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HOMILIAS PARA O

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domingo, 9 de maio de 2010

SE ALGUÉM EM AMA GUARDARÁ A MINHA PALAVRA

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HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO

09 DE MAIO DE 2010

O ESPÍRITO SANTO VOS RECORDARÁ TUDO O QUE EU VOS TENHO DITO”.

AGRADECEMOS A TODOS PELOS ELOGIOS. PELO RECONHECIMENTO DO NOSSO TRABALHO.

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VÁRIOS COMENTÁRIOS PARA ENRIQUECER SUA HOMILIA.

BOA CELEBRAÇÃO.

1- SE ALGUÉM ME AMA, GUARDARÁ A MINHA PALAVRA =MARIA REGINA

2- AQUELE QUE ME AMA GUARDA A MINHA PALAVRA = JOSÉ CRISTO REY GARCIA PAREDES

3- AQUELE QUE ME AMA GUARDARÁ A MINHA PALAVRA - SAL



PRIMEIRO COMENTÁRIO

SE ALGUÉM ME AMA, GUARDARÁ A MINHA PALAVRA.

ATRAVÉS DO ESPÍRITO SANTO, SOMOS TRANSFORMADOS EM GUARDIÕES DA PALAVRA DA JESUS.

Segundo estudos feitos pelos escritos de João, o evangelho de hoje seriam as ultimas palavras de Jesus ditas por ele na ultima ceia, em que estava com os discípulos, seria como uma conclusão de tudo que Jesus havia dito aos discípulos. Dentre tantas palavras de vida proferidas pelo Mestre, no evangelho de hoje, Jesus diz

Algo importante aos discípulos e diz também a nós: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou”.

Pedia aos discípulos com essas palavras que fossem guardiões da palavra, guardiões da fé, só assim O Pai e o Filhos viriam habitar nos apóstolos. Para nós essa ordem de Jesus não é diferente, devemos ser guardiões da palavra e guardiões da fé em Jesus Cristo.

Jesus nos promete que se guardamos suas palavras ELE E O PAI farão moradas em nós! E de que maneira guardar as palavras de Jesus? Com a assistência do Espírito Santo!

Todos, queremos guardas as palavras de Jesus no coração, e para isso,ele nos assegura que o Espírito Santo enviado do Pai nos recordará tudo: “o Espírito Santo que o Pai mandará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse”. Se nós ficarmos atentos à Palavra de Deus, com certeza, quando precisarmos, o Espírito Santo que está em nós nos ajudará a lembrar e a entender as palavras de Jesus no momento justo.

O Espírito Santo, o Paráclito, o advogado, o defensor nos fará recordar das palavras do Mestre, e não só nos fará guardar, como também nos ensinará a viver nossa vida pautada nas palavras, nos mandamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Fiquemos atentos nesta ação do Espírito Santo em nossas vidas de maneira prática, principalmente quando alguém nos machuca, imediatamente, ficamos magoados com a pessoas, nos melindramos. Mas se tivermos guardado as palavras do Evangelho, com certeza, o Espírito Santo nos fará lembrar como devemos nos comportar neste momento: “amai-vos uns aos outros”. Deus nos lembra que devemos fazer o correto, mesmo que seja difícil.

Mas como é possível que naquele momento nos lembremos daquela palavra de Jesus? Temos que confiar que o Espírito Santo nos lembrará e nos dará o fruto do auto-controle.

Na verdade, isso é um fato recorrente na nossa vida, sempre haverá alguém que nos cometa injustiça contra nós.

E isto pode acontecer por pessoas diferentes em momentos diferentes. Podem mesmo ser familiares, pessoas em nosso trabalho, ou mesmo pessoas que professam a mesma fé que a tua, freqüentam a mesmo ambiente religioso e que se supõe que vivamos em paz e não haja ciúmes nem invejas entre nós. Mas , de fato, isto acontece e a inclinação do ser humano é revidar essas pessoas.Mas temos que deixar pra lá e deixar que Deus resolva estes problemas na nossa vida,afinal , o Evangelho diz: o Espírito Santo é nosso “defensor”

Jesus, ao falar do Espírito Santo, apresentando-o como defensor dos seus discípulos, pegou na figura do Paráclito, para ensinar o que seria o Espírito Santo, o defensor de todos os que assumissem a missão do anúncio do Reino de Jesus.

Este é o único Espírito que salva e que pode dar garantias de futuro. Nada nos deve demover desta causa. O Espírito de Deus é um caminho de salvação que nos garante uma possibilidade de graça salvadora.

Somos, então, chamados a não deixarmos que esse espírito do mundo nos conduza para essas formas de vida pouco digna e pouco eficaz para a verdadeira construção do Reino de Deus.

Jesus nos revela a verdadeira palavra, a Palavra de Deus, e com ela somos convocados para o acolhimento do Espírito Santo.

Este é o único Espírito que salva e que pode dar garantias de futuro. Nada e nem ninguém nos pode contrariar nem desviar desta luz de amor revelada por Jesus Cristo.

Precisamos entender que quando tentamos resolver a situação com as nossas próprias mãos, fechamos o caminho para Deus provar o que está certo e o que está errado. Se estivermos certos, mesmo que sejamos silenciados, Deus tem as suas formas de provar que estamos certos ou errados sem que tenhamos que afrontar ninguém.

O que Deus nos pede sim é que amemos nossos inimigos, rezemos pelos que nos perseguem, façamos o bem a quem nos faz o mal, abençoemos a quem nos amaldiçoa e deixemos que o resto Ele fará. Uma coisa é certa, se formos responder às ofensas, Deus não poderá nos abençoar, porque a ofensa é uma obra do diabo, é contrária ao amor.

O grande problema aqui é que nem sempre temos paciência de esperar pelo tempo de Deus, porque no fundo nem sempre confiamos se ele fará isso mesmo. Mas, enfim, não é que nós um dia vamos deixar de sentir vontade de revidar as ofensas, mas temos que aprender a controlar esse desejo e decididamente não nos vingar, não cedermos nunca a essa tentação. Temos que ser mansos e pacificadores como nos diz Jesus nos sermão da montanha.

Para isto, ele nos dá a sua paz: “eu vos dou a paz, eu vos dou a minha paz. Não como o mundo dá, eu a dou a vós. Que não se turbe o vosso coração e não tenhais medo”. Quando estivermos tristes, preocupados, irritados, com medo, é muito bom pensar nestas palavras. É o próprio Jesus quem nos assegura: “não tenham medo nem fiquem tristes. Não vos inquieteis com aquilo que acontece a vocês, porque eu dou um dom precioso: a minha paz”.

A paz que Jesus nos dá é diferente da que o mundo dá. Não é somente a ausência de guerra, o viver em segurança e tranqüilidade a tolerância. Não! É uma paz que brota do amor e uma paz que conseguimos ter mesmo em tempo de dificuldade e provação. É uma paz que nos torna capaz de reconhecer no rosto de quem está ao nosso lado um irmão para amar, apesar de tudo.

Oremos: Peçamos a Jesus, que nos torne manso como cordeiros. Peçamos à Jesus,que converta, transforme nosso coração em um coração manso e humilde como o Dele. E que humildemente abramos nossos corações e nosso ouvidos para a luz do Espírito a nos guiar por este mundo.

Amém

Abraço carinhoso, de:

Maria Regina

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SEGUNDO COMENTÁRIO

"SE ALGUÉM ME AMA, GUARDARÁ A MINHA PALAVRA.”

Domingo da Páscoa
"Se alguém Me ama, guardará a minha palavra.
Meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada."

Na liturgia deste VI Domingo da Páscoa sobressai a promessa de Jesus de acompanhar de forma permanente a caminhada da sua comunidade em marcha pela história: não estamos sozinhos; Jesus ressuscitado vai sempre ao nosso lado.

No Evangelho, Jesus diz aos discípulos como deverão se manter em comunhão com Ele e reafirma a sua presença e a sua assistência através do “paráclito” - o Espírito Santo.

A primeira leitura apresenta-nos a Igreja de Jesus a confrontar-se com os desafios dos novos tempos. Animados pelo Espírito, os crentes aprendem a discernir o essencial do acessório e atualizam a proposta central do Evangelho, de forma que a mensagem libertadora de Jesus possa ser acolhida por todos os povos.

Na segunda leitura, apresenta-se mais uma vez a meta final da caminhada da Igreja: a “Jerusalém messiânica”, essa cidade nova da comunhão com Deus, da vida plena, da felicidade total.

Primeira Leitura - Leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 15,1-2.22-29)

Devemos aprender como os Apóstolos responderam aos desafios dos tempos: com audácia, com imaginação, com liberdade, com desprendimento e, acima de tudo, com a escuta do Espírito. Escutar o Espírito é estar atento às interpelações que Ele lança, saber ler as suas indicações nos sinais dos tempos e nas questões que o mundo nos apresenta… É assim que a Igreja de Jesus deve enfrentar hoje os desafios do mundo.

Naqueles dias, 1chegaram alguns da Judéia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo: “Vós não podereis salvar-vos, se não fordes circuncidados, como ordena a Lei de Moisés”.

2Isto provocou muita confusão, e houve uma grande discussão de Paulo e Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém, para tratar dessa questão com os apóstolos e os anciãos.

22Então os apóstolos e os anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, resolveram escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé. Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos.

23Através deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. 24Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós.

25Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, 26homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem. 28Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: 29abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!”
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial - Salmo 66 Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra.

Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,
e sua face resplandeça sobre nós!
Que na terra se conheça o seu caminho
e a sua salvação por entre os povos.

Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra.


Exulte de alegria a terra inteira,
pois julgais o universo com justiça;
os povos governais com retidão,
e guiais, em toda a terra, as nações.

Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra.

Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,
que todas as nações vos glorifiquem!
Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,
e o respeitem os confins de toda a terra!

Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra.

Segunda Leitura - Livro do Apocalipse de São João (Ap 21,10-14.22-23)

A Igreja em marcha pela história não é, ainda, essa comunidade messiânica da vida plena de que fala a Segunda Leitura; mas tem de apontar nesse sentido e procurar ser, apesar do pecado e das limitações dos homens, um anúncio e uma prefiguração dessa comunidade escatológica da salvação, que dá testemunho da utopia e que acende no mundo a luz de Deus. A humanidade necessita desse testemunho.

10Um anjo me levou em espírito a uma montanha grande e alta. Mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, 11brilhando com a glória de Deus. Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima, como o brilho de jaspe cristalino.

12Estava cercada por uma muralha maciça e alta, com doze portas. Sobre as portas estavam doze anjos, e nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel.

13Havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente.

14A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

22Não vi templo na cidade, pois o seu Templo é o próprio Senhor, o Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro.

23A cidade não precisa de sol nem de lua que a iluminem, pois a glória de Deus é a sua luz, e a sua lâmpada é o Cordeiro.
Palavra do Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João (Jo 14,23-29)

A comunhão do crente com o Pai e com Jesus não resulta de momentos mágicos nos quais, através da recitação de certas fórmulas, a vida de Deus bombardeia e inunda incondicionalmente o crente; mas a intimidade e a comunhão com Jesus e com o Pai estabelecem-se percorrendo o caminho do amor e da entrega, numa doação total aos irmãos. Quem quiser encontrar-se com Jesus e com o Pai, tem de sair do egoísmo e aprender a fazer da sua vida um dom aos homens.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 23“Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou.

25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.

27Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração.

28Ouvistes o que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu.

29Disse-vos isso, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis”.
Palavra da Salvação.

Comentário

Amigos e Discípulos

Estão reunidos em Aparecida do Norte os bispos latino-americanos em sua V Conferencia. Eles sentem que temos que recuperar o discipulado e a missão, como características de nossa fé no começo do século XXI. Que a mensagem da liturgia deste VI Domingo de Páscoa os ilumine.

O que ama, guardará minha Palavra: quase nunca Jesus pede que o amemos. Somente depois das negações, perguntou a Pedro se ele o amava e ante sua resposta positiva, lhe encomendou apascentar as suas ovelhas. Nos pede que amemos a Deus com todo o coração, alma e forças. Nos pede que nos amemos uns aos outros. Nos pede que amemos a nossos inimigos. No evangelho deste domingo, Jesus constata simplesmente que: “quem ama, guardará sua palavra”.

É outra forma de dizer, que quem o ama se converterá em discípulo Seu. Quem não o ama, rechaçará Sua mensagem, Sua palavra. Jesus quer ser mestre no dialogo da amizade! Jesus não quer ter discípulos que o sigam e o obedeçam por medo, por servidão; não quer impor sobre os ombros de seus seguidores cargas insuportáveis. Para Jesus é muito importante a relação de amor, o amor faz possível a escuta da Palavra e o seu cumprimento.

A comunidade de Jerusalém o entendeu e assim solucionou o conflito criado em Antioquia, por alguns que tentavam impor àquela jovem comunidade pesadas cargas, insuportáveis (como a circuncisão). Jerusalém age com uma atitude amigável, fraternal. Não queira impor mais cargas do que as necessárias! Barnabé e Paulo, Judas e Silas, levam à comunidade a mensagem amigável, que restabelece a paz e supera as divisões.

A comunidade de Jerusalém não esquece das palavras de Jesus. O Espírito os lembra permanentemente. É consciente de que atua movida pelo Espírito. Dessa consciência nasceu a preciosa frase: "O Espírito Santo e nós, decidimos não o impor...”. O Espírito Santo mantém viva a Palavra de Jesus - que é Palavra do Pai -, o Espírito nós permite interpreta-la e acolhe-la. É o Mestre interior que mantém viva a chama de nosso discipulado e nossa amizade com nosso Mestre.

E nós viremos a faremos morada nele
: a dignidade do discípulo e amigo de Jesus é sublime. Quem entra em relação de amizade e discipulado com Jesus se converte em "morada de Deus Pai e do Senhor ressuscitado”. Na Palavra está a Vida. Quem se deixa habitar pela Palavra acolhe dentro de si Deus; o Filho, o Pai e o Espírito que constantemente a evoca e a mantém atual.

Essa é nossa vocação de discípulos e discípulas: converter-nos na “casa da Palavra”, na morada de Deus com os homens, em uma nova Jerusalém.

Maria, nossa mãe, se deixou habitar pela Palavra. A escutou e a cumpriu: "Faça-se em mim, segundo tua Palavra”. Ela foi discípula desde o coração, desde o amor incandescente. Assim se converteu em morada da Trindade. O Abbá e Jesus habitaram nela.

Para nos deixar habitar pela Palavra, temos que dar muita importância à Bíblia, essa coleção de livros sagrados que é “pão de vida”. Não temos de nós dar por satisfeitos com um “menu” seletivo, redutivo. Devemos nos abrir à totalidade. Toda a Sagrada Escritura, com todos os seus livros e versículos, é o alimento integral. Somente sua integralidade e unidade nos concedem a presença total da Revelação.

Necessitamos nos alimentar da variedade alimentícia que nos oferece a Palavra ao longo do ano litúrgico. Todos os livros, sem esquecer nenhum, são necessários. Todos eles em suas contraposições e harmonias, equilibram nossa espiritualidade. Todos eles nos enriquecem com a presença mais totalizante da Santíssima Trindade.

Sempre seremos discípulos. Necessitamos intensificar nosso aprendizado. O Espírito Santo é o nosso “condutor” com relação à Palavra. O ano litúrgico nos permite ir cada dia à Casa da Palavra. Em cada Eucaristia encontramos uma Palavra nova, que nos cura e revitaliza, que nos faz um pouco mais discípulo e alimenta nosso amor a Jesus e a todos.

Oremos para que a V Conferencia dos Bispos, sob o olhar de Nossa Senhora Aparecida proponha um novo começo na vida da Igreja. “Fazei o que Ele diz”. “Quem ama, guardará minha Palavra”. Cada mulher e cada homem, habitado pela Palavra, se converterá então, em tempo vivente e itinerante da Santíssima Trindade...e nosso Deus nos colocará a salvo em todos os lugares.

Padre José Cristo Rey Garcia Paredes

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TERCEIRO COMENTÁRIO

AQUELE QUE ME AMA GUARDARÁ A MINHA PALAVRA

JESUS PROMETE ENVIAR O ESPÍRITO SANTO.

PRIMEIRA LEITURA - At 15,1-2.22-29

A leitura dos Atos dos Apóstolos nos apresenta a Igreja de Jesus a confrontar-se com os desafios dos novos tempos, de uma nova realidade. E os bravos apóstolos cheios do Espírito Santo, aprendem a lidar com aquela nova situação, conseguindo discernir entre o indispensável e o dispensável, como no caso da circuncisão, e atualizam a proposta central do Evangelho, de forma que a mensagem libertadora de Jesus possa ser acolhida por todos os povos.

Os apóstolos explicam que ser cristão não significa carregar fardos pesados acima de nossas forças , mas sim, somente as tarefas indispensáveis para a missão libertadora. Afinal Jesus garantiu que o seu peso seria suave e o seu fardo leve.


SEGUNDA LEITURA - Ap 21,10-14.22-23

Na leitura do Livro do Apocalipse João apresenta mais uma vez a meta final da caminhada da Igreja: a “Jerusalém messiânica”, essa cidade nova da comunhão com Deus, da vida plena, da felicidade total. A cidade não precisa de sol, nem de lua que a iluminem, pois a glória de Deus é a sua luz e a sua lâmpada é o Cordeiro.

Assim é quem confia plenamente em Deus. Não precisa se preocupar com Plano de Saúde, com seguros, nem com segurança. Pois se sua vida está entregue a Deus, o que poderá contra si?

Se você prega a confiança em Deus, e no momento do perigo fica apavorado demonstrando muito medo, você acaba por destruir tudo o que disse ao evangelizar. Lembre-se. Ter medo é natural e 0faz parte da sobrevivência. Porém medo em excesso, é demonstração de falta de fé.

EVANGELHO

Evangelho - Jo 14,23-29

“O Espírito Santo vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.

Prezadas irmãs, prezados irmãos. Aqui está a palavra de Jesus que nós nem sempre guardamos e nem sempre lembramos nos momentos de aflição, de dificuldade. Se confiamos realmente em Cristo, temos de “botar fé” na sua promessa. Hoje Jesus Cristo está nos prometendo que o Espírito Santo é aquele que vai nos lembrar os seus ensinamentos na hora em que estivermos fazendo a nossa palestra, no nosso encontro catequético, ou o nosso sermão, ou respondendo a uma pergunta capciosa de alguém mal intencionado. E tem mais. Jesus está nos dizendo que o Pai nos ama por estarmos entregando parte de nossa vida, ou a nossa vida inteira como no caso dos sacerdotes, para nos dedicar ao anúncio da sua palavra.

Caríssimos. Façamos isso. Entreguemo-nos a serviço do Evangelho, e deixemos que Deus cuide de nossa vida. Você perceberá que a sua vida vai fluir de tal modo, que você consegue coisas que nem pediu a Deus, coisas que nem imaginava ou pensava que estava precisando daquilo.

Não sejamos como aqueles que não guardam a palavra de Cristo, aqueles que não pautam as suas vidas nos parâmetros do Evangelho, aqueles que “se acham” os tais e que pensam que o dinheiro é tudo, ou que a força da juventude resolve todos os problemas, e que viver se resume em aproveitar o momento presente com tudo que se tem direito, ignorando ou esquecendo-se de Deus, do irmão, e da vida pós morte.

Jesus é Deus, mas fez questão de reafirmar que o Pai agia através da sua pessoa. “E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou.” É por isso que devemos crer com todas as nossas forças físicas e mentais, que Jesus Cristo tinha e tem todo o poder no céu e na terra, o suficiente para nos orientar, para nos dizer o que precisamos fazer e não fazer para ter uma vida tranqüila e futuramente merecer a Vida Eterna.

A nossa vida teremos problemas como qualquer mortal. Porém com uma diferença. Contamos com a força especial de Deus para as respectivas soluções.


Observem que Jesus vai prometer o envio do Espírito Santo por várias vezes, começando por hoje. Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.”

Porém, prezados irmãos e irmãs, para merecer a atuação e a presença do Espírito de Deus em nossas pessoas, precisamo-nos esforçar muito para nos desvencilhar de todas as armadilhas que nos são apresentadas a todo instante pelo demônio, inimigo de Cristo. Aquele que tem por meta principal tirar do caminho todo aquele que se empenha na santa missão de evangelizar. NÃO NOS ESQUEÇAMOS QUE SATANÁS NOS ODEIA E NÃO VAI DESCANSAR ENQUANATO NÃO NOS DESENCAMINHAR, NOS AFASTAR DO NOSSO TRABALHO MISSIONÁRIO. FIQUE ATENTO, FIQUE ATENTA. NUNCA RELAXE NA MEDITAÇÃO E NA ORAÇÃO. NÃO DÊ MOLEZA PARA ELE UM SÓ INSTANTE!

Sal.

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TERCEIRO COMENTÁRIO

QUARTO COMENTÁRIO

QUINTO COMENTÁRIO

SEXTO COMENTÁRIO

SÉTIMO COMENTÁRIO

OITAVO COMENTÁRIO

NONO COMENTÁRIO

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FIM DOS COMENTÁRIOS SOBRE: SE AMAMOS JESUS, GUARDAREMOS SUA PALAVRA.

sábado, 1 de maio de 2010

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

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HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO

02 DE MAIO DE 2010

“E É NESTE AMOR QUE TENDES UNS PELOS OUTROS QUE VÃO PERCEBER QUE SOIS MEUS DISCÍPULOS.”

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VÁRIOS COMENTÁRIOS PARA ENRIQUECER SEU SERMÃO

1- DOU-VOS UM MANDAMENTO NOVO – Pe. José Cristo Rey Garcia Paredes

2-AMAI-VOS UNS AOS OUTROS (Sal)

3-QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS ASSIM COMO EU VOS AMEI (MARIA ELIAN)

4-AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI- (Pe. Fernando Tores)

5- O MANDAMENTO DO AMOR (Sal)

6-O AMOR É A MAIOR DAS REVELAÇÕES – (Pe. José Cristo Rey Garcia Paredes)

7- AMAI-VOS UNS AOS OUTROS - Padre Bantu Mendonça K. Sayla

8- AMAR ÀS VEZES É SUBJETIVO – Lincoln Spada

9 - QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS ASSIM COMO EU VOS AMEI – Maria Regina

PRIMEIRO COMENTÁRIO

V Domingo da Páscoa
"Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:
amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei."
02 de maio de 2010

Introdução

Maximino Cerezo Barredo

O tema fundamental da liturgia do V Domingo da Páscoa é do amor: que identifica os seguidores de Jesus é a capacidade de amar até ao dom total da vida.

No Evangelho, Jesus despede-Se dos seus discípulos e deixa-lhes em testamento o “mandamento novo”: “amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”. É nessa entrega radical da vida que se cumpre a vocação cristã e que se dá testemunho no mundo do amor materno e paterno de Deus.

Na primeira leitura apresenta-se a vida dessas comunidades cristãs chamadas a viver no amor. No meio das vicissitudes e das crises, são comunidades fraternas, onde os irmãos se ajudam, se fortalecem uns aos outros nas dificuldades, se amam e dão testemunho do amor de Deus. É esse projeto que motiva Paulo e Barnabé e é essa proposta que eles levam, com a generosidade de quem ama, aos confins da Ásia Menor.

A segunda leitura apresenta-nos a meta final para onde caminhamos: o novo céu e a nova terra, a realização da utopia, o rosto final dessa comunidade de chamados a viver no amor.

Leituras Primeira Leitura - Leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 14,21b-27)

Naqueles dias, Paulo e Barnabé 21bvoltaram para as cidades de Listra, Icônio e Antioquia. 22Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”.

23Os apóstolos designaram presbíteros para cada comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado.

24Em seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. 25Anunciaram a palavra em Perge, e depois desceram para Atália. 26Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado.

27Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos.
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial - Salmo 144 Bendirei o vosso nome, ó meu Deus,
meu Senhor e meu Rei para sempre.

Misericórdia e piedade é o Senhor,
ele é amor, é paciência, é compaixão.
O Senhor é muito bom para com todos,
sua ternura abraça toda criatura.

Bendirei o vosso nome, ó meu Deus,
meu Senhor e meu Rei para sempre.


Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,
e os vossos santos com louvores vos bendigam!
Narrem a glória e o esplendor do vosso reino
e saibam proclamar vosso poder!

Bendirei o vosso nome, ó meu Deus,
meu Senhor e meu Rei para sempre.


Para espalhar vossos prodígios entre os homens
e o fulgor de vosso reino esplendoroso.
O vosso reino é um reino para sempre,
vosso poder, de geração em geração.

Bendirei o vosso nome, ó meu Deus,
meu Senhor e meu Rei para sempre.

Segunda Leitura - Livro do Apocalipse de São João (Ap 21,1-5a)

Eu, João, 1vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. 2Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido.

3Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles. 4Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”.

5Aquele que está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas”.

Depois, ele me disse: “Escreve, porque estas palavras são dignas de fé e verdadeiras”.
Palavra do Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João (Jo 13,31-33a.34-35)

31Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo.

33aFilhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. 34Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. 35Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”.
Palavra da Salvação.

Comentário

A amizade, energia da Missão.

O "como eu os tenho amado” de Jesus, tem muito que ver com a amizade. "Ninguém tem amor maior que aquele que dá a vida por seus amigos. Vos sois meus amigos!”. Jesus quer uma comunidade onde flua a amizade. Jesus quer uma missão iniciada, desenvolvida e cumprida, na amizade.

Se o Evangelho se tem espalhado por todo o mundo, tem sido graças à amizade! Os missionários e missionárias são pessoas que tem laços de amizade, que desprendem de seu coração um amor verdadeiro. Fazem amigos em todos os lugares: homens e mulheres, crianças, jovem, adultos, anciãos, enfermos e saudáveis, intelectuais e práticos. A amizade cria redes. As redes tornam possível, o que para um parece impossível. Onde há amizade, lá está a missão compartilhada. Quem entra em um lugar com um plano sem escrúpulo, é rejeitado.

A inimizade destrói as comunidades cristãs. A inimizade bloqueia os caminhos da missão. Somente pessoas amáveis e amigáveis contribuem na criação de comunidades. Somente pessoas amigáveis tornam acessível a maravilha do Evangelho. As amigos se diz a verdade e não se esconde o que se vive e se sente. Mas se aceitam.

A missão de Paulo e Barnabé, da qual nós fala hoje a primeira leitura, é todo um êxito, apesar das dificuldades encontradas. Estes dois "apóstolos" - de segunda hora - tinham carisma, atraiam as pessoas para o Evangelho, constituíam igrejas. Paulo e Barnabé geraram em toda a Ásia menor uma grande rede de amigos e amigas; todos foram contaminados por seu espírito. O carisma se difunde através da amizade.

Jesus, em seus últimos dias entre nós, não cessou de nos animar a viver no amor, a sermos amigáveis uns com os outros. Jesus nos convidou a fazer de nossa amizade a arma de missão mais poderosa. Quando nós nos fazemos amigos ou amigas de alguém, a transmissão do Evangelho encontra seu leito, a presença de Deus que é amor, é acolhida.

A "nova Jerusalém" é a cidade dos amigos: onde se superam as invejas, onde uns não controlam os outros, onde as leis não dividem ou enfrentam, onde as suspeitas se superam com o diálogo, onde se perdoa setenta vezes sete. A "nova Jerusalém” é a cidade da Amizade. As relações entre as pessoas são cordiais, fraternas. Não há diferenças entre as pessoas. Ninguém se coloca em um plano superior. Não há amizade onde nós olhamos o outro de cima, ou de abaixo. Só quando estamos no mesmo nível no mesmo plano! Uma igreja de desiguais nunca será a casa da amizade! "Todos vós sois irmãos!” - nos disse Jesus -. Lavamos os pés uns dos outros! Vos sois meus amigos!

A sociedade necessita de uma Igreja amigável, capaz de estreitar laços de amizade, de superar as inimizades. Temos que aceitar a quem chamamos de "inimigos". Às vezes encontramos muitos inimigos ao nosso redor. Há uma arrogância que nasce de nossa falta de humildade, de nossa impotência, de nossa desconfiança.

A amizade com todo o mundo é possível, porque os seres humanos não são tão diversos uns dos outros. Todos somos filhos e filhas do nosso Abbá. Todos foram criados à sua imagem e semelhança. Nós temos bases para a igualdade e a amizade. A verdade do Evangelho é mais bem acolhida quando funciona a amizade. O radicalismo de Jesus é melhor entendido e compreendido através dos laços da amizade.

A Igreja encontra seu posto na sociedade quando é amigável, compreensiva; quando aparece como uma comunidade desinteressada, preocupada pelos demais, humilde e sincera, confiável, solidária e que preserva a amizade até o fim, até dar a vida pelos amigos.

Recordo uma frase latina, que se dizia em outros tempos, porém que nunca entendi de todo: "amicus Plato, sed magis amica veritas" (Platão é meu amigo; a verdade, porém, é minha maior amiga). Esta expressão utilizada como lei de formação espiritual, indicava que ante a verdade, toda a amizade deve ceder. É certo que a amizade deve ser fundamentada na verdade, e não na mentira. Porém, o que é a verdade? Pode um amigo fazer de sua verdade a arma que lhe leve a romper os laços de amizade? Não há amizade onde um ilumina e o outro é iluminado, quando um guia e o outro é guiado, um impõe e o outro obedece. A amizade é ecológica. Cria relações de interdependência, de influência mútua, de colaboração mútua. Ao amigo nunca se abandona.

A Igreja é, por vontade de Jesus, a amiga do mundo, de todas as sociedades. É portadora de uma mensagem de amizade para todas os povos, todas as culturas, todos os grupos políticos. A amizade que habita a Igreja a torna compreensiva, próxima, atenta.

Como bem entendeu nosso Mestre! Ele se propôs como exemplo de um amor mútuo, de uma amizade mútua, sempre confiante e criadora. É aqui que tudo se faz novo.

Pe. José Cristo Rey Garcia Paredes

SEGUNDO COMENTÁRIO

2 DE MAIO=DOMINGO – AMAI-VOS UNS AOS OUTROS.

PRIMEIRA LEITURA

Atos dos Apóstolos 14,21b-27


Paulo e Barnabé nos aconselham a permanecerem firmes na fé, e nós conseguirmos isso através do jejum, da oração, da esmola e da meditação da palavra de Deus principalmente os evangelhos. Paulo afirma que é preciso que passemos por muitos sofrimentos
para entrar no Reino de Deus. À vezes nos irritamos muito com os sofrimentos desta vida, principalmente aqueles advindos da perturbação gerada pelo egoísmo dos nossos vizinhos, nos esquecendo que o sofrimento é bom para nos purificar, nos santificar, mas desde que ele seja oferecido a Deus pelo perdão dos nossos pecados. Porém, existem incômodos por parte dos nossos irmãos, que ultrapassam as raias do limite. São abusos provocados pela injustiça, para os quais devemos recorrer aos nossos direitos. Pois combater as injustiças faz parte do ser cristão, ou imitadores de Cristo.

SEGUNDA LEITURA

Livro do Apocalipse de São João 21,1-5a

A segunda leitura nos fala da vida nos pós-morte. A vida que almejamos, a vida para a qual nos preparamos, a vida que nos assusta, exatamente por não sabermos como ela é ou como nos será, pois ninguém, mais ninguém mesmo que já se foi desta vida para aquela, voltou aqui para nos contar como ela é. Se você conhece alguém que afirma ter contato com almas do outro mundo, não acredite. Porque o Próprio Jesus já disse que ninguém jamais imaginou como é aquela vida. Ele só disse que é muito maravilhoso o que o Pai preparou para aqueles que crêem e que faz a vontade Dele. Lá não haverá lágrimas porque não haverá mais sofrimento nem dor. E o melhor de tudo isso, é que essa vida dura para sempre.

Então, prezados irmãos, vamos fazer de tudo para merecermos um dia está NA VIDA ETERNA.

Sal

EVANGELHO

Jo 13,31-33a.34-35

“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros.”

Reparou que Jesus não deu um conselho, nem uma sugestão. Foi um Mandamento mesmo. Ele nos ordena a amarmos uns aos outros.

Amar uns aos outros nem sempre é dar abraços acompanhados de sorrisos, ou sair por apertando as mãos de todos como o fazem os políticos em época de campanha.

No amor que temos uns pelos outros está incluído a correção fraterna, e ela nem sempre é bem quista pelos que estão sendo corrigidos, o que vai gerar atritos parecidos com brigas de pessoas que não se amam, ou que não praticam o mandamento de Jesus. Mas é assim mesmo. Os pais têm de corrigir os filhos, e fazem isso exatamente porque os amam, e não querem que eles cresçam sem limites e se dêem mal nesta vida.

Do mesmo modo, a correção fraterna entre nós não é somente necessária com indispensável. Além de apararmos as nossas arestas, precisamos ajudar-nos uns aos outros no sentido de apontar os seus defeitos para que eles sejam corrigidos. Amigo que nos vê fazendo coisas erradas e continuam nos aprovando sem dizer nada a respeito da nossa conduta, não é amigo de verdade. Concluímos, pois, que a correção fraterna faz parte da nossa convivência. E se ela não existir, podemos declarar a convivência interesseira, e falsa.

Jesus nos deixou o exemplo, ao cumprir o seu Plano de Salvação do mundo, quando repetidas vezes encarou os judeus, especialmente os fariseus e sacerdotes, apontando os seus defeitos e anunciando uma nova conduta de vida para com Deus, e com os irmãos.

Jesus nos ensinou através de palavras e atos, que amar uns aos outros como Ele nos amou é fazer o bem de forma desinteressada, de forma gratuita. Mas infelizmente o que notamos nos nosso dia-a-dia é exatamente o contrário do que Jesus nos ensinou. Na empresa, no clube, na festa, na escola, na universidade, em todo lugar notamos que as pessoas são amáveis umas com as outras visando algum retorno, visando algum tipo de interesse. Desse jeito não estamos imitando a Cristo. Porque Jesus não visava nenhum retorno quando curava alguém. Ele fazia o bem de forma totalmente desinteressada.

Ele teve muita pena daquela viúva mãe do jovem que estava morto em cima do esquife, e disse a ela: “não chore!”

Prezados irmãos. Jesus no Evangelho de hoje está jogando pesado conosco. Pois além de se tratar de um mandamento, ele está deixando bem claro que o amor entre nós cristãos é algo indispensável para que as demais pessoas percebam que somos seus seguidores.

“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos,se tiverdes amor uns aos outros.”

Nisto conhecerão que sois meus discípulos. Já imaginou uma comunidade cristã onde haja inveja, ciúmes, fofocas, arrogância, falta de humildade, fingimento, discriminação, exclusão, onde haja alguém que impede você de falar em público porque você fala bem, ou porque você estudou mais do essa pessoa?

Isso é o cúmulo do absurdo! Justamente no lugar onde esperamos que todos sejam o exemplo de autênticos seguidores de Cristo. Cristãos que praticam o amor sincero desinteressado acompanhado de correção fraterna como Jesus nos mostrou.

Caríssimos. Que o Evangelho de hoje nos conduza a uma profunda revisão e mudança de nossa conduta cristã. Que nos transforme no sentido de tentar a cada dia ser os mais autênticos imitadores do Cristo, amando-nos mutuamente cada vez mais parecido com o amor que Ele nos amou.

Sal.

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TERCEIRO COMENTÁRIO

Que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.

João 13, 31-33a.34-35)

O inicio do evangelho de hoje, inicia com a saída de Judas do cenáculo, sabemos que ele vai entregar Jesus a seus inimigos. O fim está próximo, e sendo obediente, fazendo a vontade do Pai, Jesus o glorifica com sua morte. E o Pai glorificará o filho na sua ressurreição, é a vitória da vida sobre a morte, sobre o mal, e o pecado. E sabendo que tem pouco tempo junto aos seus discípulos, Jesus se dirige a eles em tom de despedida, e como herança Ele apresenta o novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”. E esse amor é que identificará os seus discípulos, os discípulos de Jesus, os cristãos e será sinal de que Jesus está no meio deles. E esse amor fará dos discípulos de Jesus, um sinal do Pai para humanidade.

Viver o amor fraterno é o que nos pede hoje Jesus. Não é uma imposição. O amor é o fundamento do cristianismo, é vivendo esse amor que seremos reconhecidos como seguidores de Cristo, por que acreditamos Nele, acreditamos que por amor Ele se entregou à morte de cruz, para nos salvar nos redimir de nossos pecados. E esse amor é que fará a diferença, no mundo em que vivemos. Vivendo o amor pelo próximo, com certeza seremos menos egoístas, perdoaremos e seremos perdoados, é um amor que não precisa e não pede motivos ou razões de existir, é um amor gratuito. É um amor que vem de Deus, é por Jesus devemos amar o próximo. Mas não somente aquele que está perto de mim, que me faz o bem, mas também e, principalmente aquele que eu não tenho nenhum motivo para amar.

O amor que Cristo nos pede, é o amor que transforma a partir de uma pessoa para o coletivo. É o amor necessário, e que mudará as situações de violência, de ira, falta de compaixão e piedade. Quem ama respeita, não discrimina, não exclui, se coloca a serviço, se doa. Vivendo esse amor em nossa casa, em nossa comunidade, no trabalho, por menor que seja a sua manifestação, podemos perceber a mudança das pessoas e no ambiente, pois não haverá mais espaço para inveja, para ódio, rancor, falta de perdão. Um gesto de amor trará paz para qualquer lugar. É assim que seremos reconhecidos como cristãos e discípulos de Jesus. Amar o próximo para que ele e eu sejamos felizes.

Um abraço a todos.

Elian

Oração:

Ó Deus, fonte de compaixão e misericórdia, que no Cristo ressuscitado, nos fortaleces no mandamento do amor, escuta a nossa prece e concede-nos a graça.

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QUARTO COMENTÁRIO

Amai-vos aos outros como eu vos amei.

Após tantos domingos celebrando a páscoa, a ressurreição do Senhor, chegamos ao centro da vida cristã: o amor. Hoje as três leituras estão centradas sobre o mesmo tema: amor. Aí é onde reside a nossa fé em Deus. Ser cristão não é questão de recitar o credo nem de compreender perfeitamente cada uma de suas expressões. Também não é questão de participar na liturgia da Igreja nem de cantar salmos todo o dia nem de fazer muita penitência e sacrifícios. Não é questão de entregar nossa alma e vontade a Deus e nos fazer seus escravos. Não é questão de ser mais ou menos pobres. Nem sequer é questão de rezar muitas horas ou de fazer os exercícios inacianos.

Tudo isso pode ajudar. Mas não é o centro. A chave, o centro, o mais importante está bem claro na segunda leitura: “Amemo-nos uns a outros já que o amor é de Deus”. E poderíamos acrescentar, citando também João: “Porque Deus é amor”. E não há outra forma de conhecer Deus, de viver Deus, de seguir Jesus, do que amando. E amando como Deus, que acolhe a todos e não faz distinções.

O nosso é puro agradecimento

Há uma questão que não devemos esquecer sobre o amor: é que ele nos amou primeiro. Não devemos esquecer nunca. O nosso é amor de resposta, por assim dizer. Não temos mais que voltar os olhos a ele para nos dar conta. O nosso não é mais que agradecimento, ação de graças. É o mínimo que pode fazer uma pessoa educada ante ao que lhe estende a mão na dificuldade.

Deus é o que se aproximou a nós. Encarnou-se. Fez-se como nós. Fez-se um de nós. Compartilhou nossos caminhos e nosso pão e nosso vinho. O peixe assado e o suor do cansaço no trabalho. O gozo da fraternidade e o desprezo dos que não quiseram escutar sua palavra próxima, reconciliadora, salvadora. Ele é nossa imagem de Deus, nossa forma de conhecer a Deus. Seu rosto é o rosto de Deus para nós. Não há outro meio nem outro caminho.

O mandamento do amor

É o que nos diz o Evangelho deste domingo. É um texto que se abre com uma afirmação na qual Jesus dá depoimento do que tem sido sua vida: “Como o Pai me amou, assim eu vos amei” e que termina com um mandato, o único mandato, a única ordem, a regra das regras, a que contêm todas e, no entanto, nos abre à maior das liberdades: “Isto vos mando: que vos ameis uns a outros”. Não faz falta mais.

Agora podemos jogar um olhar ao nosso arredor. Sair à rua e contemplar-nos a nós mesmos em nossas relações com os demais, com os familiares e vizinhos, com os amigos, com os colegas de trabalho... Podemos recordar nossos comentários sobre os políticos, sobre as personagens que vemos na televisão. E olhar se nós somos capazes de “amar primeiro”. Porque aí está a jogada, chave de nosso ser cristão. Seguir a Jesus não é só “amar”. É algo mais. É “amar primeiro”. Aí é onde experimentaremos o gozo e a alegria de ser como Jesus e, por tanto, como Deus.

Assim começaremos a construir o Reino, esse espaço de fraternidade e gozo e paz que, às vezes, só algumas vezes, somos capazes de experimentar em nossa vida. Nesse esforço estaremos contribuindo para que tenhamos um mundo melhor (não se trata de pensar no outro mundo senão neste, aqui e agora). E iremos fazendo realidade o sonho de Deus para nós, o sonho que nosso Criador sonhou para suas criaturas e que se frustrou no Calvário e que, a trancos e barrancos, Deus conseguiu sacar adiante ressuscitando a Jesus dentre os mortos.

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QUINTO COMENTÁRIO

O MANDAMENTO DO AMOR

Evangelho - Jo 15,9-17

“Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei.”

“...Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros.”

Jesus amou os discípulos e também a nós como o Pai o amou. E o amor do Pai é tão grande e perfeito que até parece um amor de mãe. Aquela mãe que é capaz de das a sua vida pelo filho ou filha.

Jesus pede para os discípulos (e para nós) permanecer no seu amor, só que muitas são as coisas que nos afastam do amor de Deus. O amor da mulher, o amor do homem, dos filhos, o amor ao dinheiro, ao carro, e aos bens materiais, o amor a si próprio que se restringe no egoísmo, em fim, existem muitos amores que nos arrastam para longe do amor de Deus. Porque nem tudo o que queremos e realizamos, o fazemos pelo amor de Deus. O amor desinteressado. Jesus nos aconselha que amemos uns aos outros como Ele o fez: Ele Guardou os mandamentos do Pai e nos amou ao ponto de dar a sua vida por nós.

Mas como é difícil imitar Jesus! É difícil porque nós sempre amamos as pessoas com as quais nos afeiçoamos, pessoas que escolhemos e que são do nosso agrado ou que nos são simpáticas, aquela ou aquele que é o nosso tipo físico e psicológico (nem sempre nos preocupamos com o tipo moral ou religioso. E é por isso que às vezes nos separamos). Gostamos sempre de quem joga no nosso time, aquelas pessoas que são do nosso nível, da nossa idade e coisa e tal.

Na verdade, nos aproximamos das pessoas e as agradamos sempre por algum tipo de interesse. A amizade por gratuidade, isto é, sem nenhum interesse, praticamente não existe entre as pessoas, mesmo as mais religiosas. É o interesse que nos impulsiona para nos aproximar e nos inteirar com as pessoas. Vários tipos de interesses: sexuais, econômicos, por uma ajuda, por causa da solidão, etc. Na verdade o interesse está sempre acima de tudo. Quando agradamos alguém, alguma coisa estamos querendo dela, como o filho que começa a agradar o pai para depois dar o bote e pedir aquele brinquedo que ele viu no comercial da T.V. e que seus amigos já ganharam.

Jesus, não. Ele amou desinteressadamente. Fazia o bem sem visar nenhum retorno. Nós somos exatamente o contrário de Jesus: Só fazemos o bem pelas pessoas que possam fazer algo em troca por nós, salvo raríssimas exceções.

Excepcionalmente, quando alguém se faz agradável com outra pessoa de forma cristã e desinteressada, isso até causa espanto ao ponto da outra pessoa às vezes perguntar: Quanto você quer? Por que está me ajudando? Onde você quer chegar? “Quando a esmola é muito grande o santo desconfia”, a mãe avisa para a filha: Cuidado! Ninguém dá nada sem querer nada em troca. Aliás, as mulheres são especialistas nesse tipo de coisa. Elas estão sempre com o “desconfiômetro” ligado ou acionado par qualquer tipo de gentileza ou agrado por parte dos homens. Elas sabem que a curto ou longo prazo tudo aquilo pode lhes sair muito caro...

Quando aparece alguém agradando a todos, as pessoas ficam desconfiadas. Será que é algum candidato? O que esse “cara” está querendo vender?

Prezados irmãos, prezadas irmãs. Imitar a Cristo é amar desinteressadamente. E nem sempre beijos, abraços, sorrisos principalmente falsos, são demonstrações desse amor.

Vamos nos esforçar sempre tentando chegar o mais próximo possível do como Jesus nos amou. Assim, estaremos. Pelo menos tentando imitá-lo, tentando ser cristãos. Não se preocupem com esse TENTAR . Porque Deus valoriza o nosso esforço.

Sal.

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SEXTO COMENTÁRIO

O AMOR É A MAIOR DAS REVELAÇÕES.

Descobriremos um dia que “amor” não é só um sentimento ou um estilo de relação entre seres humanos, mas que “amor” é “Deus”. Reconhecer o caráter “divino” do amor é a maior das revelações.

“Amar” é uma palavra que nos dá medo, porque é ai onde o amor se acende, é onde acontece uma intensificação da vida e uma revolução. Quem ama se apega, porém também se desapega de outras realidades, anteriormente amadas. Tudo aquilo que nos enamora (pessoas, idéias, lugares, esporte...) nos desestabiliza e nos faz viver intensamente, perigosamente.

A primeira leitura nos conta o estupor de Pedro ao entrar na casa do pagão Cornélio. Ali estavam reunidos muitos pagãos dispostos a pedir para serem aceitos na comunidade de Jesus. Então foi revelado o
“Deus amor para todos”: o Espírito Santo –amor de Deus- se difundiu sobre todos eles. Pedro descobriu quanto Deus amava Cornélio e aqueles que o acompanhavam. A comunidade cristã se surpreende, não entende o que está acontecendo, porque no fundo se imaginava que Deus está próximo de alguns e de outros não. Porém Deus está próximo de todos, o que fazer com os diferentes?

Jesus revela a seus amigos que Deus Pai o ama. O Abbá é amor, tem a iniciativa do Amor, é a Primícia do Amor (ama primeiro). Os profetas apresentam este amor como Aliança, como o Amor que um Esposo tem por sua Esposa, como um amor que pede para ser amado. Jesus se mostra estremecido ante o Amor que o Abbá tem por Ele. O quarto Evangelho é testemunho desta intensíssima relação de amor entre o Abbá e seu Filho, o Filho e o Abbá. É um amor apaixonado, e que o faz feliz. Por isso Jesus nunca se sente só! Está sozinho quem sabe que é permanentemente amado? Esse estilo de amor o fascina tanto, que também Ele quer reproduzir com os seus o mesmo trato amoroso: Eu o amei deste modo!

Quando o “amor” está em nos assume diversas formas e intensidades.

Uma é a forma do
“afeto”. O amor nos torna “afetuosos”. Os afetos nos centram em uma realidade ou pessoas, nos afastando de outras. O afeto nos torna aficionados, entregues. O campo de nossos afetos pode ser muito amplo: ai está a riqueza de nosso mundo afetivo.

Outra e em forma de
“amizade”. Podemos conhecer muitas pessoas e ter por elas afeto, os amigos e amigas são poucos. No amor da amizade um não perde quando dá, não se sente escravizado quando ama, se sente livre quando fala de seus segredos. Porque está disposto a dar a vida pelo amigo e a lhe revelar tudo. A amizade é um pacto, é uma aliança irreversível. Amigos de ocasião existem muitos. Porém a amizade não e tão freqüente; por isso se diz que “quem encontra um amigo fiel, encontrou um tesouro”. E um tesouro não se encontra todos os dias. Jesus ofereceu sua amizade a um grupo de homens e de mulheres com quem partilhou a última etapa de sua vida. Jesus acreditava que o pacto da amizade pode estender-se, abarcar cada vez mais pessoas: “amamos uns aos outros!”. Jesus era chamado “amigos de publicamos e pecadores”. O ideal das primeiras comunidades cristãs era que todos tivessem um só coração, uma só alma, tudo em comum. Isto é: “a comunidade de amigos e amigas!”.

Uma terceira forma que assume o amor, em algumas circunstancias, é o “eros” . Nesta forma o amor está ligado aos nervos -como dizia Aristóteles- , na sensibilidade, ao corpo, ao desejo. Este amor revoluciona a alma e o corpo. O amor passional re-atualiza todos os programas internos. Tem uma força impressionante e se apresenta como “vocação”, como “destino” desejado. Focaliza o coração em um ponto. É como uma luz que ofusca e cativa. Os místicos nos apresentam a paixão por Deus como eros e a paixão de Deus por nos como eros. O desejo de Deus fez com que nos enviasse seu Filho para que vivamos por meio Dele. O amor de Deus é representado pela imagem de Eros do Esposo para sua Esposa, a quem queria seduzir, falar-lhe ao coração.

Afeto, amizade, eros, são as experiências e potencialidades do amor. Quando o amor acontece com aqueles que se enfrentam, então, o amor é arma de enfrentamento e divisão. Amo a mim mesmo, porém os demais não me interessam; me encontro com meus amigos e com os demais tenho indiferença. A força poderosa da união, pode se converter -e de fato é assim- na força mais discriminadora.

Creio que a caridade não é uma quarta forma do amor, mas o que se encontra em cada um dos amores. Quando ágape-caridade está presente nos afetos, nas amizades, no amor apaixonado, tudo se equilibra e se harmoniza. Ágape é como o brilho divino de cada um de nossos amores, é a força ecológica que faz que se potencializem mutuamente, é a abertura de todos que fazem a totalidade. Quem é movido pela ágape torna todos seus amores forças expansivas. E ama como o Abbá.
“Como o Pai me amou, assim também vos amo”.

Hoje mais do que nunca necessitamos do toque divino do amor, esse equilibrante perfeito que pacifica e universaliza: ágape . Porque o eros é muitas vezes a repetição neurótica e viciosa da mesma coisa, fazendo que o corpo se torne consumista e infiel. Porque a amizade gera as máfias de amigos que conduzem para o mal. Porque o mundo dos afetos abandona tantos que necessitam de afeto para cultivar unicamente "os meus".

Quem ama não é partidário nem universalista; se for de direita está aberto à esquerda e se é de esquerda está aberto à direita. Quem ama não busca uma unidade fictícia e imposta, porque reconhece os direitos individuais e os protege. Quem ama não sente satisfeito em ser membro de um grupo ou comunidade ou religião, e viver em um pequeno espaço da terra: quem ama tem que ser global, aberto a todos, habitante do mundo, ser histórico. Quem ama não condena, mas tenta entender ao outro e está disposto a passar pelo difícil gole do "perdão" e para explicar o que nós entendemos por justiça.

Quem ama está disposto nascer de novo.

Somente quem ama, quem foi agraciado com os três amores e os vive ecologicamente com a Graça do Espírito derramado em seu coração -a caridade- tem felicidade e felicidade completa. Madre Teresa de Calcutá pedia às irmãs Missionárias da Caridade que ao ajudar aos mais pobres, a todos, tivessem em seus olhos a felicidade.

Sim, um dia descobriremos que a aventura amorosa de toda nossa vida tem sido possível porque Deus nos visitou, porque seu Espírito foi derramado em nossos corações. Talvez choremos por ter perdido grandes oportunidades para amar e por não utilizar mais freqüentemente o polimento, o rejuvenescedor, o reconstituinte de nossos amores que são o
Espírito de Deus e sua Palavra.

José Cristo Rey Garcia Paredes

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SÉTIMO COMENTÁRIO

AMAI-VOS UNS AOS OUTROS

Postado por: Padre Bantu Mendonça K. Sayla

Há uma palavra que nos liberta de todos os fardos, dores da vida e nos faz atingir o vínculo da perfeição. Essa palavra é amor. João na primeira carta diz que Deus é amor. Além de tudo o mais que Deus seja, e além do mais que Ele tenha feito, esteja a fazer ou venha a fazer – tudo é uma manifestação do Seu amor. Este amor é tão reconfortante como é difícil de compreender. O amor de Deus excede em muito aquilo que os seres humanos rotulam normalmente como amor, o qual é, por vezes, um mero sentimento superficial ou uma paixão louca temporária, esta tantas vezes misturada de egoísmo e cobiça. Deus não Se limita a ter amor ou a demonstrar amor. Ele é amor.

O amor de Deus pela humanidade tem-se revelado de numerosas maneiras, sendo a maior de toda a Cruz. Como seguidores de Jesus, correspondemos ao Seu amor amando os outros, como Cristo nos amou a nós.

No Evangelho de João, Jesus não manda amar a Deus. Seu mandamento é que permaneçamos no amor. É amar o amor, e Deus é amor. O maior amor está em dar a vida por seus amigos, estar totalmente a seu serviço, a exemplo de Jesus. Somos escolhidos para dar frutos que permaneçam para sempre. O fruto é a prática do amor mútuo originando as comunidades. A vida sem amor é um tipo sub-humano de existência. Precisamos do amor dos pais. Precisamos do amor da família e dos amigos. Precisamos pertencer a uma comunidade que ama. Contudo, assim como precisamos receber amor, também precisamos dar amor. Não somos verdadeiramente humanos se não conseguirmos amar. Sejamos, porém claros: O verdadeiro amor não tem origem em nós. A capacidade de amar é criada em nós pelo nosso Criador na pessoa do Seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor. É ele que nos convida a amarmo-nos uns aos outros.

Assim, celebrar a Eucaristia é para mim e para ti assumir o compromisso de viver a fraternidade não apenas verbalmente, mas de fato. Assim como Jesus se entrega por nós, que nossa vida seja toda ela vivida na doação e no serviço em favor dos irmãos e irmãs, especialmente daqueles que mais sofrem. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros.

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OITAVO COMENTÁRIO

AMAR ÀS VEZES É SUBJETIVO

2ª Leitura

A ilusão de São João Evangelista é mais uma alusão ao estendimento da bênção divina a todos os povos. Se antes, no Primeiro Testamento, poderíamos enxergar a salvação apenas ao povo eleito, judeu, que seguia à risca normas religiosas, dessa vez podemo-nos contemplar com a salvação a todos os filhos de Deus. A novidade da fé cristã é que não precisamos fazer segmentações e segregar núcleos por conta de nossa crença, mas, pelo contrário, podemos estar levando a fé para todos os nossos irmãos. A figura celeste descrita pelo autor, juntamente com a frase "Eis que faço novas todas as coisas", sugere um aumento expressivo de convertidos, graças a reconciliação entre povos. É difícil saber que a segregação continua presente até a contemporaneidade, mas não podemos diminuir nossa fé e obedecermos as rédeas errôneas pregadas em prol das divisões. Volto a bater na tecla que o ecumenismo e o diálogo inter-religioso aparenta ser uma utopia. Estudei em colégio protestante, e não me esqueço na segunda série, a seguinte pergunta (tola) de Amanda Prieto: Professora Julita, é verdade que os católicos não vão ao Céu? A diretora, carinhosamente e cheia de ternura lhe deu a devida correção fraterna: Todos que acreditam em Jesus, terão a salvação. Nunca me esqueço dessa cena escolar e didática que muitos adultos nem querem pensar. O problema é que não deixei de avisá-los, porque quem julga, também será julgado. Senhor Deus, ilumine as mentes erradas que vão contra o ponto comum com sua divina transcendência, amém. (Lincoln Spada)

Evangelho

Ele tinha iniciado a nova religião a partir da instituição eucarística. Jesus sabia o que estava por vir, e decidiu confessar o segredo da felicidade e de sua Igreja apenas para os seus verdadeiros amigos, confidentes. O discípulo precisa amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Venho a dizer que podemos entender uma pessoa apenas pela resposta que ela dá sobre a essência do amor. Vira e mexe, mudamos a nossa interpretação de amor por conta das experiências vividas. A adolescente que nunca beijou me disse que o amor era inexplicável e inatingível. O pai alterado com os filhos falou que o amor é a preocupação sincera. A esposa mal-amada comentou que o amor é um exercício intenso. As pessoas vivem a relacionar o amor com o seu estado de espírito e, consecutivamente, com Deus. Ninguém tem o mesmo pensamento sobre o amor duas vezes, ele é momentâneo. E ninguém tem a idêntica capacidade e forma de amar. Sendo assim, se cada um ama de uma forma, cada um sente-se feliz e com Seu Deus de uma maneira. E se amar é ver Deus, devemos ver o Senhor em cada pessoa que nos rodeia, em cada simplicidade nos atos, gestos e palavras. Senhor Pai, faça com que possamos te enxergar em nós mesmos e em nossos próximos, amém. (Lincoln Spada)

NONO COMENTÁRIO

“QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS ASSIM COMO EU VOS AMEI”

O Evangelho de São João, para este domingo, apresenta-nos o mandamento novo de Jesus: «Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros». Não é fácil cumprir este mandamento que Jesus nos manda viver.

A nossa vida está tão repleta de tantas coisas complexas demais que se torna, por vezes, impossível corresponder ao mandato de Cristo. Todos temos experiências de relações com outras pessoas que nos marcaram profundamente para o bem e para o mal.

No entanto, cada um deve em primeiro lugar ser capaz de acolher todos aqueles que Deus colocou na sua vida e amá-los profundamente.

Dessa forma, já viveremos o mandamento novo que Jesus nos ensina. Os contextos mais difíceis do mundo são o melhor lugar para viver o amor. Primeiro que tudo, deve estar no nosso coração todos os que a vida nos ofereceu como membros de família, do trabalho, da opção e de todas as caminhadas que realizamos.

Logo depois, somos desafiados a viver o amor para com todos aqueles que se cruzam conosco no dia a dia.

Penso que o amor começa em casa, assim como a tolerância, a paciência, a caridade, filhas do amor. Primeiro está a família, depois a cidade. É fácil fingir amar as pessoas que estão longe; mas é muito menos fácil amar aqueles que vivem conosco ou que estão muito perto de nós.

Para se amar alguém, é preciso estar perto dessa pessoa. Todas as pessoas precisam de amor. Todos nós precisamos saber que temos importância para os outros e que temos um valor inestimável aos olhos de Deus.
Cristo disse: «Que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei». E disse também: «Aquilo que fizerdes ao mais pequeno dos Meus irmãos, a Mim o fazeis». É a Ele que amamos em cada pobre, e todos os seres humanos são pobres de alguma coisa. Disse Ele: «Tive fome e destes-Me de comer, estava nu e vestistes-Me». Queridos irmãos e irmãs, devemos nos esforçar, para que o nosso dia apesar de tanta pressa, de tantos compromissos, apesar de tantos problemas e decepções , que esse dia seja vivido na presença de Jesus Cristo .

A esta forma de vida não se chama ingenuidade ou inocência doentia, mas disponibilidade para a vivência da felicidade pessoal e dos outros. Não devemos aceitar todas as patetices e asneiradas dos homens, mas somos chamados a acolher, compreender e perdoar.

O amor que Jesus nos manda viver como elemento essencial do seu Reino passa pela entrega ao serviço dos outros e pelo acolher a todos como irmãos.

O reino de Jesus Cristo está identificado pela fraternidade. Até podemos definir a religião cristã como uma fraternidade. Ninguém se pode dizer cristão se não vive a dinâmica da amizade e da abertura aos outros como irmãos como valor fundamental da sua vida diária. Talvez seja esta visão do cristianismo que nos leva a concluir que esta religião é difícil de se viver.

No entanto, não devemos deixar que este pensamento nos atrofie a coragem ou a entrega à descoberta do essencial para a felicidade.

A descoberta do amor é um bem crucial para a realização de cada um como ser humano e como pessoa. Por isso, desistir de procurá-lo será como que dizer não à vida e ao que ela tem de mais belo. Deus, pela pessoa de Jesus convoca-nos para o ideal do amor e cada um de nós deve procurar corresponder na medida do possível a esse chamamento freqüente de Deus.

Para finalizar, uso as palavras que foram ditas por Santo Agostinho: Aquele que ama o seu próximo com um amor puro e espiritual, quem amará nele senão Deus? É este amor que o Senhor quer separar da afeição puramente natural, ao acrescentar: “Como eu vos amei”. Que é que Ele amou em nós, senão Deus? Não Deus como nós o possuímos já, mas tal como Ele quer que o possuamos quando “Deus for tudo em todos”. O médico ama os doentes por causa da saúde que quer dar-lhes, não por causa da doença. “Assim como vos amei, amai-vos uns aos outros”. Foi para isso que Ele nos amou: para que, por nossa vez, nos amássemos uns aos outros.

Amém

Abraço carinhoso

Maria Regina

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FIM DOS COMENTÁRIOS SOBRE O MANDAMENTO DO AMOR