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sexta-feira, 30 de março de 2012

Homilia do Pe. Françoá Costa


Homilia do Pe. Françoá Costa –V Domingo da Quaresma – Ano B
Atração da Cruz
Aproximam-se aqueles dias intensos nos quais celebraremos o mistério da nossa salvação. No próximo domingo, a Igreja tornará a vivenciar a entrada de Cristo em Jerusalém e viverá a partir de então, e com muita intensidade, aqueles dias tão fortes da Semana Santa e do Tríduo Sacro. Tão perto de tão grandes acontecimentos, é maravilhoso poder escutar essas palavras de Jesus na Missa de hoje: “E quando eu for levantado da terra atrairei todos os homens a mim” (Jo 12,33).
Contemplamos Jesus levantado na cruz estendendo-se rumo a todos os pontos cardeais, mostrando-se como aquele servo que aparece na profecia de Isaias e que é feito “luz das nações, para propagar minha salvação até os confins do mundo” (Is 49,6). A cruz do Senhor atrai. Já disse e tornarei a repetir: erram todos aqueles cristãos que querem tirar a cruz do cristianismo, equivocam-se todos aqueles que querem apresentar um cristianismo light, sem exigências, a gosto do “cliente”. Certas comunidades, ditas cristãs, ao parecer muito interessadas no dinheiro dos “fregueses”, retalham a doutrina de Cristo e apresentam somente aquelas coisas que são consideradas agradáveis às pessoas atualmente.
Odo Casel (1886-1948), no seu livro Mysterium des Kreuzes (O mistério da Cruz) apresenta-nos de maneira magistral a verdade conhecida de que Cruz e o Mistério de Deus encontram-se intimamente unidos. A Cruz é reveladora tanto da grandeza de Deus quanto da feiura do pecado. Depois dessa consideração, Casel nos mostra o Mistério da Cruz em relação com o Mistério da Igreja, Corpo de Cristo que nasceu do seu Sangue Preciosíssimo na Cruz. Casel chama a Igreja de concorporea Christi, concorpórea de Cristo. A graça chega até nós através do Mistério da Cruz, motivo suficiente para que amemos a Santa Cruz. No seguimento do Crucificado, o cristão vive no Pneuma, no Espírito Santo, e não na carne. Aquele que renasceu “da água e do Espírito” (Jo 3,5) sabe que ad altiora natus est, nasceu para as realidades superiores. Para conseguir chegar até lá tem que lutar e mortificar-se naquilo que tem de carnal.
O nosso autor observa que nas culturas antigas, as árvores – especialmente os cedros – eram divinizadas. A Sagrada Escritura repugna essa visão divinizadora de árvores. Há três árvores na Bíblia muito importantes: a da vida – que segundo a vontade de Deus, o homem deveria comer os seus frutos e viver –; a da ciência do bem e do mal – da qual o homem comeu, instigado pelo demônio, preferindo um conhecimento fora da submissão e, por tanto, longe de Deus –; finalmente, a árvore da Cruz, que foi colocada na fronteira entre a morte e a vida, entre o mundo pecador e o “mundo” de Deus. Através da árvore da Cruz se pode ter acesso à árvore da vida que está no Paraíso. O ser humano, depois de ter sido expulso do Paraíso, não teve mais acesso à árvore da vida; Deus “colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gn 3,24). A árvore da Cruz e árvore da Vida, para alguns Padres da Igreja, se identificam: Crux Christi est lignum vitae, a cruz de Cristo é o lenho da vida (S.Atanasio Sinaíta). A Cruz aparece como condição necessária para aceder à árvore da vida e graças à satisfação que Cristo ofereceu ao Pai, podemos aceder novamente à árvore da vida.
Nós buscamos a árvore da vida, mas às vezes, ao buscá-la de maneira equivocada, podemos acabar dançando ao redor da árvore da morte, que é um ídolo. O ser humano quer encontrar a felicidade nas coisas imediatas, aqui e agora, e não busca a árvore que está na fronteira e que dá acesso à árvore da vida. Temos que aplicar diariamente à nossa vida a contemplação que fizermos sobre o mistério da Cruz, ou seja, carregar a nossa Cruz a través da obediência e do amor.
A cruz de Cristo atraiu cada um de nós e continuará atraindo, também através da vida santa de cristãos bem dispostos a servir a Deus em todos os momentos e a todos os seres humanos por amor a Deus. Isso acontecerá se a nossa vida estiver selada pela santa Cruz, que aponta e traz em si o mistério da Ressurreição do Senhor. Tudo isso custará sacrifício, mas… O que foi a entrega de Cristo na cruz senão uma oferta, um dom sagrado (sacrifício), ao Pai no Espírito?
Pe. Françoá Costa

quinta-feira, 29 de março de 2012

“HOSANA NO MAIS ALTO DOS CÉUS”! - Olívia Coutinho




01 de Abril de 2012 – Domingo de ramos.

Evangelho - Mt 11,1-10


Iniciamos hoje a semana Santa!
Para nós cristãos, a semana Santa é um tempo forte, em que estaremos reunidos em comunidade, para contemplarmos  os últimos  passos de Jesus a caminho da cruz e principalmente, para celebrarmos  a vida que a morte não venceu! 
A liturgia nos faz entrar no mistério do amor do Pai, nos prepara  para vivermos de maneira intensa, livre e amorosa, o momento mais importante do ano litúrgico: A PÁSCOA DO SENHOR JESUS!
Aprendemos muito durante a nossa caminhada quaresmal, mas ainda há muito que aprender, pois temos uma missão muito importante: fazer chegar a tantos corações sombrios, a luz do Cristo Ressuscitado.
O caminho que percorremos nos aproximou mais do amor, da bondade de Deus, nos trouxe a certeza de que temos tudo para sermos  felizes: um Deus que nos ama, que não desiste de nós, que entregou seu Filho para pagar o preço do nosso resgate!
Não pensemos que foi fácil para Jesus, passar por tamanho sofrimento, pois Ele, assim como nós, não era isento das dores físicas e nem das dores da alma!
A entrada festiva de Jesus em Jerusalém marca o início de seu calvário.
Jesus é aclamado pelo povo oprimido, sem voz e sem vez e para se identificar com eles, entra em Jerusalém montado num jumentinho, instrumento de trabalho dos pobres!
A entrada triunfal de Jesus  em Jerusalém foi uma maneira forte de proclamar a chegada do Messias, o Rei tão esperado pelos pequenos!
“As multidões que iam à frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao filho de Davi”! “Bendito o que vem em nome do Senhor”! Hosana no mais alto dos céus”! Tamanha aclamação, provocou  ira nos seus adversários que sentindo ameaçados de perder os seus  tronos,  apressaram em dar fim na pessoa de Jesus, usando como sempre a força política e religiosa, como mecanismo de morte.
Nas celebrações da semana santa, nós nos comovemos diante das encenações da Paixão e morte de Jesus, achamos uma injustiça o que fizeram com Ele, mas será que nós, não continuamos de alguma forma, fazendo o mesmo com Jesus na pessoa do nosso irmão? Será que hoje, nós também não estamos crucificando-O no nosso dia a dia, com as nossas atitudes?
Não podemos esquecer  de que toda vez que não praticamos a justiça, a solidariedade, que negamos ajuda ao nosso irmão, estamos também crucificando Jesus! E ao contrário, todo vez que praticamos a justiça, que promovemos o nosso irmão, estamos ressuscitando-O!
Rasguemos, pois, as vestes do “homem” velho, para revestirmos do “homem” novo, que aprendeu com Jesus a partilhar a vida, a ser vida para o outro, para que  assim, possamos  desde já, vivenciar o grande sentido da páscoa: Passagem... Vida nova... Renovação...
Celebrar a Páscoa é celebrar a vida, é resgatar valores hoje tão esquecidos, como a fidelidade, a defesa da vida, o respeito humano...
Como verdadeiros seguidores do Cristo Vivo, que caminha no meio de nós, devemos estar sempre disposto a enfrentar toda e qualquer situação de perigo, para levar em frente a nossa missão de portadores e anunciadores do amor, pois uma  certeza carregaremos conosco: Jamais estaremos sozinhos, se temos um Deus que é Pai, que nunca abandona um filho seu!
 Precisamos entrar na dinâmica do Reino, carregar a bandeira do Cristo vivo, pois Ele deixou para cada um de nós, uma importante missão: dar continuidade a sua missão aqui na terra.
Quiseram eliminar aquele que acolheu os pobres, os abandonados, que defendeu a vida, mas não conseguiram, pois a vida vence quando se diz "SIM", ao amor!
Contemplando os últimos passos de Jesus, chegaremos a ressurreição!

FIQUE NA PAZ DE CRISTO!- Olívia

terça-feira, 27 de março de 2012

Comentários-Prof.Fernando


Comentários-Prof.Fernando(*) - dom.RAMOS01abril2012 – reanimar os abatidos
RESUMO DAS LEITURAS
1ª leit.:Is 50,4-7 para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida. Ele me desperta e abre meu ouvido para prestar atenção como um discípulo. Não lhe resisti nem voltei atrás. Não desviei o rosto de bofetões e cusparadas       Salmo:Sl 22 Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
2ª leit.:Fl 2,6-11 esvaziou-se a si mesmo humilhou-se a si mesmo fazendo-se obediente até a morte. Deus o exaltou acima de tudo. Evang.:Mc 14,1-15,47 [Paixão de N.S. Jesus Cristo segundo Marcos ]

Exaltação e morte
·         O domingo de Ramos coloca-nos diante de um duplo movimento: Jesus é aclamado como um Rei, mas a Semana Santa começa com a leitura da paixão e morte desse rei.
·         Ao conquistar uma cidade, nela os reis costumavam entrar a cavalo, sob aplausos de seu exército e dos novos súditos. Na 2ªGuerra mundial também o exército nazista desfilou pelas ruas de Paris com seus carros e seus batalhões.
·         Ao montar um jumentinho, porém, Jesus substituiu o simbolismo da dominação porque o cavalo – ao contrário do jumento – é um animal de guerra. A vinda de um Messias para restaurar o reino de Davi era uma idéia muito forte no tempo de Jesus. E todo mundo queria expulsar os romanos invasores. Também por isso, saudaram festivamente a entrada de Jesus na Cidade Santa. A expressão hebraica “baruk habá” até hoje em Israel é uma saudação de “Boas-vindas” (ao pé da letra= “Bendito quem vem”). “Hosana” corresponde ao nosso grito de “Viva” (ao pé da letra= “por favor, salva-nos [meu Deus]”).
Morte e exaltação
·         O hino paulino na carta aos Filipenses é resumo desse duplo movimento hoje celebrado: exaltação e morte, na liturgia; humilhação e glorificação, na vida real de Jesus. As aparências enganam. O humilde rabino da Galiléia montado num burrico, na verdade é a Palavra eterna de Deus que veio morar entre nós. O Filho de Deus “se esvaziou” (tradução literal do texto) e ”humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz”.
·         Esse texto e o de Isaías, além da Paixão segundo Marcos, retomam o tema da semana passada sobre a “Obediência”. Já consideramos anteriormente que o sentido bíblico é: o estar atento à Palavra do próprio Deus. Eis uma chave de leitura para a Semana Santa: a Redenção conquistada por Cristo deve-se à sua fé para aceitar a sua missão; assim ele cumpria a vontade do Pai “Eu lhes transmiti as palavras que tu me confiaste e eles as receberam e reconheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste.” (João 17,8).
·         Isaías 50,4, na tradução ao pé da letra: “ele despertou-me [minha orelha] para escutar como discípulo”, ou seja, me tornou atento e vigilante para poder aprender (ser discípulo) ou - numa palavra – “obedecer”. Em Filipenses 2 o texto grego diz que o Cristo “se humilhou, fazendo-se obediente”. Obediente (da mesma raiz do verbo “obedecer”) ao pé é “ouvinte, receptor, ouvidor”. Também em português o verbo “obedeço” (originado do latim “ob-audio” – grego “hyp-akoúo”) quer dizer “eu escutei e acreditei no que ouvi”. A expressão “dar ouvidos” ou “atender à orientação” como, por exemplo, na frase: “a criança educada deu ouvidos ao ensinamento dos pais.
Aplausos ou solidariedade
·         Gostaríamos de uma religião que não tivesse Semana Santa mais só procissão de Ramos com multidões em cantos e hosanas. Mas busquemos na oração o entendimento de toda a Semana, de Ramos, Ceia e 6ª.feira até o domingo da Ressurreição.
·         Abrindo os ouvidos para Isaías, Paulo, Marcos (sobretudo para o exemplo de vida de Jesus de Nazaré e seu “Reino” diferente) pedimos a graça de falar como discípulos para dar alento aos desanimados e de suportar até tapas ou insultos. Ou de saber gastar tempo em vigílias sem abandonar os que passam (com Jesus no Horto) pela angústia e pavor. Com Jesus abandonado, que tenhamos coragem também de gritar às vezes o mesmo clamor que foi o dele: ”Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”
·         A qualquer momento podemos começar a “ser aprendizes”: o primeiro que prestou atenção à “semana santa” (antes mesmo da Ressurreição) foi um invasor estrangeiro ( o centurião romano): “Na verdade, esse homem era o Filho de Deus”.

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(*) Prof.filos./pedag./teol. (USU e PUC) mestre (educação/ teologia/ t.moral) fesomor2@gmail.com :adm.univers./ consultoria

Comentário de Jorge Lorente


Evangelhos Dominicais Comentados

01/abril/2012  --  Domingo de Ramos

Evangelho: (Mc 11,1-10)


O Domingo de Ramos é o dia que nos introduz na Semana da Paixão do Senhor. A Liturgia de hoje nos oferece dois evangelhos de Marcos; um para a bênção dos ramos e outro para a Liturgia da Palavra. Para nossa meditação, vamos nos ater ao evangelho da bênção dos ramos (Mc 11,1-10) que relata a entrada triunfal de Jesus em Belém.

Ao entrar em Jerusalém, Jesus é aclamado Rei. No entanto, Jesus é um Rei diferente. Ao contrário dos outros reis que andavam em carros de guerra, Jesus é um Rei manso, humilde e pacífico.

Um Rei capaz de lavar os pés de seus súditos, sem perder sua majestade. Jesus faz justiça devolvendo vida ao povo. E o povo o reconhece como seu Rei, seu Salvador. Por isso, estende seus mantos à sua passagem.

Certamente, enquanto o povo gritava Hosana! “Salva-nos!” os poderosos ficaram preocupados e agitados. A presença de Jesus sempre preocupa e é uma ameaça para aqueles que vivem às custas do suor do povo. A simples presença de Jesus já é um bom motivo para sonharmos com a liberdade.

A Campanha da Fraternidade deste ano nos impulsiona a lutar incansavelmente para que a saúde se difunda sobre a terra. O direito à saúde não pode ser negado a ninguém e, muito menos, deve ser privilégio dos mais abastados. 

Como sempre, a Campanha da Fraternidade aborda um tema atual e está em sintonia com os planos de Deus. Jesus sempre pregou igualdade, fraternidade, justiça e deixou transparecer sua grande preocupação para com os doentes. Jesus nos convida a segui-lo e por em prática suas Palavras Quer ver-nos próximos do doente, do pobre e do marginalizado.

No entanto, as atividades libertadoras realizadas por Jesus, desafiam o poder opressor. A vinda do Rei-pobre exige muito de seus seguidores. Exige uma definição, ou o recusamos ou o aceitamos, não existe meio termo. Esse é o grande desafio para o cristão. Ficar com o verdadeiro ou com o falso. Ficar com o antigo ou aceitar a Nova Aliança.

Para ficar do lado de Jesus é preciso abrir mão do poder e assumir o serviço. É uma decisão difícil, que nos coloca numa posição incômoda. Não é fácil aceitar o convite do Salvador. Sua proposta de mudança é radical. Se trouxermos para os nossos dias, significa abrir mão dos grandes lucros e pensar com mais seriedade nos idosos, doentes, aposentados e desempregados.

O Rei é justo e exige preocupação com os dependentes químicos, com os enfermos e com os preços abusivos dos remédios. São mudanças que exigem desprendimento e renúncia; exigem solidariedade e amor ao próximo.

Paz é muito mais do que ausência de guerra. Por tudo isso, temos que ser fortes e assumir de verdade, para não permitir que se repita a mesma cena de dois mil anos atrás. É bom lembrar que os mesmos que exaltaram Jesus, também o condenaram. Exaltar Jesus é aderir ao seu Projeto.

Aderir ao Cristo significa mudar. Quem não muda e não assume o compromisso batismal, é como aquele que hoje estende o seu manto e grita “Hosanas!” e que, em menos de uma semana depois, se posiciona no meio da multidão para gritar: “Crucifica-o! Crucifica-o!”

Jesus espera ouvir-nos gritando Hosanas e apresentando-o ao mundo! Todos precisam conhecer o Verdadeiro Rei, conhecer a Boa Nova da sua presença entre nós. É hora de reconhecer o Rei na pessoa dos pequenos e sofredores. Jesus nos convoca a fazer parte de seu exército na luta contra os que fazem da morte o seu meio de vida.

O convite está feito. Recusar ou aceitá-lo é uma questão de livre escolha.

(1785)                   

segunda-feira, 26 de março de 2012

LEITURA DO DOMINGO DE RAMOS



LEITURA: Marcos 15, 1-39
Logo pela manhã se reuniram os sumos sacerdotes com os anciãos, os escribas e com todo o conselho. E tendo amarrado Jesus, levaram-no e entregaram-no a Pilatos.
Este lhe perguntou: És tu o rei dos judeus? Ele lhe respondeu: Sim.
Os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas.
Pilatos perguntou-lhe outra vez: Nada respondes? Vê de quantos delitos te acusam!
Mas Jesus nada mais respondeu, de modo que Pilatos ficou admirado.
Ora, costumava ele soltar-lhes em cada festa qualquer dos presos que pedissem.
Havia na prisão um, chamado Barrabás, que fora preso com seus cúmplices, o qual na sedição perpetrara um homicídio.
O povo que tinha subido começou a pedir-lhe aquilo que sempre lhes costumava conceder.
Pilatos respondeu-lhes: Quereis que vos solte o rei dos judeus?
(Porque sabia que os sumos sacerdotes o haviam entregue por inveja.)
Mas os pontífices instigaram o povo para que pedissem de preferência que lhes soltasse Barrabás.
Pilatos falou-lhes outra vez: E que quereis que eu faça daquele a quem chamais o rei dos judeus?
Eles tornaram a gritar: Crucifica-o!
Pilatos replicou: Mas que mal fez ele? Eles clamavam mais ainda: Crucifica-o!
Querendo Pilatos satisfazer o povo, soltou-lhes Barrabás e entregou Jesus, depois de açoitado, para que fosse crucificado.
Os soldados conduziram-no ao interior do pátio, isto é, ao pretório, onde convocaram toda a coorte.
Vestiram Jesus de púrpura, teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na sua cabeça.
E começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus!
Davam-lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e punham-se de joelhos como para homenageá-lo.
Depois de terem escarnecido dele, tiraram-lhe a púrpura, deram-lhe de novo as vestes e conduziram-no fora para o crucificar.
Passava por ali certo homem de Cirene, chamado Simão, que vinha do campo, pai de Alexandre e de Rufo, e obrigaram-no a que lhe levasse a cruz.
Conduziram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer lugar do crânio.
Deram-lhe de beber vinho misturado com mirra, mas ele não o aceitou.
Depois de o terem crucificado, repartiram as suas vestes, tirando a sorte sobre elas, para ver o que tocaria a cada um.
Era a hora terceira quando o crucificaram.
A inscrição que motivava a sua condenação dizia: O rei dos judeus.
Crucificaram com ele dois bandidos: um à sua direita e outro à esquerda.
[Cumpriu-se assim a passagem da Escritura que diz: Ele foi contado entre os malfeitores (Is 53,12).]
Os que iam passando injuriavam-no e abanavam a cabeça, dizendo: Olá! Tu que destróis o templo e o reedificas em três dias,
salva-te a ti mesmo! Desce da cruz!
Desta maneira, escarneciam dele também os sumos sacerdotes e os escribas, dizendo uns para os outros: Salvou a outros e a si mesmo não pode salvar!
Que o Cristo, rei de Israel, desça agora da cruz, para que vejamos e creiamos! Também os que haviam sido crucificados com ele o insultavam.
Desde a hora sexta até a hora nona, houve trevas por toda a terra.
E à hora nona Jesus bradou em alta voz: Elói, Elói, lammá sabactáni?, que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?
Ouvindo isto, alguns dos circunstantes diziam: Ele chama por Elias!
Um deles correu e ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a na ponta de uma vara, deu-lho para beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo.
Jesus deu um grande brado e expirou.
O véu do templo rasgou-se então de alto a baixo em duas partes.
O centurião que estava diante de Jesus, ao ver que ele tinha expirado assim, disse: Este homem era realmente o Filho de Deus.

LITURGIA DA SEMANA SANTA - Lincoln




A Páscoa corrige curso da História


Por Lincoln Spada
A Páscoa é o acontecimento mais importante de toda a História, que é a ressurreição de Jesus. Essa é a primeira afirmação dada pelo vigário paroquial da comunidade Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, em Santos, Padre Fernando Gross. Em sua sala, na manhã de ontem, ele calmamente fala que “esse acontecimento no fundo corrigiu o curso da História, Jesus nos deu vida nova.”
Para o cristianismo, a cruz é a prova de amor incondicional de Jesus pela humanidade. Do latim, quem se apaixona é aquele que sofre com o próximo. Por isso, os fiéis celebram na Semana Santa a Paixão de Cristo. A representação de Jesus como Cordeiro de Deus surge com o simbolismo judaico. O animal imolado significa a absolvição dos pecados de seu dono. Segundo o padre, “pelo sangue de Jesus, nós fomos preservados da morte eterna”. Gross lembra que a Páscoa já existe antes da ressurreição de Jesus, mas representa a passagem de Moisés e seu povo pelo Mar Vermelho. A Páscoa cristã traz novo sentido a Páscoa judaica.
A Semana Santa é a semana maior da liturgia católica. Ela começa no Domingo de Ramos, que relembra a entrada de Jesus em Jerusalém como o messias da paz. Na quinta-feira, começa o Tríduo Pascal, que faz memória de Cristo crucificado, sepultado e ressuscitado. Nesse dia, a solenidade comemora o lava-pés e a instituição da Eucaristia. É quando Jesus renova o sentido do alimento pascal. Segundo a tradição, na Ceia do Senhor, o pão ázimo – feito de água e farinha – e o vinho se tornam corpo e sangue de Deus Filho.
Salmos são entoados por católicos em vigílias diante do Santíssimo. A adoração remete à oração noturna de Jesus no Horto das Oliveiras. O ato de beijar os pés da imagem de Jesus na cruz, rezar o terço na procissão e fazer a Via Sacra são símbolos de devoção e carinho popular pelo Filho de Deus. Para o presbítero, esses sinais “nos ajudam a ser pessoas pascais”.
Entre a sexta e o sábado santo, a Igreja faz menção no verso do Credo Apostólico: desceu a mansão dos mortos. Por isso, há a benção do Círio Pascal no átrio. E as velas se acendem e a luz avança por toda a assembléia no templo. Os católicos também renovam as promessas batismais. Há trechos fundamentais do Primeiro Testamento lidos na missa de sábado: a criação do universo, o sacrifício de Abraão e a primeira Páscoa. Depois, o padre ou o diácono lê o evangelho sobre a s mulheres vendo o sepulcro vazio. No dia seguinte, a leitura principal é quando dois apóstolos reparam que Jesus reviveu.
Paramentos – Na quinta-feira santa, os coroinhas lhe tiram a casula e a estola. Com um pano amarrado na cintura, o presbítero costuma lavar e beijar os pés de doze crianças. A coordenadora paroquial de Catequese Infantil, Mirian de Lourdes Lopes Costa, revela que as crianças já foram escolhidas e ensaiadas. Cada uma vestirá sandálias franciscanas e túnica colorida de cetim no instante que interpretação os apóstolos de Jesus.
Os liturgistas também devem usar roupas específicas durante a Semana Santa: camisa branca e calça escura. Seguindo a cor litúrgica, eles vestem camisas vermelhas na Celebração da Paixão. O sacristão Antonio Luiz de Andrade comenta que o incenso estará presente nas missas da Semana Santa.
Músicas – Anotando novas notas na pauta, Mildred Daisy Miguel de Souza ensaia o coral infanto-juvenil da Pompéia para a celebração de Páscoa. Com a mão esquerda em cima da mesa do teclado, Mildred explica as músicas características de cada rito da semana que virá.
A partir do Domingo de Ramos, a assembléia volta a cantar glórias e aleluias. E há procissão de ramos, “quando os fiéis saúdam Jesus como rei”, ela afirma. Na tarde de sexta-feira, a celebração evita os hinos. Só o canto de aclamação ao Evangelho e o de comunhão compõem o ritual do dia.
O destaque do sábado à noite é o “Exulta-te”, momento que o presbítero ou diácono entoa a narrativa das alianças de Deus com os homens. Esse rito antecede as leituras bíblicas. Mildred diz que “também existe a ladainha, que é a oração dos fiéis para que os santos peçam a intercessão de Jesus para a sua salvação”. Repete-se a ladainha do Domingo de Páscoa. E acrescenta-se a “Sequência” antes da proclamação do evangelho. Trata-se de um canto que conta sobre os fatos relembrados na Semana Santa.
Abraços, Lincoln Spada.

PREPARANDO PARA A PÁSCOA



O sentido da páscoa
Para o mundo de hoje, para a maioria das pessoas, a palavra Páscoa lembra apenas ovos de chocolate, um bom descanso na sexta-feira santa, e, quando muito, um almoço em família no domingo. Isso porque o comércio transformou a festa da ressurreição de Jesus, em uma oportunidade de se ganhar dinheiro.
O significado original da palavra Páscoa era a passagem do Mar Vermelho, a libertação da escravidão do povo de Deus. Depois de Cristo a Páscoa passou a significar a passagem da morte para a vida, com a sua ressurreição.
Para nós hoje, a Páscoa também significa a passagem da morte para a vida. A passagem do pecado para a vida da graça, ou o estado de graça.
Sendo assim, que tal agora se preparar para fazer uma boa e santa confissão? Preparar-se para voltar a vida, preparar-se para ressuscitar com Cristo?
Esta preparação deve começar pela verificação de nosso interior, e consiste em fazer um EXAME DE NOSSA COSCIÊNCIA para avaliar os danos causados à nossa alma pelos nossos pecados cometidos. Dessa forma, façamos uma observação à luz dos ensinamentos de Cristo, sobre os seguintes itens:
Ódio – Eu tenho tido ódio das pessoas? Tenho tido vontade de me vingar das injustiças que me fazem? Fico geralmente com raiva daqueles que me incomodam, me contrariam, me fazem qualquer tipo de mal?
Inveja – Tenho tido inveja da beleza de outra pessoa? Da sua riqueza? Do seu emprego, do seu salário, da sua posição social, da sua sabedoria que é maior do que a minha? Do seu jeito de ser descontraída, alegre, extrovertida? Etc?
Gula – Tenho comido mais do que o meu organismo necessita? Não vejo a hora de sentar-me à mesa e bater um bom prato? Eu como para viver ou vivo para comer? Lembre-se que “Nem só de pão vive o homem e a mulher” . Mas da palavra de Deus...
Maledicência – Eu vivo fofocando, falando mal dos outros, com a desculpa de que estou zelando pelo bem da comunidade? Eu sou daqueles que ao perceber que alguém é mais talentoso de que eu, fico colocando defeito nele?
Mentira – Tenho mentido? As minhas mentiras têm prejudicado alguma pessoa? Não tenho combatido o meu hábito de mentir? Uma dica: se você é um mentiroso(a), escreva romances, dramas e aventuras. Experimente. Pois você é bom em inventar estórias!
Egoísmo – Tenho sido egoísta? Eu só penso em mim? Só defendo os meus direitos? É sempre eu, nada mais do que eu? Tudo por mim, nada fora de mim, nada contra mim? Não tenho pensado nos outros? Em suas necessidades? Não tenho o bom hábito de ouvir o que o outro tem a dizer? Falo em cima delas? Quero sempre mostrar que eu tenho a razão, que só eu estou certo? Etc.
Orgulho – eu sou daqueles que anda com o nariz para cima, não ligo para ninguém, e acho que eu sou o tal, que sou melhor que todos, que nunca vou precisar de nenhum deles, sempre acho que eu sou o máximo? Com o meu orgulho tenho humilhado as pessoas? Tenho ofendido as pessoas, magoando-as com o meu orgulho? Tenho faltado com a caridade desde o trato com as pessoas até o ato de ajudá-las? Tenho me compadecido do sofrimento dos outros? Tenho dado esmola? (cuidado com esse item! Lembre-se: Tive fome e não me destes de comer...)
Vaidade – Olhando o dicionário, podemos ver que a vaidade (chamada também de orgulho ou soberba) é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas, e para tal se enfeitam, se embelezam ou se arrumam de forma exagerada, criando uma bela imagem pessoal para se exibir ou se mostrar aos outros, com o objetivo de ser admirada.
Uma pessoa vaidosa pode ser gananciosa, por querer obter algo valioso, mas é só para causarinveja aos outros. Um ser humano invejoso, por sua vez, identifica com bastante facilidade um ser humano vaidoso, pois os dois vícios se complementam, e um é objeto do outro.
Então está aí, porque a vaidade é um pecado, muito embora, dependendo da dosagem ou das circunstâncias,tenha bastante atenuantes, e portanto poderá ser uma pecado venial, ou leve.
Sendo assim, eu me pergunto até que ponto eu tenho sido vaidoso, vaidosa? Até que ponto a minha vaidade tem menosprezado os demais?
Vícios – Eu tenho algum tipo de vício? Ele é exagerado? O meu vício prejudica o próximo de algum modo? Eu tenho combatido o meu vício? Já conversei com o sacerdote sobre o meu vício?
Desregramentos – Tenho sigo exagerada ou exagerado nas coisas que faço? Principalmente no modo de criticar as coisas e as pessoas? Tenho sido desregrado na comida, na bebida? Com os meus desregramentos tenho prejudicado alguém?
Preguiça – A preguiça pode ser considerada uma deficiência nata. Muitos daqueles que estão mendigando agora, são preguiçosos que não se esforçaram para vencer a preguiça para conseguir um lugar ao sol.
Eu sou preguiçoso(a)? Tenho feito alguma coisa para combater a minha preguiça?
Avareza – Eu tenho me apegado excessivamente aos bens materiais e ao dinheiro? Tendo sido ganancioso, juntando dinheiro a qualquer custo, mesmo em prejuízo do próximo? Tenho sido sovino e não tenho me compadecido da necessidade dos meus irmãos pobres?
Sensualidade –Como tem sido o meu comportamento sexual? É normal o tenho algum desvio de conduta? Tenho me demorado em olhar a sensualidade na internet ou em outros meios de comunicações? Com mau o uso da minha sensualidade quantas pessoas já prejudiquei?
Soberba- Tenho sigo arrogante, me sentindo mais importante que os outros? Tenho tido atitude de superioridade sobre as demais pessoas?
Tenho sido orgulhoso, vaidoso? Tenho me vangloriado, fazendo elogios na boca própria?(elogios a mim mesmo)Tenho desprezado alguma pessoa por não tão importante quanto ou como a mim?
Impaciência - O ser ativo, trabalhador, ligeiro, são virtudes bem quista aos olhos de Deus. Porém, não ser paciente diante das pessoas moles, lerdas, vagarosas, minuciosas, pode ser um pecado.
Eu tenho agido assim? Tenho sido exageradamente impaciente diante dos meus filhos, dos meus pais, dos meus alunos, diante das coisas que demoram para acontecer? Não sei esperar e começo a reclamar? Etc.
E etc. Reveja agora aqueles seus pecados os quais só Deus e você sabem. Arrependa! E agora estará pronto, pronta para a confissão.
Boa Páscoa.

Sal.

DOMINGO DE RAMOS: "ACOLHAMOS NOSSO REI!" - Diac. José da Cruz



Lembro-me quando Pedro Augusto Rangel elegeu-se primeiro prefeito da minha cidade de Votorantim recém emancipada,  e o povo se aglomerava no jardim "Bolacha", onde ele passou com um grupo numeroso, a gente ficava na calçada em meio a multidão e acenávamos com a mão, enquanto que ele nos retribuía com acenos e sorrisos. Eu me senti orgulhoso por estar lá, apesar de ser um menino, pois o fato do prefeito ter retribuído o aceno, dava-me a nítida impressão de que ele olhava para mim. Essa troca de olhares, sorrisos, acenos, tudo é um sinal exterior daquilo que interiormente estamos sentindo. Eu na verdade não sentia nada, mas percebi que meu pai estava emocionado e dizia todo radiante “Esse é dos nossos, é do povão”.
O povo simples, postado á beira do caminho que levava a Jerusalém, se identificavam com Jesus de Nazaré, havia em todos aqueles corações, marcados pela esperança, um sentimento de alegria, porque o esperado reino messiânico estava chegando naquele homem: Jesus de Nazaré, montado em um jumentinho, para por um fim no reino da pomposidade. O mesmo sentimento presente no coração do povo estava também no coração do Messias, porém, a salvação e libertação, que ele trazia, era em seu sentido mais amplo.
A procissão do Domingo de Ramos exterioriza esse acolhimento, essa aceitação de Jesus, no coração e na vida de quem crê mais precisamos tomar muito cuidado, para que o nosso canto de Hosana, não fique no oba-oba do entusiasmo momentâneo, pois proclamá-lo nosso Rei e Senhor, significa um rompimento com qualquer mentalidade ou cultura da modernidade, é a experiência profunda da conversão sincera, é a prática de uma espiritualidade que ultrapassa a religiosidade ou o simples devocional, e que nos coloca na linha do discipulado. A ruptura se faz necessária justamente porque as vozes contrárias ao Reino, dos Poderes do mundo, tentarão sempre abafar ou distorcer a palavra de Deus. Por isso, o servo sofredor, apresentado por Isaias na primeira leitura, é alguém “duro na queda”, inflexível, convicto da missão, e que nunca se deixa “engambelar” , porque tem a língua sempre afiada, não para cortar a vida do próximo, mas para proclamar as Verdades de Deus, reconfortando os tristes e abatidos, despertando esperança no coração de todos os que o ouvem. Ainda é esse mesmo Deus que lhe abre ou ouvidos para que escute como discípulo.
Escutar como discípulo requer a disposição interior em doar-se totalmente por esta causa, por isso este Servo sofredor, que a igreja aplicou a Jesus, coloca toda sua confiança no Deus que vem ao seu auxílio, e que jamais o irá desapontar. Há ainda nessa liturgia, uma atitude que não deve faltar na vida de quem se dispõe a acolher Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador, é o esvaziamento, em grego “kênose”, que encontramos na segunda leitura dessa liturgia, quem quiser encher-se como um pavão, e alimentar a vaidade da santidade, nunca poderá ser discípulo autêntico, pois o Cristo que hoje acolhemos é o Cristo da vergonha e humilhação, é o Cristo rebaixado á condição de servo, é o Cristo que morre nu, pendurado em uma cruz, em uma morte vergonhosa e extremamente humilhante.
Acolher e ovacionar Jesus neste domingo de ramos é bastante comprometedor, por isso que a procissão expõe a fé da nossa igreja publicamente, acenar com os ramos, cantar nossos hinos de louvores e de Hosana, significa a disposição, a coragem e a fidelidade, para percorrer esse mesmo caminho, na firmeza inabalável, ainda que o mundo nos apresente tantos atalhos sedutores, onde podemos ser cristãos adocicados, ou se preferirem, cristãos de “meia tigela”, sem sofrimento e sem nenhum compromisso com o ensinamento do evangelho, como dizia um “cumpadre” na porta da igreja, em tom de brincadeira “Ser cristão é coisa muito boa, o que atrapalha é a cruz”, assim pensa a maioria dos cristãos da modernidade, e o próprio Pedro – Chefe da Igreja – também pensava, pois negou o mestre por três vezes, hoje se nega muito mais.
O evangelho da paixão nos mostra o elemento fundamental na vida do cristão : a oração, mas não aquela em que choramingamos diante de Deus, pedindo para que ele mude a nossa sorte, nos favorecendo em tudo aquilo que queremos, mas oração igual a de Cristo em sua agonia.
E finalmente, em um momento tenebroso, Lucas descreve a prisão de Jesus, como uma vitória momentânea das trevas sobre a luz. Jesus hoje continua preso, querem abafar o seu ensinamento, distorcer a essência do seu evangelho, amenizar as exigências do ser cristão, transformando-o em um cristianismo mais “light”. É bom durante a procissão de ramos, fazermos um questionamento: De que lado nós estamos? Senão, esta Semana chamada de Santa, será apenas mais uma entre muitas, cheia de piedade e devoção, e sensibilidade capaz de arrancar lágrima dos olhos, nada que uma boa dramatização teatral, também não consiga fazê-lo...