la, todavia quem quiser perder a sua vida por amor a Jesus irá ganhá-la.

Hoje temos estes três pontos para repensarmos em nossa vida: oração, conhecimento de Jesus, e seguimento a Jesus. Sem dúvida a oração é essencial na vida do cristão. Com certeza temos um tempo curto para nos dedicarmos a oração. Todavia, isso não deverá servir de desculpa, pois para orarmos, mesmo que não seja em um local silencioso, devemos estar dispostos, pois a partir disso, encontraremos nosso tempo.

Quando oramos já damos o segundo passo, conhecer a Jesus. Somente podemos seguir aquele que conhecemos, por isso é essencial saber quem é o Senhor da nossa vida. Conhecendo o Mestre temos que estar conscientes desse seguimento, pois as exigências não são fáceis. É necessário um desprendimento de tudo aquilo que nos faz ficarmos preso às nossas mesquinharias interiores.

Isso não é coisa de outro mundo. Você pode, você consegue!

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Quem dizem as multidões que Eu sou?

A liturgia deste domingo coloca no centro da nossa reflexão a figura de Jesus: quem é Ele e qual o impacto que a sua proposta de vida tem em nós? A Palavra de Deus que nos é proposta impele-nos a descobrir em Jesus o “messias” de Deus, que realiza a libertação dos homens através do amor e do dom da vida; e convida cada “cristão” à identificação com Cristo – isto é, a “tomar a cruz”, a fazer da própria vida um dom generoso aos outros.

O Evangelho confronta-nos com a pergunta de Jesus: “e vós, quem dizeis que Eu sou?”

Paralelamente, apresenta o caminho messiânico de Jesus, não como um caminho de glória e de triunfos humanos, mas como um caminho de amor e de cruz. “Conhecer Jesus” é aderir a Ele e segui-l’O nesse caminho de entrega, de doação, de amor total.

A primeira leitura apresenta-nos um misterioso profeta “trespassado”, cuja entrega trouxe conversão e purificação para os seus concidadãos. Revela, pois, que o caminho da entrega não é um caminho de fracasso, mas um caminho que gera vida nova para nós e para os outros. João, o autor do Quarto Evangelho, identificará essa misteriosa figura profética com o próprio Cristo.

A segunda leitura reforça a mensagem geral da liturgia deste domingo, insistindo que o cristão deve “revestir-se” de Jesus, renunciar ao egoísmo e ao orgulho e percorrer o caminho do amor e do dom da vida. Esse caminho faz dos crentes uma única família de irmãos, iguais em dignidade e herdeiros da vida em plenitude.


Primeira Leitura - Leitura da Profecia de Zacarias (Zacarias 12,10-11;13,1)


Eis o que diz o Senhor:
«Sobre a casa de David e os habitantes de Jerusalém
derramarei um espírito de piedade e de súplica.
Ao olhar para Mim, a quem trespassaram,
lamentar-se-ão como se lamenta um filho único,
chorarão como se chora o primogênito.
Naquele dia, haverá grande pranto em Jerusalém,
como houve em Hadad-Rimon, na planície de Megido.
Naquele dia, jorrará uma nascente para a casa de David
e para os habitantes de Jerusalém,
a fim de lavar o pecado e a impureza.

Palavra do Senhor


Salmo Responsorial - Salmo 62 (63)


A minha alma tem sede de Vós, meu Deus

Senhor, sois o meu Deus: desde a autora Vos procuro.
A minha alma tem sede de Vós.
Por Vós suspiro,
como terra árida, sequiosa, sem água.

A minha alma tem sede de Vós, meu Deus

Quero contemplar-Vos no santuário,
para ver o vosso poder e a vossa glória.
A vossa graça vale mais que a vida:
por isso os meus lábios hão-de cantar-Vos louvores.

A minha alma tem sede de Vós, meu Deus

Assim Vos bendirei toda a minha vida
e em vosso louvor levantarei as mãos.
Serei saciado com saborosos manjares
e com vozes de júbilo Vos louvarei.

A minha alma tem sede de Vós, meu Deus

Porque Vos tornastes o meu refúgio,
exulto à sombra das vossas asas.
Unido a Vós estou, Senhor,
a vossa mão me serve de amparo.


Segunda Leitura - Carta de São Paulo aos Gálatas (Gl 3,26-29)


Irmãos:
Todos vós sois filhos de Deus
pela fé em Jesus Cristo,
porque todos vós, que fostes batizados em Cristo,
fostes revestidos de Cristo.
Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre,
não há homem nem mulher;
todos vós sois um só em Cristo Jesus.
Mas, se pertenceis a Cristo,
sois então descendência de Abraão,
herdeiros segundo a promessa.

Palavra do Senhor


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas (Lc 9,18-24)


Um dia, Jesus orava sozinho,
estando com Ele apenas os discípulos.
Então perguntou-lhes:
«Quem dizem as multidões que Eu sou?»
Eles responderam:
«Uns, João Batista; outros, que és Elias;
e outros, que és um dos antigos profetas que ressuscitou».
Disse-lhes Jesus:
«E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Pedro tomou a palavra e respondeu:
«És o Messias de Deus».
Ele, porém, proibiu-lhes severamente
de o dizerem fosse a quem fosse
e acrescentou:
«O Filho do homem tem de sofrer muito,
ser rejeitado pelos anciãos,
pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas;
tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia».
Depois, dirigindo-Se a todos, disse:
«Se alguém quiser vir comigo,
renuncie a si mesmo,
tome a sua cruz todos os dias e siga-Me.
Pois quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la;
mas quem perder a sua vida por minha causa,
salvá-la-á».

Palavra da Salvação


Comentário - Quem dizem as multidões que Eu sou?


Está claro que vivemos tempos complicados, mais também é verdade que não são mais complicados nem difíceis que outros tempos. Frente aos profetas de desgraças e ameaças apocalípticas, que sempre os teve, devemos proclamar a palavra serena, pacificadora e criadora de esperança da Boa Nova. Nós os crentes olhamos Jesus, estamos fundamentados nele. A âncora de nossa fé está fixa no fundo e por mais que se mova a superfície, sabemos e confiamos em que Deus levará a termo a obra que ele mesmo começou.

Devemos dizer e repetir esta mensagem muitas vezes. Porque há muitos que falam e falam do mal em que estamos, de que já não há valores em nossa sociedade, de que tudo são guerras, assassinatos, roubos. De que o sexo parece ser o único objetivo de todos, etc. Poderíamos seguir dizendo coisas similares. Os que assim falam anunciam mais graves catástrofes ainda. Não há mais solução que atender ao que eles dizem. Temos que cumprir as normas, atuar de outra forma, temos que... E perguntamo-nos se, sendo tão maus como eles nos dizem, poderemos cumprir com todos esses “temos que” que nos propõem. Definitivamente sua mensagem não abre caminhos de esperança senão de desespero. Não há saída. Não há futuro.

Otimista porque cremos

Ainda bem que se apoiar na Palavra de Deus nos abre caminhos de vida. As leituras deste domingo, como as de tantos outros, são um bom antídoto contra esse pessimismo dominante. O Evangelho centra-nos no fundamental. Nós achamos que Jesus é o Messias de Deus. Não é um profeta a mais. Não lhe seguimos porque estejamos convencidos de que sua doutrina é melhor que a de outros. Nem porque faça uns milagres glamorosos como ninguém tem feito nunca. Cremos, estamos convencidos, que é o Filho de Deus, que nele se fez carne o amor de Deus por nós, pela humanidade inteira, por este mundo nosso. Deus não tem dado as costas à sua criação. Não deseja nossa morte senão nossa vida.

Essa vontade de Deus manifestou-se em Jesus. Nele reconhecemos e experimentamos o amor gratuito de Deus. Somos muito conscientes de nossas limitações, de nossas falhas e erros. Mas sabemos que o amor de Deus é maior que tudo isso. E que a vida triunfa sobre a morte. E a graça sobre o pecado. Por isso, caminhamos pela vida cheia de esperanças e com a face bem alta. Não porque nossas obras sejam justas e com elas tenhamos ganhado a salvação. Senão porque temos experimentado o dom da graça, sabemo-nos amados por Deus em Jesus. Não olhamos nosso umbigo – não queremos salvar nossa vida – senão que saímos à vida a cada dia anunciando a boa nova de Jesus, a esperança de vida que temos posto nele. E ele não nos defrauda.

Voltar ao fundamental: “É o Messias”

Passa que, como diz a primeira leitura, em nossos corações se derramou um espírito de graça e de ciência. De Jesus, morto por salvar-nos, brota um manancial de vida, de esperança, de amor, que faz desaparecer os pecados e impurezas desta humanidade nossa tão limitada e tão pobre. Não procuramos a salvação no esforço ético, no cumprimento de normas. Não compramos a vida futura com sacrifícios nesta vida. Mais, sentimos o gozo de participar na construção do Reino, de criar fraternidade, porque temos experimentado o amor de Deus.

Nessa perspectiva temos que ler a segunda leitura. “Todos somos filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus”. Achamos que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e isso nos faz irmãos. Seguir-lhe leva consigo penúrias e sacrifícios, mais vale a pena porque é a única maneira de construir a fraternidade, de dar passos que superem o ódio e a guerra, de criar espaços para a esperança e a vida.

Por isso temos que voltar ao fundamental, a nos perguntar quem é Jesus para nós e ao responder desde o mais fundo de nosso coração, ali onde temos experimentado o amor gratuito e incondicional de Deus. Nessa resposta jogamo-nos à vida. Nessa resposta jogamo-nos ao futuro, nosso futuro. Porque não são só umas palavras. A resposta se dá com a vida, dia a dia, amando, lutando, levantando-nos quando caímos, esperando, dando a mão ao irmão.

Pe. Fernando Torres, cmf

http://www.ciudadredonda.org/

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TU ÉS O CRISTO DE DEUS

Domingo, 20 de junho de 2010

12º Domingo do Tempo Comum

Santos do Dia: Adalberto de Magdeburgo (monge, bispo), Baino de Calais (monge, bispo), Benigno de Breslau (monge, mártir), Edburga de Caistor (virgem), Florentina de Cartagena (abadessa), Goban de Laon (presbítero, mártir), Hélia de Öhren (abadessa), João de Matera (abade), Macário de Petra (bispo), Novato de Roma (mártir), Paulo e Ciríaco (mártires de Tomes), Silvério (papa, mártir).

Primeira leitura: Zacarias 12, 10-11
Contemplarão aquele a quem transpassaram.
Salmo responsorial: 62, 2.3-4.5-6.8-9
A minh’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!
Segunda leitura: Gálatas 3, 26-29
Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo.
Evangelho: Lucas 9, 18-24
Tu és o Cristo de Deus. O Filho do Homem deve sofrer muito.

A primeira leitura faz referencia aos tempos messiânicos. “Derramarei sobre a casa de Davi um espírito de graça e de oração. E olharão aquele que transpassaram”e chorarão como quem chora um primogênito. O “transpassado” lembra o Servo de Javé, figura de Cristo em sua Paixão. O evangelista João inclui a crucifixão de Jesus dizendo: “para que se cumpram as Escrituras: olharão aquele que transpassaram”. Deus concede a conversão do coração por meio de uma vítima que é Cristo, o Servo padecente, seu corpo transpassado será contemplado com o olhar salvador da fé.


Na segunda leitura, o tema da lei mosaica como desnecessária e abolida depois da vinda de Cristo, pois a fé nele é o que justifica diante de Deus, é o problema básico da carta aos Gálatas, que Paulo responde aos judeus-cristãos, que não conseguiam se desprender das formas judaizantes e que viam com receio a doutrina e a práxis do apóstolo.

Por isso, depois de afirmar a função transitória e pedagógica da lei, Paulo firma a passagem da realização atual das promessas para a vinda de Cristo e na fé do Evangelho.

Cristo é o acontecimento decisivo da história da salvação; pela fé nele e pelo batismo todos somos constituídos em filhos de Deus, quer dizer, somos justificados. Ao dizer todos Paulo acentua que não somente os judeus, como também as demais raças e povos.


Quanto ao Evangelho, pode ser dividido em três partes: 1. A confissão messiânica de Pedro (vv. 18-21); o primeiro anúncio da Paixão (v. 22); Lucas omitiu a reprimenda que Jesus dirige a Pedro, quando este, diante do anúncio da Paixão, se opõe a ela; 3. As condições para o seguimento de Cristo (vv. 23-24).


Lucas é o único que nota significativamente a oração de Jesus que precede a confissão de messianidade e o anúncio da Paixão (v. 18). Como a figura do Messias na mente dos apóstolos estava permeada de triunfalismos terrenos, Jesus os educa nesse grande mistério do Reino: sua própria Paixão e Morte (v. 22). Continua finalmente uma passagem que nos recorda o discurso apostólico de Mateus 10: condições que Jesus pede a seus seguidores: abnegação, disponibilidade absoluta e sofrimento afetivo (vv. 23-24).


Se queremos seguir Jesus, temos que aceitar suas condições e entendê-las como ele as entende. Negar-se a si mesmo equivale a “não ter nada que ver” com a pessoa da qual se renega. Negar-se a si mesmo é descentrar-se, não ser já o centro de seu próprio projeto. É colocar a vida inteira a serviço do outro, neste caso, o projeto de Jesus. A isto Jesus o chama a perder a vida por ele. E quem consegue realizar isto, “ganhará”, salvará sua vida. A condição que põe Jesus para segui-lo não pretende tirar valor, mas orientar nossas energias e valores para a construção do Reino que ele iniciou negando-se, também ele, a si mesmo, para cumprir em tudo a vontade do Pai.


Em que consiste carregar a cruz? Acaso é supor tudo sem reclamar como se toda contrariedade fosse mandada por Deus mesmo? É submeter-se à dor pela dor, como se a dor fosse um valor em si mesmo? Se a entendemos assim, não tem nada que ver com a condição que Jesus coloca para que sigamos seus passos.


Jesus quer dizer que todos os discípulos têm que estar dispostos a viver da mesma maneira que ele viveu, mesmo sabendo que este estilo de vida pode acarretar a perseguição e talvez a morte. Essa é a cruz de Jesus e também deve ser a nossa. Não inventamos cruzes à maldade, não as buscamos nem nos preocupemos demais por elas. Sigamos os passos de Jesus e outros colocarão as cruzes em nossos ombros, antes mesmo que o pensemos.


Negar-se a si mesmo é carregar a cruz equivale a fazer seu, cada um de nós, o caminho de Jesus. Ele se negou a tomar o poder, a forca e a fama como meios para servir e salvar os homens. Jesus escolheu o único caminho que conduz ao coração do homem: a solidariedade com todos os excluídos da terra.

Este foi o caminho de Jesus e este tem que ser nosso caminho se queremos estar com ele e segui-lo. Tentar seguir Jesus no comodismo, na falta de compromisso, no pacto com os poderosos, ainda que possa parecer muito razoável, é um caminho falso. É “pensar como os homens e não como Deus”.

Missionários Claretianos

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QUEM DIZ O POVO QUE EU SOU?”

CONHECER JESUS” É ADERIR A ELE E SEGUI-LO NESSE CAMINHO DE ENTREGA, DE DOAÇÃO, DE AMOR TOTAL.

A palavra deste domingo coloca no centro da nossa reflexão a figura de Jesus: quem é Ele e qual o impacto que a sua proposta de vida tem em nós?

O Evangelho confronta-nos com a pergunta de Jesus: “e vós, quem dizeis que Eu sou?” Boa esta pergunta! Serve para refletir e pensar o essencial da nossa fé cristã. Todos sabem muito de Jesus e ao mesmo tempo ninguém sabe nada. Tudo o que se possa dizer acerca Dele, fica sempre muito aquém daquilo que Ele é verdadeiramente.

O conhecimento de Jesus, é sempre muito pouco face à realidade que Ele é e provavelmente não nos foram dados sentidos suficientes para abarcar tal conhecimento. Jesus é sempre um desafio. Uma meta que se vê ao longe para a qual se corre, na esperança que um dia se chegue ao seu término e aí sim, revela-se em plenitude essa realidade escondida.

O próprio Jesus não nos desampara e revela já o que Ele pode ser em cada um de nós: «Eu sou a luz do mundo, aquele que Me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida» (Jo 8,12). Esse desafio que nos é dado para «tomar a cruz todos os dias», mostra que no empenho da vida revelamos o amor por Jesus e como estamos conscientes dos Seus ensinamentos.

A Palavra de Deus que nos é proposta impele-nos a descobrir em Jesus o “messias” de Deus, que realiza a libertação dos homens através do amor e do dom da vida; e convida cada “cristão” à identificação com Cristo isto é, a “tomar a cruz”, a fazer da própria vida um dom generoso aos outros

Paralelamente, apresenta o caminho messiânico de Jesus, não como um caminho de glória e de triunfos humanos, mas como um caminho de amor e de cruz. “Conhecer Jesus” é aderir a Ele e segui-l’O nesse caminho de entrega, de doação, de amor total.

A vida por Jesus Cristo, mostra-se no zelo do dever, na partilha fraterna, no coração aberto à compaixão pelos outros, especialmente, os sem lugar e vez na sociedade. A vida iluminada por Jesus Cristo está no sorriso da criança que se mostra disponível para amar desinteressadamente, está nos braços imensos de homens e mulheres que limpam e alimentam os incapacitados, está naquele que diz não ao roubo e à infidelidade dos princípios e compromissos pessoais e sociais. Está na vida que se transmite de todas as formas.

Afinal, “Quem Eu sou” pode estar em todas as faces do mundo e da vida toda. Ora bem, para dar o salto de cristãos acomodados e atrofiados pelo costumeiro ritualismo fica o seguinte ensinamento: «Muitos seguem a Jesus até a distribuição do pão, mas poucos até beberem o cálice da paixão. Falta gente que tome, corajosamente, ao modo de Jesus, o cálice da entrega na construção do mundo para todos. E mais ainda nos ensina Pascal: «Cristo morreu de braços abertos, para que nós não vivamos de braços cruzados». Pois bem, quem é Jesus para ti?

Amém

Abraço carinhoso de

MARIA REGINA

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ANUNCIANDO A PAIXÃO

A questão apresentada por Jesus aos discípulos, a respeito de sua identidade, situa-se num momento crucial de sua vida. Por um lado, as multidões não haviam compreendido bem o tipo de messianismo vivido pelo Mestre. Ele se apresentava como Messias-servo, ao passo que o povo esperava um Messias cheio de glória e majestade. Por outro lado, autoridades políticas, como Herodes, perguntavam-se: "Quem poderá ser este de quem ouço tais coisas?" O que se passava com os discípulos? Sua fé era consistente e estavam realmente preparados para subir com Jesus até Jerusalém?
A questão apresentada aos discípulos visava explicitar-lhes a fé no Messias Jesus. A resposta de Pedro, embora verdadeira, carecia de reparos. O Messias estava destinado a sofrer nas mãos dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitar no terceiro dia. A causa do sofrimento estaria relacionada com seu modo de viver. Longe de buscar glórias mundanas, Jesus colocava-se ao lado dos pobres e marginalizados, vivia uma experiência de Deus muito diferente da preconizada pela religiosidade da época, anunciava um Reino de igualdade e solidariedade, muito mais exigente do que, até então, se conhecia. Sua morte decorreria de sua opção de ser solidário e servidor. Daí o Pai decidir ressuscitá-lo.
Quem quisesse segui-lo, deveria considerar atentamente este aspecto. Caso contrário, estaria nutrindo esperanças vãs.

Prece
Espírito do Messias solidário e servidor, não me deixes nutrir esperanças vãs de um messianismo glorioso e mundano, que não corresponde à opção do Senhor Jesus.

(Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE )

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TOME A SUA CRUZ E SIGA-ME

(Lc9,22-25)

Jesus anuncia a sua morte, e tudo o que lhe acontecerá. E porque Ele sabe o seu futuro? Primeiro porque tudo faz parte do projeto do Pai que foi anunciado pelo Espírito Santo através das bocas dos profetas.

Segundo, Jesus sendo Deus, sabia tudo o que iria acontecer, até os pensamentos das pessoas em sua volta. Enxergava quilômetros na sua frente.

Em seguida, Jesus disse: "Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me."

Talvez seja esta afirmação de Jesus, o segundo motivo pelo qual os sacerdotes são celibatários. Negar a si mesmo. O primeiro motivo talvez seja porque Jesus disse. "Quem deixar mulheres e filhos para me seguir terá cem vezes mais nesta vida e mais a vida eterna, com direito a perseguições"; e o terceiro motivo dos padres não se casarem talvez seja pelo fato de Jesus não ter se casado. O sacerdote imitando a Cristo, não se casa.

Por favor, se estou errado, se não é exatamente isso, alguém que me corrija, mas me dê a resposta certa. Não faça somente critica. Apresente a solução.

Eu sei que já estou cansando, irritando, por estar batendo sempre na mesma tecla. Mas apesar de Jesus ter incentivado os discípulos a deixar mulheres e filhos para o seguir, Ele não disse em nenhum momento que os primeiros padres, os discípulos, teriam de ser solteiros.

"Tome cada dia a sua cruz..." Que dureza! Cada um de nós tem a sua cruz para carregar. É o cheiro da fumaça do cigarro do marido, é a sogra monopolizando a família, é a esposa reclamando de tudo e de todos que desarrumam a casa (mas ela está certa), é o cachorro do vizinho que não pára de latir nos nossos ouvidos quando precisamos estudar, etc.

Temos vários tipos de cruzes. Algumas cruzes são produzidas ou feitas por nós mesmo. Aquele jovem cheio de vida, apostando corrida na madrugada com seus amigos, bateu com o carro e hoje tem de carregar uma merecida cruz! Uma perna mecânica.

Ele é jovem, cheio de saúde, de boa aparência e por isso vive rodeado de muitas garotas, bom emprego, arrasa nas madrugadas, e na praia só dá ele, não tem pra ninguém... "peraí." Adianta a fita, digo o DVD. Vamos ver como é o final desse filme, o final da vida deste campeão.

...Hoje, aposentado, ele tem de pagar 3 pensões alimentícias para suas ex-esposas. Não é que ele fosse um mau marido, um traidor, mas acontece que as garotas não o deixava respirar, dando em cima dele, e exigindo que deixasse a sua esposa e se casasse com elas. E isso aconteceu por três vezes.

Hoje esse ex-campeão mora sozinho na casa de sua falecida mãe, e está carregando várias cruzes, pois o que ganha, já descontado na fonte as pensões, mal dá para se alimentar. Como se não bastasse, agora surgiu mais uma dolorosa cruz, uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), deixando-o magro, desanimado e sem os amigos das horas boas.

Depois de comentar algumas cruzes adquiridas, vamos tentar examinar algumas cruzes acidentais. Aquelas em que dizemos que não tivemos culpa de nada.

Ela ia passando pela praça, surge de repente um tiroteio, uma bala atinge sua coluna, e hoje sua cruz é uma cadeira de rodas. Porque aconteceu aquilo? Uma fatalidade? É muito complicado, e apesar de que Jesus disse que não cai uma folha da árvore sem a vontade de Deus, neste caso é bom a gente não emitir nenhuma opinião. Até que ponto ela mereceu aquilo? Não nos cabe julgar. Simplesmente dizemos que aconteceu, sem mais comentários.

As cruzes são importantes, pois elas nos purificam e nos santificam, desde que não reclamamos do seu peso, e o pior, desde que não nos revoltemos com elas, ou contra Deus, carregando-as com paciência como o fez o Filho de Deus, e oferecendo diariamente aquele sofrimento a Deus..

Cruzes injustas. É importante não generalizar, atribuindo a todo tipo de sofrimento, a denominação de cruz. Não confundir cruz com injustiça. O seu vizinho abusado e injusto, para não dizer louco, começa a dar tiros da sua janela aterrorizando os vizinhos. Alguém muito beata diz. Não chame a polícia. É a nossa cruz...

Aí, realmente é um caso de injustiça que produz conflito, e, portanto é um caso de polícia imediatamente.

Outro exemplo. Sua vizinha liga seu possante aparelho de som na maior altura por volta de meia noite, e você precisa dormir. Isso é uma cruz que você vai ter de engolir, digo, carregar? Acho que não! Vai ter de tomar providências, reclamando os seus direitos. Por ser cristão, não é ser bobinho.

Prezados irmão. Cruz é um assunto complicado e longo, mas o espaço acabou. Vamos rezar para Deus perdoa os nossos pecados, nos tornando assim, merecedores da redução do peso das nossas cruzes. Vamos pedir também para Ele nos livre das cruzes acidentais e das cruzes injustas. Amém.

Sal.

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TOME A SUA CRUZ, E SIGA-ME.

Evangelho (Lucas 9,22-25)

Jesus identifica-se hoje aos seus discípulos, como o Filho do Homem, em sua condição humana, terá que sofrer muito, não será aceito pelo lideres dos judeus, será rejeitado pelos doutores das leis, pelos sacerdotes, deverá ser morto e ressuscitará ao terceiro dia. Jesus não aceita ser o messias, que todos esperavam, aquele que restauraria o reinado de Davi. E hoje ele esclarece isso. Ele veio para anunciar a libertação dos oprimidos, dos excluídos, e não para tomar o poder, ser um rei poderoso na terra. Jesus feito homem, humano, estava sujeito ao sofrimento de morte na cruz. E diz também a todos que ali estavam: “Se alguém quer me seguir, renuncie a sim mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me.” Seguir Jesus, ao contrário do que muitos pensam, nem sempre é fácil. Muitos acreditam que a partir do momento em que se colocou a serviço da igreja, por pertencer a uma pastoral, seus problemas deixarão de existir como num passe de mágica, porque agora eu estou seguindo Jesus, estou ajudando a igreja. Logo se decepcionam, descobrem que não é bem assim. Devemos sim nos preparar para o sofrimento que virá, para suportar humilhações. É preciso ser perseverante, aderir de forma incondicional a Jesus.

“Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará.” Quem estiver disposto a seguir Jesus, deverá viver como Ele, que viveu para o Pai e para os outros. Teremos que abrir mãos de projetos pessoais, e de nossos interesses. Não ceder a tudo que for contrário ao amor de Cristo, onde a prioridade será o anúncio da boa nova que liberta, e estar todos os dias a serviço de Deus e do irmão que precisa de nós. Será que estamos dispostos mesmo, a seguir Jesus? Tenho um coração desapegado e livre? Estamos dispostos a correr risco de vida por denunciar a opressão, a exclusão, e a injustiça? Temos coragem suficiente? Será que sou verdadeiramente seguidor de Cristo? Tenho consciência de que ainda há muito a transformar em minha vida? Cabe a nós permitir que as transformações divinas aconteçam em nossas vidas, para não desistimos no meio do caminho e entrar em comunhão de vida com o próximo.

Jesus não disse que seria fácil segui-Lo, pois anunciar a liberdade, o projeto de Deus, a igualdade, a paz, a justiça e vida para todos, com certeza despertará a raiva dos poderosos, dos opressores. Então, tenhamos coragem e disposição. Deus é bom, e estará sempre ao nosso lado, nos dando alívio, consolo e a força necessária para carregarmos nossa cruz e concluir nossa caminhada. “Ser para o outro é viver em comunhão com Jesus, no próximo, encontrando sua vida inserida na eternidade de Deus.”

Oração:
“Senhor Deus, transforma-nos em seguidores fieis de Jesus, que saibamos carregar nossa própria cruz, mesmo devendo suportar humilhações e sofrimentos. Dá-me a firme disposição de renunciar a todos os meus projetos pessoais, para abraçar unicamente o projeto de Jesus, mesmo devendo passar por sofrimentos.”

Um abraço a todos.

Elian.

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AS CONDIÇÕES PARA SEGUIR JESUS

Evangelho - Lc 9,18-24

Como sempre o fazia, Jesus estava rezando num lugar retirado para melhor se concentrar, e talvez para apresentar o relatório do seu trabalho e pedir mais orientações ao Pai. Ao término daquela oração, Jesus interroga os discípulos os quais estavam ali com ele: “'Quem diz o povo que eu sou?' Jesus não precisava fazer aquela pergunta. Ele, era Deus, e sabia de tudo o que se passava nas mentes das pessoas. Mas queria ouvir das bocas dos discípulos uma resposta. 'Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou...' esta foi as respostas dos seus amigos. Porque eles escutavam o que o povo andava dizendo. É muito importante, escutar a voz do povo. Para saber até que ponto o nosso trabalho pastoral está atingindo ou não os seus objetivos. Não podemos ficar sentados na sacristia, lendo, atendendo, fazendo reuniões nas quais nem sempre os fiéis paroquianos expõem tudo que pensam, com receio de desagradar. Precisamos sair para o campo, misturar-nos com o povo, até seria bom que estivéssemos a paisana, sem as nossas identificações visuais, para que pudéssemos ouviu o que todos falam a nosso respeito por aí. Sentir o palpitar dos pagãos, dos desgarrados, daqueles que precisamos levar a palavra de Cristo, em vez de continuar evangelizando tão somente para os mesmos que vem a nós nas missas.

Foi assim que Jesus fez. Ele ia aos povoados, às pequenas cidades, encontrar-se com os excluídos não só para curar as doenças do corpo, mas para anunciar a boa Nov. E o fazia numa linguagem simples que o povo entendia. Jesus não usava palavreado bonito e sofisticado, nem palavras difíceis. Expressava numa linguagem direta sem meias palavras, “...se tua mão direita te lava a pecar, corta-a. Por que é melhor entrar na vida eterna sem uma mão, do que ter as duas e se queimar no fogo dos infernos!

'E vós, quem dizeis que eu sou?' 'O Cristo de Deus.' Esta foi a resposta daquele que seria o Primeiro Papa da Igreja. E em outros textos, Jesus afirma que quem revelou a Pedro aquela resposta, foi o Espírito Santo. Justificando assim, por que a nossa fé é um dom de Deus. O Espírito Santo revela os mistérios de Deus para todos, convidando-nos a aderir à sua causa. Mais, infelizmente só uma porção da humanidade responde a este chamado de fé. Somente alguns aceitam, somente alguns dizem SIM. E Deus respeita a nossa decisão, porém avisou através da boca do Seu Filho amado: “Quem responder sim, quem crer, será salvo. Quem me ignorar, quem não crer já está condenado.” Observe aí que Deus não nos condena, mas sim nós é que nos condenamos ao rejeitá-lo.

'Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, ao seu egoísmo, os seus instintos, a idolatria dos bens materiais, ao poder do dinheiro, a sua vaidade, à fama, ao conforto excessivo, as prazeres da boa comida, da bebida, da embriaguês, e de tudo aquilo que é supérfluo, e que nos distancia de Deus. Tudo aquilo que nos impede de seguir Jesus, de continuar o seu trabalho missionário no mundo.
“Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim,esse a salvará”.

Sal.

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QUEM DIZEM QUE EU SOU

Seguir Jesus é pensar e agir como Ele. Não apenas admirá-lo. Quem é Jesus para você?

Era difícil aos discípulos aceitar o fato de Jesus ter de sofrer.

Até hoje ficamos consternados ao pensar como foi possível o próprio Filho de Deus ter sofrido até a cru­cifixão.

Mas Jesus é o Mestre e ensina que só encontra sentido para a exis­tência quem se desgasta por causa dele em favor dos irmãos. Pedro não compreende isso e quer afastar o sofrimento do caminho de Jesus. Recebe deste, em outras palavras, a dura advertência: "Eu aqui sou o Mestre, e você é o seguidor; ponha­se, portanto, no meu seguimento e não queira estar adiante, sendo meu mestre ou adversário".

Um dos grandes enganos do critianismo, ao longo destes dois mi­lênios, é ter transformado a cruz de Jesus de consequência em princí­pio. Jesus foi parar na cruz como resultado de toda uma vida doada em favor dos outros. Ele perdoou, libertou, trouxe à dignidade e à vida todos os que encontrou. Incomodou os acomodados, questionou os po­derosos. Foi condenado como cri­minoso político, tendo passado pelo julgamento das autoridades judai­cas e romanas. Assumiu o sofrimen­to na própria vida como consequên­cia de suas ações em favor da hu­manidade.

Quando a cruz se transforma em princípio para a vida cristã, no etanto, a cruz de Jesus é traída. A cruz como princípio se torna facilmente dissociada da vida, levando a um espiritualismo vazio que nada trans­forma e pode chegar ao masoquis­mo. Porque Deus não quer o sofri­mento, e muito menos quer sofre­dores sem causa.

Quando Jesus nos convida a se­gui-Ia, não promete um mar de ro­sas, mas recorda nosso condiciona­mento humano. Sofremos tanto fa­zendo o bem quanto fazendo o mal. A questão, portanto, não é o sofrimen­to em si, mas em favor do que e de quem estamos sofrendo, gastando nossa vida. O único bem que temos é a vida, presente de Deus, e somen­te a encontraremos à medida que a entregarmos em favor dos irmãos, pela mesma causa de Jesus.

Sal

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QUE SIGNIFICA TOMAR A CRUZ?

O que é “renunciar a si mesmo”? É não deixar que o egoísmo, o orgulho, o comodismo, a auto-suficiência dominem a vida. O seguidor de Jesus não vive fechado no seu cantinho indiferente aos dramas que se passam à sua volta, insensível às necessidades dos irmãos, alheado das lutas e reivindicações dos outros homens; mas vive para Deus e na solidariedade, na partilha e no serviço aos irmãos.
O que é “tomar a cruz”? É amar até às últimas conseqüências, até à morte. O seguidor de Jesus é aquele que está disposto a dar a vida para que os seus irmãos sejam mais livres e mais felizes. Por isso, o cristão não tem medo de lutar contra a injustiça, a exploração, a miséria, o pecado, mesmo que isso signifique enfrentar a morte, a tortura, as represálias dos poderosos.

Comentário

Jogar a toalha!

Quem é Jesus? Aquele que não joga a toalha! O homem coerente, fiel, que decide viver segundo suas mais profundas convicções. Jesus queria isso mesmo de seus discípulos. Por isso, a Simão Pedro, que tenta “desencorajá-lo”, o fazer “negociar” para que evite o fim previsível, Jesus lhe pede que se afaste e o chama de “Satanás”. E depois disto, diz a seus discípulos algumas palavras que continuam, ainda hoje, extremamente exigentes:

“Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la”.

Jesus "não jogou a toalha". Utilizamos esta expressão “jogar a tolha” quando alguém se sente derrotado e desiste. Em princípio, quem joga a tolha não é uma pessoa frágil; é alguém que esta lutando para conseguir algo, se trata de alguém que sofre por ser coerente, porém se encontra quase no limite de suas forças e não consegue chegar à sua meta! Desiste! Joga a tolha!

Se nós contemplarmos as pessoas que nos rodeiam e, sobre tudo, a nos mesmos, veremos que em mais de uma ocasião eles e nós, temos jogado a tolha.
Isto acontece, por exemplo, quando:

rompemos uma relação, que nos parece insuportável e não responde a nossos sonhos (matrimonio, amizade...); ou abandonamos um grupo, uma comunidade, porque nós não concordamos com as posições dos seus membros e linhas de ação;

nós sentimos "inferiores" por pertencer a uma comunidade cristã que defende valores que não são óbvios na sociedade na qual vivemos;

reconhecendo o valor da vida de oração, da espiritualidade e a mística, damos como impossível continuar naquela estrada;

depois de assumir um serviço missionário, uma responsabilidade eclesiástica, desistimos ante as dificuldades que nos apresenta e, ante determinadas provas, renunciamos.

Ante as dificuldades e obstáculos não muitas são as pessoas que mantêm seus ideais. Quase sempre se adaptam à nova realidade. Os resultados deste comportamento normalmente se manifestam em vidas medíocres, vocações “sem sal”, hipocrisias vitais, vida sem autenticidade.

O mesmo ocorre naqueles grupos que nascem com idéias “muita altas” e pouco a pouco adaptam suas idéias às pessoas as quais se pretende atrair. Os resultados disto são: socialismos, liberalismos, cristianismos, vidas religiosos e eclesiásticos “sem sal” e sem mordente profético. A luz é insuficiente.

Aterroriza-nos a marginação, o desprezo. Por isso, negociamos e colocamos uma vela a Deus e outra ao diabo. Isto é, porque, a grande pergunta: o que é inegociável em minha vida?

Falar de coerência é não falar de imobilidade, da cegueira obstinada. A arrogância pode ser atada à nossa verdade e nos impedir de estar aberto à verdade. Há coerências vitais que têm muito que ver com a auto-suficiência e o encerramento em nos mesmos. Essas pessoas não lutam: ficam imobilizadas.

Neste domingo o profeta Servo de Yahweh, Tiago e Jesus, nosso Senhor, nos falam da coerência e o do seu preço, quando é autentica.

O Servo não se lança para trás: oferece as costas aos que o espanca, as bochechas aos que arrancam sua barba; não cobre o rosto ante insultos nem cusparadas.

Jesus mantém sua forma de vida coerente, embora as autoridades se lancem sobre Ele e o condenem; ninguém vai silenciar sua voz, embora a morte seja seu destino. Não quer negociar para não reduzir sua mensagem. Quer pensar de acordo com Deus e não de acordo com os homens.

Tiago também diz em sua carta que não basta proclamar a fé, é necessário traduzi-la em obras de hospitalidade, de acolhimento e de ajuda ao irmão.

A fidelidade a um estilo de vida, a algumas convicções, ao crescimento espiritual, não se baseia em uma obstinada fixação na própria forma de pensar e nas próprias convicções. Baseia-se - isto é decisivo - na experiência que se vai tendo de Deus. O profeta Isaias o expressa muito bem: “O Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado. O Senhor Deus é meu Auxiliador; quem é que me vai condenar?”

Somente nosso Deus impede que joguemos a tolha. Quando a pessoa puser as mãos nos controles do navio da própria vida, então Deus mesmo torna possível a coerência vital, põem em nós suas convicções mais íntimas e torna possível em nossa fraqueza sua força.

Na hora de ser coerente, de não jogar a toalha, nós temos que olhar para Deus e não para nós. A fidelidade vem do céu. Comunica-nos nosso Deus.

Assim foi Jesus. Em sua oração no Getsemaní encontrou a força necessária para não se lançar para trás. Ao fim pode exclamar: Abbá, missão cumprida!

Abbá, conheces nossas debilidades. Sabes quantas vezes sentimos a tentação de nos lançar para trás, de jogar a toalha. De nos defender em vez de Te defender. De seguir nossas convicções no lugar das Tuas. Seja força em nossa debilidade. Permita-nos seguir Jesus, sem o abandonar em nenhum momento. E que sejamos conscientes de que nesta luta, a vitória nos dá Tu e também a vida que não acaba.

Pe Claudio

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FIM DOS COMENTÁRIOS SOBRE: QUEM DIZEM QUE EU SOU?

sábado, 12 de junho de 2010

MADALENA LAVA E BEIJA OS PÉS DE JESUS

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HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO

13 DE JUNHO DE 2010

MUITO OBRIGADO A TODOS PELOS ELOGIOS.

ORAÇÃO DO DIZIMISTA

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SEJAM BEM VINDOS AOS BLOGS DOS

INTERNAUTAS MISSIONÁRIOS

Fiéis à Doutrina da Igreja Católica,

porém, respeitamos todas as religiões.

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INTRODUÇÃO

Somos especialistas em discriminar, e o pior que às vezes fazemos isso em nome da fé, ou da nossa religião. Às vezes rotulamos aqueles que não são do nosso convívio social, religioso e econômico. Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora.”
Ao dizer isto, o fariseu deixou bem claro que Jesus, deveria discriminar aquela mulher. Separá-la do convívio dos demais.

Nós também somos assim. Esquecemos que todos são filhos de Deus e nossos irmãos. E ao fazer isso, dizemos NÃO aos ensinamentos do Mestre.

Sal.

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Madalena lava os pés de Jesus

Deus salta qualquer lógica humana, religiosa ou moral, ele vai direto ao essencial: olha para dentro de nós, para nossa dor, para nossa verdade.

Mais uma vez Jesus nos mostra que amor se paga com amor. No Evangelho deste domingo,o relato começa com uma cena muda ,onde ninguém fala ,só gestos silenciosos:entra uma mulher com um frasco de perfume, aproxima-se de Jesus, mais precisamente dos seus pés, banha-os com as suas lágrimas, enxuga-os com seus cabelos, beija-os e os perfuma. Uma mulher, considerada pecadora pela sociedade, muito provavelmente era uma prostituta,aquela marcada com o nome de pecadora.

Para a sociedade hipócrita, não importa como e porque ela chegou até aquele ponto de vulgaridade, não importa à mente que se acha respeitável o motivo de uma escolha dolorosa, ela é condenada desde sempre e para sempre. Em nome da religião e da moralidade ergue os seus muros para não entrar em discussão.

Nenhuma compreensão, nenhuma possibilidade, só desprezo, mesmo quando é desejada e usada. Ela chora , sem desespero, sente-se finalmente amada por um homem verdadeiro, sente-se compreendida e acolhida por Deus. Sem o peso do julgamento e da condenação. Bota para fora toda a sua dor, a sua treva, a sua raiva. A menina que havia nela descobre a face da misericórdia absoluta.

O fariseu que tinha convidado Jesus, almoçando,calado, fica pensando , julgando, condenando e escandalizado. De fato, diz o texto:”vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: ‘se este homem fosse um profeta , saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois ela é uma pecadora’”.

Pois muito bem, realmente ela se vendia. Mas Simão também é uma prostituta. Vende-se a Deus, e se vende muito bem. Conhece bem a religião, vive profundamente e rigorosamente os preceitos de Israel , não como o “o povão ignorante” que se desgraça porque não conhece a lei.

Paga o dízimo exato ata da arruda e da hortelã, reza com fervor, estuda a Tora dia e noite. Está numa posição de privilégio com relação aos méritos. É devoto, mas é frio, não ama!!!!!.Permite-se julgar quem quiser porque se sente justo, a lei está do seu lado, ele pode manter as distâncias.

O interessante do Evangelho é que Jesus converte ambos.

À mulher, ensina com toda delicadeza e compreensão que a medida do juízo de Deus é o amor e o perdão. A mulher amou, tanto, fez mal a si própria, mas amou. Deus que é Amor reconhece o amor mesmo quando é feito em pedaços, frágil e desesperado.

Para Deus basta isso, ele salta qualquer lógica humana, religiosa ou moral, ele vai direto ao essencial: olha para dentro, para a dor, para a verdade. Este amor é a origem do perdão, o perdão que Deus dá, sempre de graça, sempre incondicional, move o amor.

A Simão, também com delicadeza, sem raiva, Jesus põe um caso para que ele resolva, a parábola dos dois devedores, um que devia alguns reais e outro que devia alguns milhões, que inesperadamente são perdoados de suas dívidas.

Assim, Jesus, antes de tudo, dá a Simão a possibilidade de se convencer que ele é, verdadeiramente, um profeta, já que leu os pensamentos do seu coração; ao mesmo tempo, com a parábola, prepara todos a entender aquilo que está para dizer em defesa da mulher:

“Por essa razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela mostrou muito amor. A quem se perdoa pouco mostra pouco amor”.Depois, Jesus disse a ela:Teus pecados estão perdoados”.

O texto de hoje nos convida a uma conversão total do nosso coração e da nossa mente a Deus. Não o pecado e o pecar devem invadir e devastar a nossa vida, mas a graça que é fruto de um amor grande para com o Senhor. Ele é a fonte da verdadeira felicidade e da verdadeira alegria do coração do ser humano.

Deus perdoa até os mais graves erros porque Ele é AMOR -

Meu irmão , minha irmã,como podemos viver esse evangelho de hoje? Vamos refletir : O que é o amor? Você ama? O que é o perdão? Você perdoa? Creio que essas perguntas são eficientes para vivermos a mensagem de Jesus. As vezes percebemos que a palavra amor ficou gasta, foi usada de formas tão erradas que já não damos o valor que ela deveria ter. São tantas juras de amor, tanto para Deus quanto para o ser humano.
“Faço tudo por amor!” Essa frase é bem usada, mas quando esse amor é colocado à prova para perdoar o próximo ficamos indecisos e não perdoamos. Talvez isso se deve ao fato de nos julgarmos melhores que os outros. Isso não deve ser comum, o comum deve ser um amor sincero, amor de quem ama profundamente.
Muitos ao lerem essa reflexão já estão trazendo à mente aqueles que precisam de seu perdão, que precisam de sua misericórdia. Você é melhor do que imagina. Mesmo com tantos erros e com tantas falhas está pronto para recomeçar. A vida nos chama ao eterno recomeçar. Partilhe suas emoções, partilhe sua vida. Desta maneira você estará vivendo de forma amorosa e terá um coração muito mais brando para perdoar. Pense nisso! Você pode, você consegue.

Amém.

Abraço carinhoso de

Maria Regina

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13 DE JUNHO-DOMINGO-MADALENA LAVA OS PÉS DE JESUS

MADALENA BEIJA OS PÉS DE JESUS

Na liturgia deste XI Domingo do Tempo Comum nos é apresentado um Deus de bondade e de misericórdia, que detesta o pecado, mas ama o pecador; por isso, Ele multiplica “a fundo perdido” a oferta da salvação. Da descoberta de um Deus assim, brota o amor e a vontade de vivermos uma vida nova, integrados na sua família.

A primeira leitura apresenta-nos, através da história do pecador Davi, um Deus que não pactua com o pecado; mas que também não abandona esse pecador que reconhece a sua falta e aceita o dom da misericórdia.

Na segunda leitura, Paulo garante-nos que a salvação é um dom gratuito que Deus oferece, não uma conquista humana. Para ter acesso a esse dom, não é fundamental cumprir ritos e viver na observância escrupulosa das leis; mas é preciso aderir a Jesus e identificar-se com o Cristo do amor e da entrega: é isso que conduz à vida plena.

O Evangelho coloca diante dos nossos olhos a figura de uma “mulher da cidade que era pecadora” e que vem chorar aos pés de Jesus. Lucas dá a entender que o amor da mulher resulta de haver experimentado a misericórdia de Deus. O dom gratuito do perdão gera amor e vida nova. Deus sabe isso; é por isso que age assim.

Leituras Primeira Leitura - Leitura do Segundo Livro de Samuel (2Sm 12,7-10.13)

A atitude de Davi, ao reconhecer humildemente a sua falta, é uma atitude que nos questiona pela sua sinceridade, honestidade e coerência. Contrasta violentamente com a irresponsabilidade dos “assassinos do volante”, que nunca têm culpa de nada; contrasta violentamente com a irresponsabilidade dos cinzentos gestores das sociedades anônimas, que provocam catástrofes ambientais e não têm culpa; contrasta violentamente com a irresponsabilidade dos governantes que são coniventes com a corrupção, mas nunca tem qualquer culpa… O exemplo de Davi convida-nos a assumir, com coerência, as nossas responsabilidades e ter vontade de “consertar” as nossas ações erradas; convida-nos, também, ao arrependimento e à conversão – condições essenciais para que o “pecado” desapareça das nossas vidas.

Naqueles dias, 7Natã disse a Davi: “Esse homem és tu! Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Eu te ungi como rei de Israel, e salvei-te das mãos de Saul.

8Dei-te a casa do teu Senhor e pus nos teus braços as mulheres do teu senhor, entregando-te também a casa de Israel e de Judá; e, se isto te parece pouco, vou acrescentar outros favores.

9Por que desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o que lhe desagrada? Feriste à espada o hitita Urias, para fazer da sua mulher a tua esposa, fazendo-o morrer pela espada dos amonitas. 10Por isso, a espada jamais se afastará de tua casa, porque me desprezaste e tomaste a mulher do hitita Urias para fazer dela a tua esposa.

13Davi disse a Natã: “Pequei contra o Senhor”.

Natã respondeu-lhe: “De sua parte, o Senhor perdoou o teu pecado, de modo que não morrerás! Entretanto, por teres ultrajado o Senhor com teu procedimento, o filho que te nasceu morrerá”.
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial - Salmo 31 Eu confessei, afinal, meu pecado
e perdoastes, Senhor, minha falta.

Feliz o homem que foi perdoado
e cuja falta já foi encoberta!
Feliz o homem a quem o Senhor
não olha mais como sendo culpado,
e em cuja alma não há falsidade!

Eu confessei, afinal, meu pecado
e perdoastes, Senhor, minha falta.


Eu confessei, afinal, meu pecado,
e minha falta vos fiz conhecer.
Disse: “Eu irei confessar meu pecado!”
E perdoastes, Senhor, minha falta.

Eu confessei, afinal, meu pecado
e perdoastes, Senhor, minha falta.


Sois para mim proteção e refúgio;
na minha angústia me haveis de salvar,
e envolvereis a minha alma no gozo.
Regozijai-vos, ó justos, em Deus,
e no Senhor exultai de alegria!
Corações retos, cantai jubilosos!

Eu confessei, afinal, meu pecado
e perdoastes, Senhor, minha falta.

Segunda Leitura - Carta de São Paulo aos Gálatas (Gl 2,16.19-21)

É preciso ter consciência de que “Cristo basta”. Muitas vezes a nossa caminhada religiosa alicerça-se em aspectos folclóricos, que são "absolutizados" e considerados essenciais. Inventamos comportamentos “religiosamente corretos” e procuramos impô-los, discutimos leis, magoamos as pessoas por causa de preceitos legais, marginalizamos e catalogamos por causa dos princípios de um código legal e esquecemos que Cristo é o único essencial. A comunidade cristã deixa de ser verdadeiramente a comunidade dos que aderem a Cristo. Que sentido isto faz, à luz da catequese de Paulo?

Irmãos: 16Sabendo que ninguém é justificado por observar a Lei de Moisés, mas por crer em Jesus Cristo, nós também abraçamos a fé em Jesus Cristo. Assim, fomos justificados pela fé em Cristo e não pela prática da Lei, porque pela prática da Lei ninguém será justificado.

19Aliás, foi em virtude da Lei que eu morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Com Cristo, eu fui pregado na cruz.

20Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim. Esta minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus, que me amou e por mim se entregou.

21Eu não desprezo a graça de Deus. Ora, se a justiça vem pela Lei, então Cristo morreu inutilmente.
Palavra do Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas (Lc 7,36-8,3)

A figura de Simão, o fariseu, representa aqueles que, instalados nas suas certezas e numa prática religiosa feita de ritos e obrigações bem definidos e rigorosamente cumpridos, se acham dentro das regras com Deus e com os outros. Consideram-se no direito de exigir de Deus a salvação e desprezam aqueles que não cumprem escrupulosamente as regras e que não têm comportamentos social e religiosamente corretos. É possível que nenhum de nós se identifique totalmente com esta figura; mas, não teremos, de quando em quando, “tiques” de orgulho e de auto-suficiência que nos levam a considerar-nos mais ou menos “perfeitos” e a desprezar aqueles que nos parecem pecadores, imperfeitos, marginais?

Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para uma refeição em sua casa. Jesus entrou na casa do fariseu e pôs-se à mesa.

37Certa mulher, conhecida na cidade como pecadora, soube que Jesus estava à mesa, na casa do fariseu. Ela trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38e, ficando por detrás, chorava aos pés de Jesus; com as lágrimas começou a banhar-lhe os pés, enxugava-os com os cabelos, cobria-os de beijos e os ungia com perfume.

39Vendo isso, o fariseu que o havia convidado ficou pensando: “Se este homem fosse um profeta, saberia que tipo de mulher está tocando nele, pois é uma pecadora”.

40Jesus disse então ao fariseu: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Simão respondeu: “Fala, Mestre!”

41“Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentas moedas de prata, o outro, cinqüenta. 42Como não tivessem com que pagar, o homem perdoou os dois. Qual deles o amará mais?”

43Simão respondeu: “Acho que é aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Tu julgaste corretamente”.

44Então Jesus virou-se para a mulher e disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei em tua casa, tu não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, banhou meus pés com lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Tu não me deste o beijo de saudação; ela, porém, desde que entrei, não parou de beijar meus pés. 46Tu não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume.

47Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco, mostra pouco amor”.

48E Jesus disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”.

49Então, os convidados começaram a pensar: “Quem é este que até perdoa pecados?”

50Mas Jesus disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”

8,1Depois disso, Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher e Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam.
Palavra da Salvação.

Comentário

Ela sim, tu não!

Há momentos históricos nos quais necessitamos de clareza de idéias, decisões, tomada de postura. Há momentos nos quais temos que deixar de lado o que hoje se denomina "politicamente correto".

O Evangelho deste Domingo é um exemplo disto. Os personagens da história são três (o fariseu Simão, Jesus e uma mulher pecadora) e dois grupos (os comensais e o grupo de seguidoras e seguidores).

Simão o fariseu oferece a Jesus sua hospitalidade; um pouco mais adiante sente em seu coração desconfiança porque Jesus se deixa tocar por uma mulher, aparentemente, desconhece de quem se trata. Pensa então que Jesus não pode ser um profeta! Por outro lado, responde a uma pergunta de Jesus com um "eu suponho que..." sem se implicar demasiadamente.

A mulher que entra na casa é uma pecadora da cidade. Desenvolve várias ações: se coloca atrás de Jesus a seus pés, chora, com suas lágrimas banha os pés de Jesus, os seca com seus cabelo, derrama sobre os pés de Jesus óleo perfumado. Esta é a sua única forma de expressão.

Jesus é o grande protagonista do encontro: aceita o convite de Simão, entra em sua casa, se põe à mesa; em certo momento se dirige ao anfitrião chamando-o pelo seu nome: “Simão, tenho uma coisa para lhe dizer”. Relata-lhe a parábola do credor e dos dois devedores a quem lhes é perdoada a divida. E então lhe faz uma pergunta sobre o amor: quem o amará mais? Pede-lhe que dirija seu olhar para a mulher: "Você vê esta mulher?".

A mulher se converte no centro da cena. A denominada como “pecadora na cidade” se converte para Jesus modelo de hospitalidade e acolhida. Jesus não denuncia o mal cometido pela mulher, ao final, “a pesar de tudo” ...é uma boa pessoa. Jesus omite intencionalmente qualquer acusação. Jesus a propõe como "exemplo" ante Simão: Ela sim e tu não! “Tu não me deste água para os meus pés, tu não me destes um beijo, tu não derramastes perfume em minha cabeça”; ela tem uma grande fé, tu não. Por isso, Jesus se atreve a declarar ante Simão: “Te digo: seus muitos pecados lhes são perdoados, porque tens muito amor; a quem pouco se perdoa pouco ama”. E depois disse a ela: "te são perdoados teus pecados, tua fé te salvou”. Poderia ter lhe falado: “teu amor te salvou”. Mas não: Jesus descobriu nesta mulher uma fé autêntica em sua pessoa, toda ela modelada por um grande amor.

Os dois sujeitos coletivos são os comensais e os discípulos (as) que o segue. Os comensais se perguntam surpreendidos quem é Jesus e como se atreve a declarar perdoados os pecados que se cometem contra Deus. Nem Simão, nem os comensais - pelo que parece - são transformados. Não dão o passo para fé, nem para o amor. Por outro lado, há um grupo de mulheres e de varões que seguem Jesus em todos os lugares em que vá. O evangelista Lucas ressalta que eram muitas mulheres que o seguiam e cita expressamente a Maria Madalena, Joana e Susana. Elas compartilham a missão de Jesus junto com os discípulos apóstolos.

A atitude farisaica é educada, aparentemente acolhedora, porém também distante, discriminadora e condenatória. A atitude farisaica cresce na comensalidade. Quando Jesus entra nesse círculo, acaba com o "politicamente correto" e atua de forma explosiva: ela sim, tu não! Esboça o tema do amor, em primeiro lugar; mostra depois em que consiste a verdadeira fé. A pecadora é uma mulher que ama muito, é uma mulher que crê: sua fé a salva. A atitude farisaica não crê o suficiente para salvar-se, nem ama muito.

Nós que nos dedicamos ao “funcionalismo eclesiástico” podemos facilmente cair na atitude farisaica. Receber Jesus em casa, porém sem paixão, sem amor, sem fé. Queremos que Jesus visite nossa casa, esteja em nossa casa, para que bendiga o que fazemos na casa. Porém, Lucas nos diz que “Jesus caminhava de cidade em cidade, de povoado em povoado”, acompanhado por sua comunidade feminina e masculina. Os que se sentem funcionários de uma casa, de uma instituição podem perder o sentido de “caminhar” de “acompanhar”. Eles têm isto muito claro. Vivem uma vida sem aventura. A rotina da função, os impedem de ter um plano de rota. O amor se torna pequeno, acostumado, a fé se debilita.

Hoje na Igreja é difícil deixar que a mulher toque o Corpo de Jesus, lhe de culto, o beije e o unja. Até se esquece que na penúltima Ceia de Betania Jesus deixou que uma mulher ungisse seu corpo para o sepulcro e pediu que se fizesse memória dela. Lucas estabelece no texto do evangelho de hoje a paridade do seguimento entre mulheres e homens e sua implicação na missão. O que justifica o seguimento de Jesus e a implicação em seu ministério e não a diferença de gênero, nem a ausência do pecado; se a mulher era pecadora, também Pedro se confessou pecador ante Jesus; se Jesus confiou a Pedro pastorear suas ovelhas, foi porque o amava e porque ele acreditou no que lhe foi revelado. Não ocorre o mesmo com a mulher que muito amou, portadora de aromas?

O mais sublime na cena é aquilo que a mulher descobriu: a transcendência divina de Jesus. Foi-lhe revelado - embora nós não saibamos como - que Jesus era o Filho de Deus e, por tanto, podia perdoar em nome de Deus. Ela soube que estava pedindo ajuda ao Deus do Perdão. Viu, notou e acariciou Jesus. Jesus se mostrou então mais divino que em outras vezes. Quem é este? Perguntavam-se. Em Jesus apareceu o rosto do Abbá, do Pai do filho pródigo, que se deixa abraçar abraçando.

Igual a Pedro, que depois das três negações, foi reabilitado imediatamente, porque amava; assim também a mulher é reabilitada imediatamente e acolhida no seguimento, porque ama e crê. Provavelmente Davi, após sua enorme falha, viu como o amor a seu Deus se apoderava dele e sua dor o excedia por todas as partes. Seu "miserere" (salmo 50) é expressão de sua dor apaixonada. Por isso, também o profeta Natã lhe expressou a imediata reabilitação: porque sua fé o salvou.

Simão o fariseu pode ter seguidores entre nos: homens ou mulheres quando confiamos demasiadamente na lei (Segunda Leitura). Alguns de nossos estabelecimentos podem converter-se na casa do fariseu, onde somente é acolhido o “eclesiasticamente correto”.

Nosso Deus conhece nossa massa. Sabe que nós somos barro. Porém quer que se ilumine em nós o amor, a compreensão, a acolhido do outro, o agradecimento e a aventura do seguimento. Não é só questão de rogar a Jesus que venha à nossa casa. É questão de deixar nossa casa, para seguir Jesus... e encontrar por ai os sinais do Reino do Abbá que já atuam.

Padre José Cristo Rey Garcia Paredes

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JESUS PERDOA MADALENA

Evangelho (Lucas 7,36-50)

Mais uma passagem ou encontro de Jesus com Madalena. E mais uma vez, o gesto ou atitude de Jesus diante da pecadora, pode levar a alguns incrédulos a pensar como aquele fariseu, que Jesus era muito “bonzinho” com a tal mulher pecadora.

Os fariseus e escribas tinham uma escala de valores muito radical: Seguiam cegamente a Lei, eram fissurados em manter as tradições, tinham grande cuidados para não se contaminar com as impurezas, e, como a maioria das pessoas, era preconceituosos. Uma prostituta para eles, era uma das coisas mais abomináveis desta vida.

Jesus, ao contrário,com suas atitudes demonstrou que o amor é muito mais importante do que a o seguimento e a obediência cega às tradições e a Lei. E Ele não estava nem um pouco preocupado com o que os demais iriam pensar sobre suas atitudes. É que Jesus sendo Deus tinha uma vantagem a mais na frente de seus adversários. Ele percebia os pensamentos das pessoas. E, mais uma vez, Jesus detecta os pensamentos maldosos dos judeus, e os coloca nos seus devidos lugares. As respostas de Jesus sempre “arrasava” com a arrogância dos escribas e dos fariseus.

O fariseu que convidou Jesus para almoçar em sua casa, interpretou com maldade e com malícia, o gesto amoroso de Madalena , uma repugnante pecadora que todos conheciam e que ele pensava que o Mestre nem desconfiava de quão desprezível era aquela pessoa.

Mais Jesus pensava exatamente o contrário. Para Ele, o gesto daquela mulher, foi uma demonstração de puro amor, muito embora, o fariseu a considerasse impura, e de estar acariciando o Mestre com gestos sensuais como era de sua especialidade.

Irmãos. Jesus não estava “amarelando” diante de uma linda mulher de vida “livre”. Jesus sabia o quanto ela havia pecado. As lágrimas daquela pecadora não eram lágrimas de crocodilo, mais sim, lágrimas de arrependimento. Por isso que Jesus a perdoa. “Por isso te digo: seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela tem demonstrado muito amor. ... E disse a ela: Perdoados te são os pecados.”

Jesus. Perdoa-nos também porque somos preconceituosos, discriminadores, arrogantes com os pobres, e principalmente por nos considerar mais importantes que os outros. Amém.

Sal

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Domingo, 13 de junho de 2010

11º Domingo do Tempo Comum

Santo Antônio de Pádua, Presbítero e Doutor da Igreja (Memória).

Outros Santos do Dia: Aquilina da Síria (virgem, mártir), Fandila de Penhamelária (presbítero, abade), Felícula de Roma (virgem, mártir), Fortunato e Luciano (mártires da África), Peregrino de Aquila (bispo, mártir), Ramberto de Bugey (mártir), Trifilo de Chipre (bispo).

Primeira leitura: 2 Samuel 12, 7-10.13
O Senhor perdoou o teu pecado, de modo que não morrerás.
Salmo responsorial: 31, 1-2.5.7.11
Eu confessei, afinal, meu pecado e perdoastes, Senhor, minha falta.
Segunda leitura: Gálatas 2, 16.19-21
A Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim.
Evangelho: Lucas 7, 36 – 8,3
Os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, porque ela mostrou muito amor.

Na primeira leitura, Davi, o rei eleito por Deus, pecou gravemente. Não somente cometeu adultério com Betsabé, esposa de um dos seus generais mais leais, como também mandou matar o esposo enganado. No seu orgulho, colocou-se acima do próprio Deus, ao considerar-se no direito abusivo sobre a vida e a morte em beneficio de seus desejos depravados, menosprezando a realeza divina, única fonte do autêntico direito. Isto merece castigo.

Porém, o rei reconhece seu delito e se manifesta humildemente arrependido. Mostra assim a profundidade de sua fé, real apesar de seu pecado. Por isso Deus o perdoa. Davi ficará para sempre como o exemplo vivo do homem que, superando suas misérias, situou-se na dinâmica divina, e, sem desatender a justiça, aplica a misericórdia e o perdão a quem se arrepende, inclusive de grandes delitos.


Na segunda leitura, Paulo não cessa de combater a mentalidade que empurra o homem, apesar de que, graças às suas boas ações, tem direitos diante de Deus. A religião, fundada sobre a obediência e a lei e sobre um contrato “foi-te dado e tens que retribuir-me” falseia a verdadeira relação com o Senhor.

Este tipo de religião conduziu o judaísmo a rejeitar a mensagem de misericórdia de Jesus, para fechar-se em seu frio esquema de legalidade vazia. A fé transforma radicalmente esta mentalidade e nos abre ao amor divino tal como se mostrou em Jesus.


No evangelho, uma mulher se atreve a quebrar o protocolo de uma refeição cuidadosamente preparada. A arrogante intrometida, não somente infringe as leis da boa educação, como também comete uma infração de tipo religioso: um ser impuro não deve manchar a casa de um homem socialmente puro (fariseu).


Por um momento, Cristo perde sua dignidade de profeta aos olhos de seu anfitrião: “Se este homem fosse profeta, saberia quem é esta mulher que o está tocando, e o que ela é: uma pecadora”. Diante da situação que se apresenta, Jesus utiliza o recurso dos sábios: o método socrático de incluir a conclusão correta a partir de argumentos corretos. Em vez de corrigir a seu anfitrião, convida-o a sair de sua ignorância e reconhecer que o verdadeiro pecador é ele: o fariseu que se acredita puro.


A mulher não enganou ninguém: ela repetiu os gestos do seu oficio; a mesma atitude sensual que teve com seus amantes. Porém, nessa tarde, seus gestos não tem o mesmo sentido. Agora expressam seu respeito e a mudança do seu coração. O perfume, comprado com suas economias, é o preço do seu “pecado”. E, sem dúvida, rompe o vaso (cf. Mc 13,3), para que ninguém possa recuperar nem um pouco do precioso perfume. Uma vez mais, o gesto é fino e elegante


Pode-se tirar daqui duas dimensões da salvação. Por uma parte, aparece a liberdade, própria do amor. Nessa refeição, o fariseu tinha tudo previsto e preparado. Porém, basta que uma mulher, atrevida, impelida por seu coração, entre sem ter sido convidada, e a sobremesa muda completamente. Por outra parte, o episódio revela a libertação oferecida por Jesus.

O Messias proclama com seus atos e palavras que o homem já não está condenado à escravidão da lei e de uma religião alienante. O cristão é um ser libertado com base na fé, feita de amor prático pregado por Jesus: “Tua fé te salvou”.

Na antiguidade, as prostitutas eram consideradas escravas; socialmente não existiam. Contudo, nessa tarde, uma prostituta escuta a palavra de absolvição e de canonização, porque fez um gesto sacramental, expressou sua decisão de mudar de vida. Assim se coloca em sintonia com o evangelho. Que outra coisa pode significar as palavras de Cristo: “Teus pecados estão perdoados?” É o mesmo que dizer: “Maria, és uma santa”.

Missionários Claretianos

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Dia 13 de Junho - Domingo

QUEM AMOU MAIS?

O contraste entre o comportamento do fariseu Simão e o da pecadora anônima ficou evidenciado na censura de Jesus. Durante um banquete em que este homem convidara o Mestre para uma refeição, fez um julgamento errado a respeito dessa mulher. Seguro de sua santidade, o fariseu olhou com desprezo para a pecadora que se pusera a lavar os pés do hóspede Jesus, com suas lágrimas, e a enxugá-los com seus cabelos, beijá-los e ungi-los com óleo perfumado.
O mau juízo de Simão atingiu também a pessoa de Jesus. Se fosse um profeta verdadeiro, saberia que se tratava de uma mulher de má-fama, e recusaria deixar-se tocar por ela. A conivência com o gesto da mulher nivelava-o com ela. Conclusão: Jesus não podia ser o Messias verdadeiro.
A reação do Mestre desmascarou o fariseu. Este, além de pensar mal da mulher e de Jesus, não se comportara como exigiam os bons costumes: não ofereceu ao hóspede água para lavar os pés, nem lhe deu o ósculo de acolhida, como sinal de hospitalidade. Essa mulher, no entanto, fizera tudo isso, com o mais profundo amor e humildade. Enfim, sempre movida por amor, a mulher fizera o papel de verdadeira anfitriã. Ela, sim, havia aberto as portas de sua casa - o coração - para acolher Jesus, e tornou-se digna de participar da salvação oferecida pelo Messias Jesus. O fariseu, porém, ficou de fora!

Prece
Espírito de hospitalidade, abre meu coração para acolher Jesus, e manifestar-lhe toda minha gratidão pelo amor que ele tem por mim.

( Pe. Jaldemir Vitório)

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11º Domingo do Tempo Comum - C

“Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo: tende compaixão de mim e atendei-me; vós sois meu protetor: não me deixeis; não me abandoneis, ó Deus, meu Salvador!” (cf. Sl. 26,7.9)

Meus queridos Irmãos,

O amor de Deus supera os nossos pecados. Mas isso somente acontecerá se a nossa fé for a mesma de Jesus Cristo que nos leva a agir como ele agiu. Perdão e amor andam de mãos dadas.

A Primeira Leitura de hoje(cf. 2Sm 12,7-10.13) nos apresenta a contrição de Davi. O profeta Natã é o porta-voz, “boca” de Deus, voz da consciência para o rei Davi, quando denuncia seu homicídio e adultério. Davi desprezou o mandamento de Deus, mas aceita a denúncia do profeta, reconhece seu crime e entrega-se ao juízo de Deus. Por isso, Deus mostra compaixão.

A Segunda Leitura(cf. Gl 2,16.19-21) nos apresenta se as obras da Lei justificam, Cristo morreu em vão. Paulo tem que polemizar com a tendência de “judaizar” os cristãos da Galácia, que com o judaísmo nada tem a ver. Vai ao essencial: “O que torna o homem justo diante de Deus?” Os judaizaintes acham que é observar somente a Lei. Claro que a moralidade tem seu valor; Deus a deseja. Mas, de per si, ela não pode “forçar” Deus, pois sempre lhe ficamos devendo infinitamente. O que nos torna justos é a graça de Deus; sem ela, as obras não servem para nada. E esta graça manifesta-se no maior gesto de amor e perdão pensável:a vida de Cristo dada por nós. Devemos crer nesse amor.

Caros fiéis,

Ao refletirmos sobre o Evangelho de hoje(cf. Lc 7,36-8,3 ou 7,36-50), vem uma pergunte a nossa mente: o que foi primeiro, o amor ou o perdão? Jesus nos diz que: “Tem-lhe sido perdoados seus muitos pecados, porque muito amou”, e: “Tem sido perdoados teus pecados... tua fé te salvou”(cf. Lc 7,47-50). Será que os pecados foram perdoados porque mostrou muito amor, ou o contrário? A narração não permite distinguir claramente, mas também não importa, pois o mistério do perdão é que se trata de um encontro entre o homem contrito e Deus que deseja reconciliação. A contrição é o amor que busca perdão e o perdão é a resposta de Deus a este amor. A contrição é o amor do pecador, que se encontra com o amor de Deus, que é perdão, reconciliação, misericórdia.

Irmãos e Irmãs,

Jesus era acusado de comer com os pecadores. Hoje encontramos Jesus na casa de um fariseu, e, pelo jeito, não muito à vontade, porque o fariseu, ainda que o tivesse convidado, o tratara sem muita cortesia. Embora visse em Jesus um possível profeta o convidara pela fama que tinha, o tratara rudemente, talvez para não se macular legalmente, caso Jesus não se comportasse como observante das leis judaicas, e não ser criticado pelos seus colegas fariseus.

Como era o costume de receber uma visita no tempo de Jesus? O anfitrião recebia o seu convidado na porta. Ali colocava as mãos nos ombros do visitante e lhe beijava a face. Depois chamava um servo para lavar com água fria os pés da visita e lhe oferecia uma bacia com água limpa e fresca para banhar o rosto e as mãos, antes de seguirem para a mesa. E, mais, o dono da casa deveria oferecer umas gotas de bálsamo ao recém-chegado do pó da estrada e do sol causticante. Nada disse o fariseu fez para Jesus.

Era contra os costumes de então uma prostituta presenciar o banquete, ainda mais na casa de um fariseu. Então significa que o fariseu já conhecia a prostituta. Quem sabe o véu, que costumeiramente cobria o rosto e a cabeça das mulheres, tenha disfarçado a prostituta. Jesus veio estar com o fariseu, veio tomar refeição em sua casa. Para o fariseu, o Cristo era um profeta. Mas o fariseu ficou na exterioridade, num formalismo que não envolvia a consciência, mudança de vida, e a conseqüente aceitação de Jesus como Mestre e Senhor. Em vez de olhar seu próprio interior e retirar a trave que lhe cegava os olhos, pensou mal de Jesus que se deixava tocar por uma pecadora.

A mulher que já deveria ter visto Jesus antes, escutando o seu ensinamento e o seu Evangelho fez o firme propósito de abandonar a devassidão e o pecado. Sabendo que Jesus estava na casa do fariseu foi ao seu encontro. Levando o perfume a prostituta foi com uma missão determinada: demonstrar gratidão a Jesus reconhecê-lo em público como profeta e declarar-se arrependida do seu passado e de seus pecados.

Meus queridos Irmãos,

O fariseu procurou a vaidade da companhia de um homem famoso, profeta de Deus, que poderia vir a ser uma pessoa importante. A mulher humilhou-se, porque sabia quais seriam os pensamentos e olhares dos convidados. A mulher, mais do que isso enfrentou o desprezo, tirando o véu, que lhe cobria a cabeça, para que a cabeleira servisse de toalha para os pés de Jesus.

O fariseu julgava-se justo e sinceramente não era. A mulher, por sua parte, reconhecia-se pecadora e procurava o perdão de seus pecados.

O fariseu oferecia um jantar à vista de todos, para que todos comentassem na vila. A mulher derramava lágrimas de arrependimentos pelos seus muitos pecados.

O fariseu se chamava Simão, e, portanto, tinha honra. A mulher era anônima, sendo apenas conhecida de profissão duvidosa, ou seja, prostituta, considerada indigna pelos homens, exceto por Jesus que a acolheu e perdoou os seus pecados.

Jesus fez a opção pela mulher pecada no momento em que disse que a mulher muito amara, enquanto o amor do fariseu era escasso. Não que o fariseu devesse cometer muitos pecados para receber um grosso perdão como a mulher. Mas porque o fariseu não soube reconhecer seu pecado de orgulho e prepotência diante de Jesus, apesar de sabê-lo profeta.

O cenário do ocorrido era uma refeição: para receber o perdão era necessário o arrependimento dos pecados, a confissão dos pecados e uma entrega confiante aos pés do Senhor. Não importava a quantidade e o peso dos pecados, o importante é o gesto e a qualidade do amor, que é caridade e arrependimento.

Irmãos e Irmãs,

Jesus olha para a mulher quando fala com o fariseu Simão para que o fariseu Simão desse atenção à mulher, com o olhar de Jesus para a mulher, que era um olhar de perdão, de compreensão, de ternura e de amor. O fariseu, ao contrário, olhava para a mulher com julgamento e condenação como a maioria das pessoas que fazem retratos falados dos outros, voluntariamente.

Jesus olha para a mulher e a contempla arrependida. Já o fariseu vê uma mulher airada.

O fariseu, ao ver a mulher tocar em Jesus, o vê como pecador. Jesus veio nos ensinar que Deus é pai de todos, faz nascer o sol para bons e maus e chover sobre justos e injustos. Deus é o contrário do pecado, mas o pecador é sua imagem e semelhança. Mais uma vez Jesus afirmara que viera ao mundo com a missão de curar os pecadores para que nenhum deles se perca. O fariseu representa o modo de pensar pelos homens que não se apaixonam pela pedagogia de Jesus que é o perdão sempre e o amor incondicional, sem limites.

Meus queridos Irmãos,

A graça do perdão desperta a gratidão. A gratidão, a retribuição. A vida crista consiste em retribuir o amor de Deus, que se manifesta no perdão em Cristo Jesus, com amor. Amor que se manifesta na paz, na alegria e no doce e gratuito serviço aos irmãos, especialmente aos mais excluídos. Amém!

Por: Padre Wagner Augusto Portugal

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FIM DOS COMENTÁRIOS SOBRE A SANTÍSSIMA TRINDADE.