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sexta-feira, 2 de abril de 2010

O TÚMULO VAZIO - JESUS RESSUSCITOU

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HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO

04 DE ABRIL DE 2010

VOLTEMOS À VIDA

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VÁRIOS COMENTÁRIOS PARA ENRIQUECER SUA HOMILIA

1- A RESSURREIÇÃO TEM DOIS ASPECTOS... – SAL

2- RESSURREIÇÃO DE JESUS -- ELIAN

3-RESSURREIÇÃO DE N.S.J.C.- CECILIA

4-TIRARAM O SENHOR DO TÚMULO – JOSÉ CRISTO REY

5-O TÚLO ESTAVA VAZIO – PADRE CLAUDIO

6-0 TÚMULO VAZIO – FERNANDO TORRES

7-ELE ESTÁ VIVO – TIA CÉLIA

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PRIMEIRO COMENTÁRIO - sal

A RESSURREIÇÃO:UM FATO TELOLÓGICO E HISTÓRICO

A ressurreição de N.S.J.C. apresenta dois aspectos. Um aspecto teológico e outro aspecto histórico.

1-Teológico – Do ponto de vista da Teologia, que é o estudo das coisas e mistérios de Deus, a ressurreição de Jesus Cristo é vista por nó com os olhos da fé, sem nenhum questionamento. Nós aceitamos e acreditamos que Jesus Cristo era o Filho de Deus, que se fez homem e veio ao mundo, e deixou que o matasse com a morte de cruz, porém, depois de três dias conforme já havia sido anunciado pelos profetas e pelo próprio Jesus Cristo, ele voltou a vida.

Veremos nesta reflexão alguns questionamentos a respeito da ressurreição de Jesus. Um deles é referente a rolagem da pedra da porta do túmulo. Já houve quem questionasse, dizendo que se Jesus era Deus, se apareceu no meio dos apóstolos no Senáculo com todas as portas fechadas, porque foi preciso rolar a pedra da boca do túmulo. Resposta: Para despertar a curiosidade das pessoas, as primeiras que tomaram conhecimento da Ressurreição de N.S.J.C. Com certeza, Jesus não precisava retirar a pedra para sair do túmulo. Porém, se assim o fizesse, se não afastasse a pedra, ninguém iria se tocar que Ele teria desaparecido. Com certeza, para rolar a pedra da boca do túmulo, Jesus deve ter feito apenas um gesto como o fez para acalmar a tempestade.

É importante acrescentar aqui que o nosso crer também não deixa de ser histórico ou factual, pois nos apegamos às provas da divindade de Jesus, que foram os inúmeros milagres anotados pelas comunidades como foi o caso da comunidade de João, e posteriormente juntados e escritos por aqueles que testemunharam a sua vida, juntamente com milhares de cristãos os pobres e doentes que se beneficiaram pelas curas e até alimento como na multiplicação dos pães.

1-Histórico: Sabemos que a Ciência histórica investiga e estuda o passado para que possamos compreender o presente e até projetar o futuro. Assim, do ponto de vista histórico, a Ressurreição de N.S.J.C. foi um fato histórico incontestável, que ocorreu em um determinado local, o túmulo, o qual está lá na Terra Santa e que é visitado por milhares de turistas o ano todo, e que também pode ser visitado por você. Ao visitar a Terra Santa, além do túmulo, o turista tem a oportunidade de travar contado ou conhecer outras provas visíveis e palpáveis da passagem de Jesus Cristo pela Palestina.

Os guardas do túmulo foram as primeiras testemunhas oculares desse grande fato Histórico, a ressurreição de Jesus. Tanto é que foram à cidade, para comunicar aos sumos sacerdotes aquele ocorrido. Os sumos sacerdotes então, pegos de surpresa, e sem saber exatamente o que fazer se reuniram com os anciãos e decidiram então dar uma grande soma em dinheiro aos soldados, para que eles negassem a ressurreição. Propuseram aos guardas, mediante a entrega do dinheiro, que eles falassem uma mentira deslavada. Isso porque aqueles falsos sacerdotes eram riquíssimos. Eles monopolizavam todo o movimento de entrada e saída de dinheiro do Templo o qual funcionava como um banco, um Shopping, mais na verdade era uma toca de ladrões, como disse Jesus. O único banco da Palestina. Os sacerdotes possuíam muitas fazendas compradas com o lucro adquirido nas transações comerciais no Templo, como a venda de animais para o sacrifício, a venda do couro desses animais, farinha, vinho azeite (usados no sacrifício) o comércio exterior, e muitas outras falcatruas proibidas pela religião, mais eles podiam tudo.
Os sumos-sacerdotes foram aqueles que condenaram Jesus à morte de cruz no julgamento do Sinédrio dominado por eles. Fizeram isso porque Jesus estava incomodando os seus lucrativos negócios. Porque Jesus havia desmascarado aqueles hipócritas. Uma vez sabendo que Jesus tinha voltado a viver, o mais certo era pagar os guardas do túmulo para espalhar uma mentira contradizendo a ressurreição de Jesus. “'Dizei que os discípulos dele foram durante a noite e roubaram o corpo, enquanto vós dormíeis.”
...E assim, o boato espalhou-se entre os judeus, até ao dia de hoje.
Os sacerdotes desesperados pela derrota aos constatar a ressurreição de Jesus, não tiveram outra coisa a fazer senão usar o seu maior recurso naquele momento, o dinheiro o qual ele tinham em grande quantidade, por ter a vida toda arrancado das mãos do povo e dos pobres, através do Templo em nome de Deus e da religiosidade.

Correu o infeliz boato entre os incrédulos que Jesus não ressuscitou mais sim que foi uma invenção dos apóstolos, ou dos primeiros cristãos. Afirmam os questionadores da fé, que Jesus só teria aparecido aos íntimos, aos amigos, portando tais provas não dignas de credibilidade.

Ora, isso não é verdade. Cristo ressuscitado não apareceu apenas para as mulheres e os seus amigos. Ele apareceu para 500 pessoas na Estrada de Damasco conforme o testemunho de Paulo. E como Paulo afirmou, muitas daquelas pessoas estavam vivas e prontas para testemunhar o fato histórico.

E ainda nos dias de hoje existem pessoas que duvidam da ressurreição. Pessoas que não conseguem entender como podia Jesus ser homem e Deus. E tais pessoas até vão à missa, ensinam os filhos a rezar, mais não acreditam na ressurreição. Uns dizem: Eu que os apóstolos inventaram essa para não ficarem numa situação de desvantagem.
Tem gente que ainda pensa que a ressurreição de Jesus Cristo foi uma invenção dos apóstolos.

Prezados irmãos e irmãs. Se para nós Cristo não voltou a viver, não ressuscitou, a nossa fé não tem sentido, é vã, como disse Paulo. Jesus provou que ressuscitou aparecendo a várias pessoas, não somente para amigos, ou aos discípulos. Antes de morrer Jesus afirmou mais de uma vez que iria ressuscitar. Se você ou alguns dos seus amigos(as) ainda têm dúvidas sobre a ressurreição, pesquise e estude o Santo Sudário. Que apesar de ser questionado por 2% dos fiéis, é a maior prova da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. É muito fácil pesquisar o Santo Sudário. Você pode começar pela Internet mesmo.

A Páscoa é a festa máxima do cristão católico. É o momento de parar de questionar, e procurar se envolver no mistério da Fé. Nós precisamos ter uma fé científica, porém tem coisas que só podemos enxergar com os olhe da fé, como é o mistério da Santíssima Trindade. Não dá para entender com o nosso raciocínio humano, mas sim pelo olhar de fé. Para ter fé, comece pedindo a Deus para aumentar a sua fé, ou do seu amigo(a). Que tal começar rezando o Creio em Deus Pai todo poderoso...

Sal.

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A RESSURREIÇÃO É UM FATO CONSUMADO - SAL

A ressurreição de Cristo é um fato consumado, do qual não temos a menor dúvida, visto que é um fato histórico documentado. A ressurreição de Jesus é a verdade culminante da nossa fé em Cristo, acreditada e vivida como verdade central pela primeira comunidade cristã, transmitida como fundamental pela Tradição, estabelecida pelos documentos do Novo Testamento, pregada como parte essencial do mistério pascal. A Páscoa não teria nenhum sentido sem o mistério da ressurreição. Que foi um acontecimento histórico inquestionável. É um mistério assim como a Eucaristia, como a pessoa de Cristo Deus e homem, como o seu nascimento de uma virgem, etc. E o mistério da ressurreição de Cristo é um acontecimento real, com manifestações historicamente verificadas, como atesta o Novo Testamento. Já São Paulo, por volta do ano 56, pôde escrever aos Coríntios: “Transmiti-vos, em primeiro lugar, o mesmo que havia recebido: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras: a seguir, apareceu a Pedro, depois aos Doze” (1 Cor 15, 3-4). O Apóstolo fala aqui da tradição viva da ressurreição, de que tinha tomado conhecimento após a sua conversão, perto de Damasco.

Jesus ressuscita e aparece aos amigos, e também a outras pessoas que não eram da família, como afirma o próprio Paulo que Jesus apareceu a 500 pessoas na estrada de Damasco. Por isso e por todos os demais milagres, nós cremos na divindade de Jesus Cristo.

ORAÇÃO: Ó Deus, o vosso filho confiou a Maria Madalena o primeiro anúncio da alegria pascal; dai-nos, por suas preces e a seu exemplo, anunciar também que Cristo vive e contemplá-lo na glória de seu reino. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

Creio em Deus Pai todo poderoso, creio em Jesus Cristo pelos seus milagres, Creio na Hóstia consagrada, creio na ressurreição de Cristo e na vida eterna. Amém.

Sal

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SEGUNDO COMENTÁRIO – ELIAN

04= de abril – domingo= Jesus ressuscitou! Aleluia!

João 20, 1-9

Maria Madalena vai ao túmulo de Jesus, ainda era madrugada, e vê o sepulcro vazio. Ela corre para encontrar Pedro e o outro discípulo de que Jesus amava, e ao chegarem ao túmulo, ele estava vazio. Roubaram o corpo de Jesus, e não levaram faixas e o pano que estava sobre a cabeça de Jesus. Nenhum deles se lembrou da profecia da ressurreição. Como Jesus sempre falava em parábolas, que ressuscitaria ao terceiro dia, os discípulos não entenderam. E Pedro que antes negara Jesus, agora vai em busca, a procura dele. Porém, o discípulo amado viu e acreditou que Jesus havia ressuscitado que Ele não estava entre os mortos. Mesmo triste com a morte do mestre, o discípulo amado não perdeu sua esperança, pois entendera o mistério da ressurreição.

Para onde levaram Jesus? Onde está Jesus? A tristeza abatia os discípulos, Maria Madalena e as outras mulheres, e não perceberam que Jesus estava muito perto, tão perto.

O Pe. José Geraldo Rodrigues diz: “A Ressurreição de Jesus foi necessária: a) para mostrar a justiça de Deus; b) para confirmar nossa fé, sem a qual não pode subsistir a justificação do homem; c) para alimentar e sustentar nossa esperança: havendo Cristo ressuscitado, alimenta-nos a esperança certa de ressurgirmos também, pois os membros devem seguir a sorte da “cabeça”; d) para cumprir o mistério de nossa Redenção, porque Cristo, morrendo, nos livrou de nossos pecados, mas ressurgindo, nos restitui aqueles preciosos bens que tínhamos perdido com a culpa. Se queremos aumentar nossa fé, se queremos penetrar nos mistérios de Deus, se queremos que a Luz de Deus nos ilumine, procuremos conservar sempre puro nosso coração, Ela nos levará ao conhecimento das verdades de Deus, de sai grandeza e misericórdia.”

A ressurreição de Jesus é a vitória da vida sobre a morte, sobre o pecado. A ressurreição de Jesus devolve a esperança de todo cristão, a morte foi vencida, e que todos somos vencedores com Jesus, “Somos vitoriosos porque Deus nos deu a vitória em Jesus Seu Filho. Não pelos nossos méritos. E sim pela Sua graça.” 1Co. 15:57”. Com a ressurreição de Jesus nossos pecados foram removidos, é com ela a certeza de que venceremos a violência, as injustiças, o egoísmo, a falta de caridade e misericórdia, a mentira e toda maldade humana. Alegremo-nos, Cristo ressuscitou e está no nosso meio, Ele está vivo em você em mim, confiante em sua presença, renovemos nossas vidas, as esperanças de que podemos ser pessoas novas, e que podemos também renovar e transformar, nossos irmãos, nossa sociedade. Que com ressurreição de Cristo, a esperança renasça e permaneça em nossos corações.

Feliz Páscoa a todos, e um forte abraço.

Elian

Oração: “Ó Deus bondoso e fiel, é muito bom te louvar em todo tempo e lugar, especialmente nesta dia em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Por ele renascemos para uma vida sem fim. E as portas do Reino se abrem para nós”. Amém.

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TERCEIRO COMENTÉRIO- CECÍLIA

Amigos,

Em atenção aos constantes apelos de Salviano, não atendidos anteriormente por real impossibilidade, escrevi este comentário sobre as leituras de 04 de abril.

Um abraço,

Cecilia

04 DE ABRIL=DOMINGO = RESSURREIÇÃO DE N.S.J.C.

1ª Leitura - At 10,34a.37-43

O discurso teológico de Pedro, narrado por Lucas nos Atos dos Apóstolos, tem sua essência no Antigo Testamento, que evidencia Deus como um juiz imparcial (Dt 10,17).

Com um texto que se assemelha a Paulo em Rm 2,10-26 e Gl 2,6, Lucas aplica essa imparcialidade divina à aceitação por Deus, não apenas de judeus, mas também de pagãos, que ajam corretamente.

Resume a ação de Jesus Cristo, por intermédio de quem Deus deu a todos a boa nova, mensagem de paz. Fala também do ministério, da morte e ressurreição de Jesus, da missão dos apóstolos e recorda o testemunho dos profetas.

Termina afirmando que todos receberão o perdão, ou salvação, pela fé em Jesus.

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2ª Leitura - Cl 3,1-4

Neste texto, Paulo fala que pelo batismo morremos para as questões da vida mundana, não espirituais, deixando-nos livres de servir os poderes do mundo. Mas essa liberdade impõe responsabilidade. Por isso, devemos ocupar-nos das coisas do alto, aquelas que se referem à vida espiritual, onde encontramos Cristo, ao lado de Deus.

Numa referência à esperança da vinda futura de Cristo, fala que quando Ele aparecer para o julgamento, também eles se manifestarão na glória com Ele.

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Evangelho - Lc 24,1-12

Nos relatos da ressurreição somos surpreendidos por discordâncias:

- havia só um homem, ou anjo, ou dois?

- Pedro foi ao túmulo sozinho ou com João?

- Jesus apareceu aos discípulos na Galiléia ou só em Jerusalém?

- Excetuando-se Maria de Magdala, que aparece em todos os relatos, quais mulheres foram ao túmulo?

Essas discrepâncias são conseqüência da transmissão oral. Nunca se pensou em torná-las uma história homogênea, pois dão testemunho da autenticidade da experiência vivida. Testemunhas convictas do que viram, ouviram e sentiram, proclamavam a ressurreição e sem se preocupar em revisar o que proclamaram.

Lucas fala da descoberta do túmulo vazio, da visita de Pedro ao túmulo e de dois homens com roupas brilhantes.

Jesus é chamado de “Senhor Jesus”, título que lhe pertence por causa da ressurreição.

Lucas relata a ressurreição sob dois aspectos:

- de forma ativa, anunciada pelo próprio Jesus: “ressuscitou” (v. 7)

- de forma passiva, como cumprimento da vontade do Pai: “seja... ressuscitado” (v. 7). Nesta forma, toda obra de salvação, inclusive a Ressurreição de Jesus Cristo, origina-se

em Deus Pai.

Cecilia

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POR NÓS FOI CRUCIFICADO

Antes do cristianismo, já era utilizada a cruz, porém como sinal de tristeza, sofrimento, dor, desolação. No IMPÉRIO ROMANO o suplício da cruz era comum, e reservado aos escravos condenados à morte. O condenado tinha de passar por uma encenação infamante, apanhar de vara, carregando seu instrumento de suplício até o lugar da execução, quando então suas mãos e seus pés eram amarrados ou pregados na cruz.

Essa encenação se encerrava com uma forma de morte, em geral por asfixia, tida como terrível.

Os cidadãos romanos não podiam ser crucificados, mas decapitados. A crucificação era tida como muito infame.

Aos condenados por motivos religiosos, como blasfêmia, as autoridades judaicas poderiam determinar que fossem executados por apedrejamento.

A morte de Jesus na cruz não foi invenção dos discípulos. Basta ler atentamente os evangelhos para perceber que Jesus fala da possibilidade de sua morte violenta;

“Do mesmo modo o Filho do homem terá de padecer da parte deles”(Mt 17,12).

“Podeis beber o cálice que... “(Mc 10,38)

“Porque assim como Jonas esteve no ventre da baleia durante três dias e três noites, assim também...”(Mt 12,40).

Por três vezes, segundo Mateus, Jesus anuncia sua morte (Mt 16,21; 17,22; 20,17-19).

POR QUE UM HOMEM QUE PREGA O AMOR RECEBE UMA CONDENAÇÃO TÃO VIOLENTA?

Por sua dedicação aos marginalizados, sua crítica à interpretação farisaica da Lei, suas críticas à administração do templo pelos saduceus, Jesus entrou em conflito com as forças dominantes do povo. A massa popular que o seguia, por seus milagres e curas, apesar de ouvi-lo, não assumiu uma fé clara e decidida.

O andamento do processo de Jesus no Sinédrio, do ponto de vista histórico permanece oculto. O fim do processo é testemunhado pelos evangelhos: “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus” (Mc 15,26).

Jesus previu sua morte e interpretou por três vezes o sofrimento como morte salvífica querida por Deus (Mc 8,31; 9,31; 10,33s). Nesses anúncios da paixão certamente penetrou a interpretação da Igreja originária. Por isso, hoje dizemos que são interpretações pós-pascais.

Na última ceia, Jesus manifesta a certeza de sua morte e firme convicção da vinda do reino de Deus: “Em verdade vos digo, já não beberei do fruto da videira...” (Mc 14,25).

No Getsêmani, retira-se com Pedro, Tiago e João. Ali assume nossas dúvidas e incertezas, as nossas angústias. Suando sangue exclamou: “Pai, afasta de mim este cálice. Mas faça-se não a minha e, sim, a tua vontade!”

Marco Histórico:

Com relativa certeza, historiadores e exegetas (comentaristas para interpretação ou esclarecimento sobre a Bíblia) concluíram:

- Morte de Jesus de Nazaré no dia 14 ou 15 de nisan (março-abril) do ano 30.

- Condenado pelo poder romano, como rebelde político.

- Jesus foi preso à noite, traído por um dos doze apóstolos.

- a mesma multidão que gritara “Hosana ao filho de Davi” agora grita “Crucifica-o, crucifica-o”.

- Carrega o madeiro da cruz para fora da cidade, para o monte das caveiras (Gólgota), onde é crucificado.

- Nenhum dos seus apóstolos o acompanha em sua via sacra.

- Pedro O nega por três vezes. Mas se Pedro é grande no pecado, é maior no arrependimento.

Para o NT, a morte de cruz a que Jesus livremente se entrega por nós, é obra salvadora de Deus.

Com seu sangue, Jesus faz uma “nova aliança”. E o faz por nós. Pelas palavras e gestos de Jesus na última ceia, percebe-se que Ele compreendeu sua morte como salvífica e que para além da morte, pensava na comunidade dos discípulos, fazendo memória de sua morte na promessa do Reino futuro.

Assim, a mensagem do Reino de Deus vindouro, está ligada à fé no significado salvífico da morte de Jesus na cruz.

Apesar da dureza dos corações dos homens, Jesus aceita a hora determinada pelo Pai e cumpre, até o fim, o plano de Deus para nossa salvação.

Pregado na cruz, volta-se aos que o acompanhavam (sua mãe e João) e diz: “Mãe, eis aí teu filho! Filho, eis aí tua mãe!”

Suas últimas palavras:

“Pai, em tuas mãos entrego meu espírito!”.

Prova extrema do amor de Deus:

“Deus amou tanto o mundo que entregou seu Filho unigênito, para que todo aquele que crer nele não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo 3,16).

Significação salvífica da morte de Jesus na cruz:

Paulo escreve: “Porque os judeus pedem sinais, e os gregos procuram sabedoria, enquanto nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos” (1 Cor 1, 22s).

Para os primeiros cristãos foi difícil aceitar o escândalo da cruz de Cristo. À luz da ressurreição de Jesus por Deus, percebem que a morte escandalosa de Jesus é causada pela descrença e inimizade de homens e percebem por trás a vontade, o amor e o plano de salvação de Deus.

Se a morte de Jesus foi cumprimento da vontade divina, é possível vermos na ressurreição de Cristo o “SIM” de Deus ao crucificado.

A cruz tornou-se símbolo dos cristãos. É formada por duas linhas: uma vertical, que une o céu e a terra; outra horizontal, na qual ele abre seus braços, para acolher a todos.

Pela cruz Cristo nos redimiu. Entregou-se obediente à vontade do Pai “por nós”.

Pelo amor salvífico de Deus, que se manifestou em Jesus Cristo, funda-se a paz entre Deus e os homens. “Ele é nossa paz”(Ef 2,14). Em Jesus Cristo tudo foi sanado e reconciliado. Assim, a cruz é sinal de vitória sobre todas as forças hostis a Deus e aos homens, um sinal de esperança.

A mensagem da cruz é inseparável da ressurreição e ascensão do Senhor. No Evangelho de São João a elevação de Jesus na cruz coincide com a ascensão e glorificação à direita do Pai (Jo 3,14; 12,34). Na hora de sua morte, Jesus pronuncia a palavra vitoriosa: “Tudo está consumado” (Jo 19,30).

A cruz descobre o pecado, a injustiça e a mentira.

A cruz manifesta o amor maior, a justiça e a verdade de Deus: força e sabedoria.

Pela cruz, Cristo triunfou sobre todo o mal.

A liturgia da Sexta-feira Santa mostra o caráter vitorioso e libertador da paixão de Jesus Cristo: “Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo!”

O cristão sob o sinal da cruz:

Pelo batismo, imergimos no sofrimento de Cristo, para algum dia participarmos de sua vida (Rom 6,3-8).

Toda a vida do cristão realiza-se sob o sinal da cruz: “... embora vivos, estamos sempre morrendo por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal” (2 Cor 4,10s).

Seguir na cruz pode ser: perseguição, calúnia, pobreza, obediência, serviço, disciplina interior e exterior, solidão, doença, sofrimento e morte.

Participar do sofrimento de Cristo é participar do sofrimento do irmão. Mateus explica isso muito bem em seu evangelho: Mt 25,34-40.

Desceu à mansão dos mortos:

Naquela época o reino dos mortos era o sheol, onde os falecidos levavam uma existência sombria, longe de Deus.

Descer à mansão dos mortos para Jesus era assumir o destino humano da morte. Por sua ressurreição e ascensão, abriu-nos o caminho para o céu, ou seja, concretizou sua mensagem salvífica, que se estende a toda a humanidade.

Bibliografia utilizada:

ZILLES, Urbano. Jesus Cristo: quem é este? Porto Alegre: EDIPUCRS, 1999.

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RESSURREIÇÃO

À luz da vida nova do ressuscitado e da experiência do seu Espírito, os discípulos compreenderam definitivamente o que Pedro professara em Cesaréia de Filipe: “Tu és o Cristo, Filho do Deus vivo” (Mt 16,16).

A história dos discípulos de Emaus (Lc 24, 13-35) mostra bem como a morte violenta e escandalosa de Jesus deixa os discípulos decepcionados, resignados, sem esperanças. Mais lhes parece que a morte de Jesus tinha posto fim à sua causa: o Reino de Deus. Mas o Evangelho de Jesus Cristo propaga-se pelo mundo conhecido. Há vigor no início do Cristianismo. A Ressurreição e a mensagem da cruz tornam-se o centro da fé cristã.

Várias vezes tentaram explicar a mensagem da ressurreição e do sepulcro vazio como:

- fraude dos discípulos (Mt 28, 13)

- furto do cadáver (iluminismo)

- as aparições seriam visões subjetivas, como alucinações.

Só consideravam válidas as hipóteses imanentes ao mundo. Erraram, pois não é essa a perspectiva de Jesus e das Sagradas Escrituras.

Hoje, na Teologia mais séria, tais hipóteses foram todas abandonadas. Os teólogos nem discutem sobre a fé na presença do Senhor, vivo entre nós.

O testemunho do NT é unânime: ressurreição de Jesus dos mortos é a obra salvífica central de Deus na história; é fundamento e objeto central de nossa fé; a Igreja professa isso desde os tempos apostólicos – (1 Ts 1, 10; At 2, 22-24; 1 Cor 15, 14).

Hoje, não podemos abstrair da crítica histórica e hermenêutica, ao falar da ressurreição de Jesus. Não se trata da volta de um morto à vida, tal qual era antes da morte. O ressuscitado não apareceu a testemunhas neutras ou aos adversários (com exceção de Paulo que se converteu). Isso torna difícil explicar o que significa a afirmação da Igreja apostólica: “Deus o ressuscitou dos mortos” (At 3,15; 4, 10).

Sem a manifestação do Ressuscitado, depois de sua morte na cruz, jamais se teria reunido uma comunidade que o confessa como Cristo Senhor.

A certeza da ressurreição de Jesus, de acordo com a fórmula da profissão, funda-se na aparição do ressuscitado perante testemunhas: tornou-se-lhes visível”, “se revelou a eles” (1 Cor 9,1; Gl 1, 16). Mas o NT não demonstra dar importância à maneira como se deram as aparições. O essencial é que houve encontros pessoais e se trata de revelações, nas quais se manifestou Aquele que foi ressuscitado por Deus para a vida nova e introduzido na glória de Deus.

O que se deduz das aparições do ressuscitado é que Ele aparece para dentro do mundo e apela aos discípulos; mas Ele não é mais deste mundo, está na glória de Deus. Manifesta-se como vitorioso sobre a morte, mostra-se como Senhor, Kyrios, cuja glorificação reforça a mensagem da vinda do Reino de Deus.

A ressurreição de Jesus é diferente da ressurreição da filha de Jairo (Mc 5, 35-43), da discípula Tabita (At 9, 36-43) ou do filho da viúva de Sarepta (1 Rs 17,17-24). Nestes casos o morto volta à vida terrena e se sujeita a morrer novamente. Jesus não morre mais. Vive para Deus (Rm 6, 9). Portanto ver o Ressuscitado é um ver diferente do ver comum dos homens. Possui vida “pelo poder de Deus” (2 Cor 13,4). Na face do ressuscitado resplandece a glória de Deus. A ressurreição é o começo de uma nova criação (1 Cor 15,42).

“Semeado em corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; semeado no corpo animal, há também um corpo espiritual” (1 Cor 15,42-45). O corpo ressuscitado é dominado totalmente pelo poder do espírito.

O corpo pode ser tanto o lugar no qual o homem está exposto às forças do pecado, como também da comunicação com Deus e com o próximo. O corpo assumido para o reino do Kyrios, Paulo chama de soma pneummatikón (corpo espiritual).

Por sua ressurreição, o Kyrios está definitivamente na dimensão divina e, a partir de Deus, está conosco de uma maneira nova. Essa maneira nova é mistério de salvação. Com Cristo começa uma nova história, onde todos nós poderemos chegar à meta. Cristo é apenas o primogênito dentre os mortos, a cabeça de uma nova humanidade. O céu entrou em nosso tempo, onde e enquanto o homem estiver em Cristo pela fé, na esperança e no amor.

A ressurreição significa que Jesus agora vive na dimensão divina, na glória, exaltado (entronizado como rei). Sob certo aspecto já pela ressurreição acontece a exaltação. A exaltação é o acabamento da própria ressurreição (Jo 20, 17-22). Ressurreição e ascensão são os dois lados de um único acontecimento.

Para nós, fica a Esperança, sustentada pela fé de que a morte não pode por fim à existência metafísica do homem. Como obra de Deus em sua livre Criação, somos a Ele ordenados, numa sublime teologia, que é a própria história da salvação.

Filhos de um Deus Criador e Redentor, cremos e aguardamos uma nova vida, na qual Deus consumará Seu ato de amor.

A Ressurreição é, na ordem temporal, o último objeto de nossa Esperança, é o sentido da vida cristã, que se alimenta na Fé.

“Se é só para esta vida que temos posto nossa esperança em Cristo, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Cor 15,19).

Cecilia.

QUARTO COMENTÁRIO - José Cristo Rey Garcia Paredes

RESSURREIÇÃO –“Tiraram o Senhor do túmulo...

A liturgia deste domingo celebra a ressurreição e garante-nos que a vida em plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto.

A primeira leitura apresenta o exemplo de Cristo que
“passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, se deu até à morte; por isso, Deus ressuscitou-O. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os homens.

A segunda leitura convida os cristãos, revestidos de Cristo pelo batismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova, até à transformação plena (que acontecerá quando, pela morte, tivermos ultrapassado a última barreira da nossa finitude).

O Evangelho coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da vida não podem, nunca, ser geradores de vida nova; e a do discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta (a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira).

Leituras

Primeira Leitura - Leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 10,34a.37-43)

A ressurreição de Jesus significa, também, que o medo, a morte, o sofrimento, a injustiça, deixam de ter poder sobre o homem que ama, que se dá, que partilha a vida. Ele tem assegurada a vida plena - essa vida que os poderes do mundo não podem destruir, atingir ou restringir. Ele pode, assim, enfrentar o mundo com a serenidade que lhe vem da fé.
Estou consciente disto, ou deixo-me dominar pelo medo, sempre que tenho de agir para combater aquilo que rouba a vida e a dignidade, a mim e a cada um dos meus irmãos?

Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: “Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judéia, a começar pela Galiléia, depois do batismo pregado por João: como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele.
E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz.
Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos.
E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos. Todos os profetas dão testemunho dele: “Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados”.
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial - Salmo 21

Este é o dia que o Senhor fez para nós alegremo-nos e nele exultemos!

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Diga a casa de Israel:
é eterna a sua misericórdia.

Resposta:
Este é o dia que o Senhor fez para nós alegremo-nos e nele exultemos!

A mão do Senhor fez prodígios,
a mão do Senhor foi magnífica.
Não morrerei, mas hei-de viver
para anunciar as obras do Senhor.

Resposta:
Este é o dia que o Senhor fez para nós alegremo-nos e nele exultemos!

A pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se pedra angular.
Tudo isto veio do Senhor:
é admirável aos nossos olhos.

Resposta:
Este é o dia que o Senhor fez para nós alegremo-nos e nele exultemos!

Segunda Leitura - Primeira Carta de São Paulo aos Colossenses (Cl 3,1-4)

O batismo introduz-nos numa dinâmica de comunhão com Cristo ressuscitado. A partir do batismo, Cristo passa a ser o centro e a referência fundamental à volta da qual se constrói toda a vida do crente.
Qual o lugar que Cristo ocupa na minha vida?
Tenho consciência de que o meu batismo significou um compromisso com Cristo?

Irmãos: Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus.
Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.
Palavra do Senhor.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João (Jo 20,1-9)

A ressurreição de Jesus prova, precisamente, que a vida plena, a vida total, a transfiguração total da nossa realidade finita e das nossas capacidades limitadas, passa pelo amor que se dá, com radicalidade, até às últimas consequências. Garante-nos que a vida gasta a amar não é perdida nem fracassada, mas é o caminho para a vida plena e verdadeira, para a felicidade sem fim.
Temos consciência disso?
É nessa direcção que conduzimos a caminhada da nossa vida?

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.
Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.
Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo.
Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.
Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.
Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.
Palavra da Salvação.

Comentário

Ver e crer

Chama a atenção no Evangelho de hoje, que não se relate nenhuma aparição. Somente a experiência do sepulcro vazio! Chega Maria Madalena; descobre que o corpo não está e seu desconcerto a leva a comunicar aos demais que "não sabe onde o puseram".

Chegam depois ao sepulcro os dois discípulos, Pedro e "o outro discípulo, a quem Jesus amava". Pedro vê, constata. Mas não interpreta o fato. O discípulo amado vê e interpreta em seguida: lhe ilumina a fé, porque encontra o sentido da Escritura. É como se tivesse dito: basta ler a Escritura para dar-se conta de que tinha que ressuscitar dentre os mortos!

Não há aparição de Jesus, senão fé. O discípulo amado não precisa mais. Crê imediatamente depois de ver uns indícios!

O racionalismo de nosso tempo nos leva a uma tremenda desconfiança que fecha as portas à fé. Colocados a duvidar, duvidamos de tudo. Assim fechamos todas as portas a qualquer experiência nova, diferente... ao maior fato da história.

A fé na ressurreição não é uma vã credulidade. Nasce de ser "discípulo amado", da amizade íntima com Jesus. Quem vive em comunhão com Ele tem uma sensibilidade especial:
a sensibilidade da fé. Esta sensibilidade é contagiosa e pode chegar a invadir o mundo.

O testemunho dos que viram e creram falam, sobretudo, de Deus Pai. Proclamam que Deus estava com Jesus em toda sua vida na terra, que Deus ressuscitou a quem seus inimigos mataram; que Deus fez com que o “ver material” fosse iluminado pelo “ver da fé”.

Mas, o testemunho proclama que Jesus quis que suas testemunhas pregassem ao povo, dessem depoimento de que o Crucificado-Ressuscitado, é agora elo de Critério, de Norma, da vida e da morte. E, mais ainda, que seu Nome proclamado e confessado traz consigo o perdão dos pecados e a emergência de uma nova forma de vida.

Nos diz a Segunda Leitura, tomada da carta aos Colossenses:
não só Jesus recebe do Pai a nova vida, também nós! Jesus não ressuscita só. Com ele ressuscitamos nós e recebemos uma nova vida. O que ocorre é que esta nova vida está oculta. Nossa vida não é visível. Está escondida "com Cristo em Deus". A invisibilidade de Jesus leva consigo a invisibilidade daquilo que mais nos pertence, de nossa vida. Quando aparecer Ele também nossa vida aparecerá, gloriosa.

Por isso, sejamos conscientes pela fé desta nova vida. Descubramos essa outra dimensão que nos constitui. Deixemos que essa imagem de Deus, refletida em nós, vá-nos pouco a pouco glorificando. Talvez possamos ser cada um de nós o reflexo vivente do Senhor Ressuscitado. Nisso consiste o depoimento contagioso.
Não bastam palavras, nem ações, nem intenções, é necessário ter sido tocado pelo Amor do Ressuscitado!

José Cristo Rey Garcia Paredes

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QUINTO COMENTÁRIO

Incontestável "O Túmulo estava Vazio"

Não é dificil imaginar as notícias no tempo de Jesus correndo de boca em boca e anunciando a Boa nova da "Ressurreição de Cristo".
Se fosse hoje a notícia correria pelo mundo todo em poucas horas pelos noticiários na televisão, Radio,Internet e todo meio que dispomos em nosso tempo.
Que notícia espantosa foi esta da Ressurreição do Filho de Deus.
Foi assim no primeiro século, mas teve maior impacto do que hoje na vida das pessoas daquela época.
Com o avanço das comunicações hoje podemos narrar os fatos de sua vinda a este mundo dizendo que: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós", e seu nome é "Jesus de Nazaré", o Cristo, o Messias esperado, o Filho de Deus.
Mas parece que a ressurreição de um morto não comove ninguém hoje em dia, as pessoas estão apáticas a tudo, correm atraz só de novidades, vivem uma letargia de existência.
Por isso narramos via rede a Boa Notícia: O "Túmulo" foi encontrado "Vazio".
Narramos novamente esta grande notícia para você da "Ressurreição" e vinda do "Espírito Santo".
Jesus Cristo começou viajando pelo interior da Judéia pregando o AMOR de Deus, um novo tipo de religião única para todos os homens criados a imagem e semelhança de Deus.
Provando tudo o que falou e fez com obras que nenhum homem jamais fez ou presenciou até hoje.
Mas um acontecimento novo em nosso meio está acontecendo novamente pela sua presença ou melhor pela presença do Espírito Santo. Por isso somos as suas testemunhas do fim dos tempos que Jesus de Nazaré ressuscitou e deixou "O Túmulo Vazio".
Enquanto Jesus anunciava o Reino cada vez mais conseguia muitos seguidores, Ele também desagradava a maioria dos líderes políticos e religiosos da Palestina de sua época.
Andava com doze discípulos que ensinava para que propagassem as mensagens do Reino de Deus aos homens depois de sua partida para junto de Deus de onde veio.
Na sexta-feira por volta do meio dia, ele foi "Crucificado" por acusação de traição e blasfêmia.
Na tarde dessa sexta-feira, ele foi tirado da cruz por sua Mãe e discipulos e colocado num Túmulo em forma de caverna esculpida na pedra.
Domingo pela manhã, o seu corpo não foi encontrado mais no Túmulo. A única coisa encontrada foi a sua mortalha deixada onde jaziu seu corpo.
A questão do desaparecimento do corpo de Jesus deixando "O túmulo Vazio" em Jerusalém, dois milênios atrás, ainda é fundamental para nossa fé cristã.
Pois aí está a nossa Fé na sua Ressurreição e aparição diante dos Apóstolos e a muitos depois disso, confirmando o poder de nosso Deus.
Quem senão Deus poderia fazer seu filho Jesus Ressuscitar dos mortos!
Dias depois do desaparecimento de seu corpo apareceu aos Discípulos e a Maria que estavam reunidos e a Tomé.
Tempos depois os apóstolos estavam reunidos novamente no Cenáculo e alí receberam a vinda do Espírito Santo, tal como estamos recebendo hoje de Jesus.
Começaram a pregar sua ressurreição e seus ensinamentos e milhares começaram a ser convertidos.
Os céticos denunciavam os Apóstolos e seus ensinamentos e perseguiam violentamente os seguidores de Jesus. Mas ninguém jamais disputou o único fato incontestável: "O túmulo estava vazio".
Teria sido impossível discutir este ponto, qualquer um caminhando do centro da cidade de Jerusalém até o local do Túmulo de Jesus, poderia ter confirmado visualmente o fato. O Túmulo estava Vazio!
A resposta à questão do Túmulo Vazio vem ao encontro dos depoimentos de testemunhas da época convertidas devido as circunstâncias veridicas dos fatos ocorridos entre eles.
Jesus ressuscitou!!!
Sobre isso não há dúvida, pois ninguem daria sua vida como ocorre com seus seguidores Cristãos por tanto tempo se o fato não fosse veridico e de tal forma que mudou a vida de nossos irmãos no passado e que mudou a face da terra por séculos.

Mas os homens são fracos e o primeiro AMOR foi se esfriando pois nossos esforços humanos não estavam dando conta de tantas adversidades do Mundo em nossas vidas e apartir de um determinado tempo de nossa época o plano de amor do Pai volta ocorrer hoje depois de séculos sem avivamento do Espírito Santo em nosso meio.
Os documentos escritos pelos Discipulos cristãos (Mateus, Marcos, Lucas, João, Paulo, Pedro, etc.) no primeiro século confirmam estes fato e outros de suas promessas. Assim também o fazem os escritos de historiadores romanos (Tácito e Suetônio) e judeus (Josefo) que confirmam o que foi dito por Jesus.

Jesus morreu. Depois de ser espancado e açoitado, Jesus foi crucificado por nossos pecados.
Ele precisou morrer para que o Espírito viesse sobre os Apóstolos e sobre todos nós.
É confirmado nas escrituras: O soldado furou seu lado (peito), do qual escorreram sangue e água, confirmando que ele tinha morrido (João 19:33-34).

O governador romano, Pilatos, depois de verificar sua morte, liberou o corpo para ser tirado da cruz e sepultado (Marcos 15:44-45) (Marcos 16).
Jesus foi sepultado. Á tardinha, um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus,foi procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos cedeu-o. José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco e o depositou num Túmulo novo, que tinha mandado talhar para si na rocha. Depois rolou uma grande pedra à entrada do Túmulo e foi embora. Maria Madalena e a outra Maria ficaram lá sentadas de fronte do Túmulo (Mateus 27:57-61; Marcos 15:42-47; Lucas 23:50-56; João 19:38-42).

Diversas mulheres observaram José e seu amigo Nicodemos colocarem o corpo dentro do Túmulo em forma de caverna e rolarem uma grande pedra sobre sua abertura. Eles tinham tido pouco tempo para embalsamar o corpo adequadamente, pois o sábado judaico começava ao pôr-do-sol da noite de sexta-feira.
As mulheres fizeram planos para virem cedo na manhã de domingo com mais especiarias para completar o embalsamamento.
Mas quando chegaram, encontraram a pedra tirada e nenhum corpo no Túmulo.

Testemunhas oculares alegaram que viram Jesus vivo. Entre estas estavam discípulos que viram Jesus muitas vezes num período de 40 dias e puderam tocá-lo, falar com ele e até mesmo comer junto com ele.
Como julgaríamos o depoimento destas testemunhas? Geralmente, avaliamos o testemunho por fatores tais como honestidade, competência e número.

Honestidade:
Os apóstolos nada ganhavam (dinheiro, popularidade, etc.) por terem pregado a ressurreição.
De fato, foram freqüentemente mortos por causa disso. Sua disposição a morrer por sua crença confirma sua integridade.

Competência:
Os escritos destes homens demonstram competência inspiração de Deus, lucidez aos fatos ocorridos e atenção aos pormenores.
Muitos deles já conheciam bem Jesus e foram capazes de ter contato físico íntimo com ele certamente os coloca em posição de verificar a ressurreição.

Número: Normalmente, duas ou três testemunhas são suficientes para estabelecer um fato histórico, mas neste caso, houve literalmente centenas (1 Coríntios 15:6).
A relutância inicial das testemunhas oculares em crer reforça seu testemunho (Marcos 16:11, 13; João 20:19-29). Alguns a quem Jesus apareceu nem eram discípulos antes de terem visto Jesus ressuscitado: Tiago, por exemplo (João 7:5; 1 Coríntios 15:7) e Saulo (Paulo).

Comentários:
Diversas teorias têm sido propostas por descrentes da fé para explicar os fatos de o Túmulo estar Vazio e os aparecimentos alegados por nossos irmãos cristãos e recem convertidos da época.
Vamos examiná-las cuidadosamente:

Teoria do desfalecimento. Esta explicação sugere que Jesus não estava realmente morto quando o sepultaram. Ele só parecia estar morto, porém mais tarde reviveu no túmulo. Mas, mesmo que ele não estivesse vivo quanto deixado no túmulo, ele estaria severamente enfraquecido pela flagelação e todo deformado, pelo espancamento e pelas horas passadas na cruz. No seu sepultamento, seu corpo tinha sido firmemente enrolado com ataduras engomadas. Realmente, nesta condição enfraquecida, sem atendimento médico, poderia Jesus de algum modo ter revivido, sem considerar que tivesse removido o embalsamento como um casulo? Mesmo que tivesse, mais dois obstáculos teriam bloqueado seu caminho à liberdade: A grande pedra que tinha sido rolada sobre a boca do Túmulo e os guardas romanos armados que estavam de plantão do lado de fora.
Para, de algum modo, remover a pedra e superar os guardas, seria exigida uma grande força.
Mais ainda, a evidência sugere que Jesus estava, de fato, morto quando foi sepultado.
Os romanos crucificavam homens freqüentemente e estavam aptos assegurarem-se da morte da vítima.
A teoria do desfalecimento simplesmente não merece crédito nenhum!

Teoria da sepultura errada. Esta afirma que todos, tanto amigos como inimigos, tinham esquecido onde Jesus tinha sido sepultado e estavam, portanto, olhando para uma sepultura na qual nenhum corpo tinha sido colocado.
Isto explicaria O Túmulo Vazio, mas e quanto aos aparecimentos de Jesus?
É possível que os amigos de Jesus, os soldados romanos e mesmo José, o proprietário da cova, todos terem esquecido sua localização apenas depois de dois dias? E por que as mortalhas de Jesus foram deixadas no Túmulo?

Teoria do roubo. Alguns pensam que os discípulos de Jesus roubaram o corpo e mais tarde declararam que ele tinha sido ressuscitado. Conquanto esta explicação seja a mais velha, é difícil levá-la a sério.
Por que os discípulos teriam roubado o corpo? A proclamação de ressurreição por eles não lhes trouxe poder nem prestígio, mas perseguição e pobreza tanto que se escondiam com medo, jamais motivos para um roubo tão ousado. Eles morreram por seu testemunho da ressurreição; os homens morrem pelo que crêem ser verdade, não pelo que sabem ser mentira. Considere também os padrões morais dos discípulos. É razoável que seu caráter inatacável e ensinamento puro fossem baseados numa mentira premeditada e roubo? Mas, mesmo que o quisessem, os discípulos não poderiam ter roubado o corpo porque o Túmulo estava guardado por soldados especialmente encarregados da responsabilidade de prevenir o roubo desse corpo. A falta de um motivo, a natureza moral dos discípulos e os soldados romanos todos permanecem como testemunhas silenciosas. O corpo não foi roubado!

Teoria da alucinação. Esta noção implica em que os discípulos, perturbados emocionalmente depois da morte de Jesus, apenas pensaram tê-lo visto vivo.Por isto cremos no testemunho de Tomé que só dizia crer vendo o Senhor, retirou qualquer dúvida dos mais seticos dá época como ele. Mas os relatórios destas testemunhas oculares não têm as características de alucinações. Eles envolveram tempos, lugares e grupos de pessoas diferentes. Os aparecimentos terminaram subitamente.
Mais de 500 pessoas viram Jesus vivo ao mesmo tempo (1 Coríntios 15:6), mas alucinações são bem individuais. Além disso, esta teoria não tenta explicar o Túmulo Vazio.
Jesus foi ressuscitado por Deus. Esta é a única explicação que leva e conta, adequadamente, todos os fatos do caso. Mas, se Jesus foi ressuscitado, o que isto significa ou importa para nós?

Implicações da ressurreição
A ressurreição de Jesus abre as portas do Céu e garante certeza de nossa Salvação e Ressurreição (1 Coríntios 15; 1 Tessalonicenses 4:13-18)
A ressurreição de Jesus não é um assunto de mero interesse histórico, mas serve como o protótipo da ressurreição de todo ser humano.
Sua ressurreição é a base para a esperança (1 Pedro 1:5).
A ressurreição de Jesus prova que ele julgará o mundo (Atos 17:30-31). Ele ainda vive e todos os homens o enfrentarão seu julgamento como Juiz da humandade, no dia já determinado por Deus e este dia e está hora ninguém o conhece só Deus.

Este fato deveria provocar sóbria reflexão em nossa vida hoje mais que no tempo dos seus Discípulos.
Se eles achavam que estava próxima sua volta eu hoje não temo em dizer que estamos ainda mais perto de ouvirmos as trombetas tocarem.
A ressurreição confirma as declarações de Jesus de ser o Filho de Deus (Romanos 1:4).
Serve como fundamento de seu reinado (Efésios 1:19-23) e Sacerdote eterno (Hebreus 7:23-28).
A ressurreição de Cristo provê o modelo (Romanos 6:3-5) e o poder (1 Pedro 3:21) do batismo cristão.
Todos os pecadores precisam morrer para o pecado como Jesus morreu na cruz.
Nós precisamos ser sepultados como Jesus e ressucitarmos no novo "batismo" para que possamos ser erguidos para caminhar numa nova vida.

"O que aconteceu com o corpo de Jesus?"
Hoje somos desafiados a responder à mesma pergunta e confirmar que "Jesus Cristo Ressuscitou dos mortos".
Que Jesus Cristo está vivo e seu Espírito está entre nós neste momento e em breve voltará para resgatar os seus escolhidos. Amém!

Orai e Vigiai (João 20, 2-8)

Pe. Claudio

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SEXTO COMENTÁRIO

RESSURREIÇÃO – O TÚMULO VAZIO

A liturgia deste domingo celebra a ressurreição e garante-nos que a vida em plenitude é o resultado de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto.

A primeira leitura apresenta o exemplo de Cristo que
“passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, se deu até à morte; por isso, Deus ressuscitou-O. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os homens.

O Evangelho coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da vida não podem, nunca, serem geradores de vida nova; e a do discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta (a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira).

A segunda leitura convida os cristãos, revestidos de Cristo pelo batismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova, até a transformação plena (que acontecerá quando, pela morte, tivermos ultrapassado a última barreira da nossa finitude).

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Leituras

Primeira Leitura - Leitura do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 10,34a.37-43)

Naqueles dias, 34aPedro tomou a palavra e disse: 37“Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judéia, a começar pela Galiléia, depois do batismo pregado por João: 38como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele.

39E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz.

40Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se 41não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos.

42E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos.

43Todos os profetas dão testemunho dele: ‘Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados’”.
Palavra do Senhor.

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Salmo Responsorial - Salmo 117

Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!
"Eterna é a sua misericórdia!”
A casa de Israel agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”

Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!

A mão direita do Senhor fez maravilhas,
a mão direita do Senhor me levantou.
Não morrerei, mas, ao contrário, viverei
para cantar as grandes obras do Senhor!

Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!

A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se agora a pedra angular.
Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
Que maravilhas ele fez a nossos olhos!

Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!

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Segunda Leitura - Primeira Carta de São Paulo aos Colossenses (Cl 3,1-4)

Irmãos: 1Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, 2onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. 3Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus.
4Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.
Palavra do Senhor.

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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João (Jo 20,1-9)

1No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo.
2Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.
3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.
6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.
8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
9De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.
Palavra da Salvação.

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Comentário

Abram o Coração à Vida

Aleluia! O Senhor Jesus ressuscitou. Não temos a impressão de que até o sol brilha com mais força e que o azul do céu é mais azul que nos dias anteriores? Parece que todos nos temos cara de festa. E sorrimos com mais facilidade. Temos na memória próxima as celebrações da quinta-feira e da sexta-feira. Na lembrança fazem-se mais escuras, sem luz. Até mais pesadas. Hoje é domingo. Não em um domingo qualquer. É o primeiro domingo. No primeiro dia do Senhor. Jesus ressuscitou!

Teríamos que fazer o esforço de nos colocar na situação em que pela primeira vez se viveu esta notícia. Os discípulos eram os mesmos que tinham saído correndo no momento da detenção de Jesus. Pedro era o mesmo que lhe tinha negado três vezes. Só as mulheres tinham contemplado - de longe - o sucedido até o final. Não devia ser nada agradável ver alguém morrer na cruz. E isso que a gente daquele tempo devia estar um pouco mais acostumada ao sangue que muitos de nós.

Daquele primeiro momento, de surpresa, de desconcerto, de admiração, de assombro, nasceu a igreja, a comunidade dos crentes. E hoje, mais de mil anos depois, seguimos celebrando a Páscoa: que a morte de Jesus não foi o final de tudo, que Deus - seu Abbá - respondeu à aposta feita por Jesus e o ressuscitou dentre os mortos. Seguimos celebrando que o Reino do qual tanto falou Jesus não ficou enterrado naquela gruta escura e úmida na qual colocaram o corpo de Jesus morto, aquele corpo foi como o grão de trigo do que falou Jesus:
tinha que morrer para dar fruto e se multiplicar em vida para todos.

Vantagens e desvantagens

Hoje nós temos vantagem sobre os discípulos e discípulas de Jesus da primeira hora. Já temos suficiente experiência para saber que a Sexta-Feira Santa é seguida pelo silêncio do Sábado Santo e que nessa mesma noite celebraremos na Vigília da ressurreição de Jesus. Nós sabemos isto desde o Domingo de Ramos. Sabemos por que já o vivemos há muitos anos. Cada dia da Semana Santa é angustiado pelo sentido que lhe dá ao ser celebrada com anterioridade à ressurreição do Senhor.

Sofremos pouco na Sexta-Feira Santa quando olhamos ao Senhor Jesus morto na cruz. Nós sabemos que já ressuscitou, e que aquela morte não foi para sempre. Nossa tristeza não é fingida mais também não é do todo verdadeira. Ao menos, não verdadeira como foi a daqueles primeiros homens e mulheres que tinham seguido de perto Jesus e que, com todas suas limitações, lhe amavam. Para eles, na Sexta-Feira Santa foi realmente o final. Assim a viveram. Por isso foi maior sua surpresa ao encontrar o sepulcro vazio.

Mas também vivemos a cada Semana Santa com uma desvantagem. É que temos que seguir anunciando a esperança em um mundo que conhece ainda a dor. O fato é que a ressurreição não terminou para sempre com a dor nem com a morte.

É relativamente fácil cantar “aleluia” em uma Igreja bonita, cheia de luz e de flores, em um dia ensolarado. Nós somos os responsáveis em seguir anunciando a esperança da ressurreição, seguir dizendo a todos que o Reino não é uma palavra vã senão uma realidade que temos de fazer presente aqui e agora, na sala de emergência de um hospital, na dor das famílias destruídas, aos doentes incuráveis, na violência das guerras que não cessam, no ódio que segue separando os povos. Não é fácil. Essa é nossa desvantagem.

Tudo começou na Galilea

Só temos a lembrança, a memória, para contar, como Pedro, como os primeiros discípulos, uma e outra vez aos que nos rodeiam que tudo começou em Galilea. E contar de novo a história daquele Jesus de Nazaré que, ungido por Deus com a força do Espírito, “passou fazendo o bem e curando aos oprimidos”. E que nós somos testemunhas de que ressuscitou e está conosco.

Não temos milagres que mostrar. Não temos argumentos racionais com que convencer aos demais. Só temos nossa força de vida, nosso compromisso pelo Reino, nossa confiança no que o Abbá de Jesus é nosso Abbá também que anima nossas lutas por fazer um mundo melhor e mais irmão, um mundo no qual ninguém fique excluído. Isso dizemos nos hospitais e nos campos de batalha, onde o ódio segue matando e onde se perdeu a esperança.

E Jesus vive em nós. Aleluia! Somos os crentes os que levamos Jesus ressuscitado em nossos corações. Somos seus braços, suas pernas, sua voz e suas mãos. Para acariciar, para amar, para reconciliar, para curar. Para abrir caminhos à esperança e à vida. Aleluia!

Fernando Torres

http://www.ciudadredonda.org/subsecc_ma_d.php?sscd=157&scd=1&id=2893

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Comentários de Lincoln Spada

1ª Leitura

Ei! primeiramente precisamos contextualizar o texto. O autor, S. Lucas, fala sobre o tempo que as comunidades judaico-cristãs estavam dando seus primeiros passos pastorais. No Pórtico de Salomão, imponente construção atravessada diariamente por pagãos e também por escribas, os mártires decidiram se reunir para fazer a pregação e os milagres. Vejo que é importante ressaltar que a fé dos futuros cristãos não foi iniciada por uma confiança disposta pelas pessoas. Elas só tinham fé diante das obras miraculosas dos apóstolos. A re-ligação com Deus se dava a partir de fatos concretos e transcendentes cometidos por outros. E é desse ponto que faço uma reflexão. Quem costuma ir à Igreja, geralmente é para pagar uma promessa, ou é porque é tradição familiar, ou porque precisa de uma transformação em sua vida e não sabe como encontrar a cura. Tive a oportunidade de conhecer um rapaz que só visitava a paróquia quando estava solteiro, pois rezava para conseguir uma nova namorada. Ou de um outro moço, que só frequenta assiduamente o templo quando está desempregado. Poucas são as pessoas que vão para a Igreja para agradecer dispostamente a sua vida a Deus. Poucas são as pessoas que valorizam seriamente a presença de Deus em seus caminhos. E assim, serão poucas as pessoas que poderão trabalhar de corpo e alma em prol ao próximo e, consequentemente, à construção do reino de Deus. A Igreja precisa de pessoas realmente cristãs, que não acreditam em Deus somente quando ele dá a sua graça desejada, mas que confiem na vontade de Deus como o melhor guia para a sua libertação à verdade do amor. É dessa confiança que precisamos ter com Deus, e não uma relação estabelecida pela troca de favores. Não continuemos nos exemplos arcaicos dos convertidos no Pórtico de Salomão. Senhor Pai, faça-nos avançar em águas ainda mais profundas, em sermos testemunhas da luz divinal de Cristo eterno, amém. (Lincoln Spada)

Evangelho
Este trecho faz parte do prólogo de São João. Ah, São João. Um evangelista de mão cheia que sabe criar situações simbólicas demonstrando o ágape de Jesus. A verdadeira paixão que Ele tem por nós. João é um homem de fé, é um homem corajoso, a ponto de descrever suas visões a povos que não crêem fidedignamente nas palavras do Senhor. João não é como Jonas ou Adão, que fugiam dos olhos de Deus por conta de suas desobediências. Que fugiam de suas próprias consciências que lhes atacavam o corpo e a mente. João, por sua vez, era mais insistente e mais confiante nos dizeres de Cristo. Ele era um homem de muita fé e de muita sabedoria, ao ser utilizado como instrumento de Deus. Ele não tinha medo da reação alheia quando ele expôs todo o amor que ele tem pelo Deus cristão. É um exemplo a ser seguido, pois várias vezes nos enfrentamos sem a idêntica astúcia e autenticidade apostólica. Acovardamo-nos, damos as costas para os evangelizadores (e da mesma forma para quem iremos evangelizar) a partir de um primeiro tropeço. Uma discórdia ou uma preguiça, talvez. E assim deixamos de testemunhar o ágape sacrossanto. Aceitamos ser motivos de deboche de nossos colegas (de trabalho ou de estudo, senão da própria família) por acreditar na Igreja, e deixamos de vestir a camisa de Jesus apenas por estarmos com vergonha. Tememos falar sobre a bíblia aos descrentes e não queremos parecer chavões personificados ao conversar com pessoas que precisam de uma benção espiritual. Por vezes, já tivemos medo de que sejamos reconhecidos como cristãos. Mas se prosseguirmos com essa atitude, nem Jesus nos reconhecerá. Deus uno e trino, encha-nos com seu manto acolhedor e nos envie em sua missão, amém. (Lincoln Spada)

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Ele Está Vivo!

Jesus ressuscita e aparece a seus amigos

Deus deseja que mostremos a outros o quanto Ele nos ama

Verso BÍBLICO :

“Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas.” Marcos 16:l5, NVI

Texto(s) Chave e Referênciashttp://www.advir.com/historiasbiblicas/historiasbiblicassitefiguras/figsJesus/ressustumba.jpg

Mateus 27:57-61; 28:1-10, 16-20; O Desejado de Todas as Nações, de Ellen G. White, págs.769-794; 818-828.

Objetivos

SABER que Jesus nos pediu que falemos ao mundo todo acerca dEle.http://www.advir.com/historiasbiblicas/historiasbiblicassitefiguras/figsJesus/ressuscita.jpg

SENTIR desejo de falar aos outros sobre a ressurreição de Jesus e o dom da vida eterna

RESPONDER aceitando o poder de Jesus para levar outros a Ele.

A Mensagem

Servimos a Deus quando falamos aos outros sobre Jesus

A Lição Bíblica de Relance

http://www.advir.com/historiasbiblicas/historiasbiblicassitefiguras/figsJesus/ressuscmaria.jpg

“A comissão do Salvador aos discípulos incluía todos os crentes. Abrange todos os crentes em Cristo até ao fim dos séculos. E um erro fatal supor que a obra de salvar almas depende apenas do pastor ordenado. Todos a quem veio a celestial inspiração, são depositários do evangelho. Todos quantos recebem a vida de Cristo são mandados trabalhar pela salvação de seus semelhantes.

“Seja qual for a vocação de uma pessoa na vida, seu primeiro interesse deve ser ganhar al mas para Cristo. ... O ministério não consiste apenas em pregar. Exercem-no os que aliviam os doentes e os sofredores, ajudam os necessitados, dirigem palavras de conforto aos desanima dos e aos de pouca fé. ... Cristo quer que Seus servos ajudem as almas enfermas de pecado.

“Cumpre, assim, a cada um dos obreiros de Cristo começar onde está. Em nossa própria familia pode haver almas sequiosas de simpatia, famintas do pão da vida.” — O Desejado de Todas as Nações, de Ellen G. White, pág. 822.

Cavernas naturais e tumbas escavadas na rocha são abundantes nas proximidades de Jerusalém. Esses eram lugares comumente usados como sepultura na Palestina antiga. Ao entrar em uma tumba típica, na qual os corpos estavam deitados, alguém provavelmente encontraria uma cavidade em cada lado das paredes. Freqüentemente havia ali um pequeno compartimento atrás da principal parte da tumba onde os ossos das gerações anteriores eram recolhidos para dar lugar a novos corpos. A dádiva generosa de José, de uma sepultura, resolveu um problema para o qual os discípulos não tinham solução.

Os menores imprimem desenho para pintar http://www.advir.com/historiasbiblicas/imagnesausar/palette.gif

Enriquecimento:http://www.advir.com/historiasbiblicas/historiasbiblicassitefiguras/figsJesus/resusreicao1.jpg

Jesus Se encontra na tumba desde sexta-feira à tarde. Então já é domingo de manhã. Um anjo aparece junto à sepultura e rola a pedra. Deus chama Seu Filho, e Jesus volta à vida, ressuscitado para retomar ao Céu e reclamar Seu lugar como Rei dos reis e Senhor dos senhores. As notícias da Ressurreição são dadas primeiro às mulheres que foram chorar junto à tumba, e então aos discípulos. Jesus finalmente Se encontra com Seus seguidores e lhes dá instruções para o ministério deles.

Esta é uma Lição Sobre Serviço

A ressurreição demonstra a força que Deus nos dá para viver uma vida de serviço. Se Deus pode trazer um morto à vida, certamente não há circunstância alguma difícil que possamos enfrentar que Seu poder não supere. O mesmo encargo que Jesus deu a Seus discípulos, Ele também deu a nós, levarmos outros a Ele, fazendo-os discípulos através do mundo.

SABE PORQUE JESUS CHOROU?

Aos 33 anos Jesus foi condenado a morte...
A "pior" morte da época. Somente os piores criminosos da época morreram
como Jesus morreu.
E com Jesus ainda foi pior porque nem todos os criminosos naquela punição
receberam cravos nos membros...
http://www.advir.com/historiasbiblicas/historiasbiblicassitefiguras/figsJesus/Resurrec.gif
Sim... Foram cravos e não pregos.... Cada um deveria ter cerca de 15 a 20 cm, com uma ponta com 6 cm e a outra ponta pontiaguda. Eles eram enfiados
nos pulsos e não nas mãos como é dito.
No pulso, há um tendão que vai até o nosso ombro...
Quando os cravos foram enfiados esse tendão se rompeu sendo que Jesus era obrigado a forçar todos os músculos de suas costas para não ter os seus pulsos rasgados. Sendo assim, não podia forçar tanto tempo porque perdia
todo o ar de seus pulmões. Desta forma, era obrigado a se apoiar no cravo
enfiado em seus pés, que por sua vez era maior que os das mãos porque eram
pregados os dois pés juntos.
Já que seus pés não agüentariam por muito tempo, senão rasgariam também,
Jesus era obrigado a alternar este "ciclo" simplesmente para conseguir
respirar. Jesus agüentou esta situação por um pouco mais de 3 horas. Sim,
mais de 3 horas...
Muita coisa, não??? Alguns minutos antes de morrer Jesus não sangrava
mais.
Simplesmente saia água de seus cortes e machucados.
Quando imaginamos machucados, imaginamos simples feridas. Mas não, os dele
eram verdadeiros buracos feitos em seu corpo...
Ele não tinha mais sangue para sangrar. Portanto, saía água.
Um corpo humano é composto de aproximadamente 8 litros de sangue (um
adulto).
Jesus derramou 8 litros de sangue, teve três cravos enormes enfiados nos
membros, uma coroa de espinhos enfiados na cabeça e teve um soldado romano
que enfiou uma lança em seu tórax, sem falar de toda a humilhação que
passou, após ter carregado a sua própria cruz por cerca de dois
quilômetros, com pessoas cuspindo em seu rosto e atirando pedras em seu
corpo (a cruz pesava cerca de 30 quilos...só a parte em que lhe foram
pregadas as mãos).
Isso tudo para que você tivesse um livre acesso a Deus...para que você tivesse todos o seus pecados "lavados"... Todos eles, sem exceção! Não ignore essa situação... ELE MORREU POR VOCÊ...
Sim, Ele morreu por você também.

Aceite a realidade, a verdade de que JESUS É A ÚNICA SALVAÇÃO PARA O MUNDO

A história em si:

Era domingo de manhã depois do sábado mais difícil na vida dos discípulos de Jesus. Jesus havia morrido apenas poucas horas antes do pôr-do-sol de sexta-feira. E Seus tristes e chorosos discípulos O tinham enterrado rapidamente em um sepulcro que pertencia a José de Arimatéia. Então eles apressadamente foram para casa para guardar o sábado.http://www.advir.com/historiasbiblicas/historiasbiblicassitefiguras/figsJesus/ressuscitaeguardas.jpg

As mulheres que haviam estado junto à cruz desejavam servir a Jesus cuidando de Seu corpo. Elas haviam acompanhado e observado onde Seu corpo fora colocado na tumba. Viram que uma pesada pedra fora rolada para lacrar a abertura da sepultura. Elas também haviam descansado no sábado. Mas ao despontar o dia na manhã de domingo, elas se apressaram para a tumba com frascos de perfumes de sepultamento.

Quem rolará a pesada pedra para nós? ponderavam elas ao se aproximarem da tumba. As mulheres não sabiam que um anjo já havia estado na tumba. Com um poderoso terremoto, ele rolara a pedra e, em nome do Pai, chamara Jesus à vida.

As mulheres ficam espantadas à vista da tumba aberta e do anjo, brilhando com a glória do Céu, sentado junto à pedra.

— Não temam — disse o anjo. — Eu sei que vocês estão à procura de Jesus, mas Ele não está aqui. Ele ressuscitou da morte, como disse que faria. Vão rapidamente e contem aos Seus discípulos. Jesus está indo para a Galiléia, e verá vocês ali.

Você pode imaginar quão espantadas as mulheres ficaram? Depois de tudo o que acontecera nos passados poucos dias, elas provavelmente n sabiam o que pensar. A Bíblia diz que “com temor e grande alegria” elas se apressaram para contar aos outros o que havia acontecido.

Dá para imaginar as mulheres derrubando as especiarias que haviam comprado, segurando suas saias, e correndo de volta à cidade tão depressa quando podiam? Vocês acham que elas estavam cheias de energia? Naturalmente que estavam! Você acha que elas estavam entusiasmadas? Sem dúvida! Nada poderia detê-las de partilhar as boas-novas de Jesus ressuscitado!

As mulheres partilharam as boas-novas: Jesus estava vivo!

Logo, Jesus apareceu a Seus amigos. Ele lhes mostrou as marcas dos pregos em Suas mãos. Conversou com eles sobre o futuro deles e lhes deu um trabalho a fazer quando disse:

— Vão e façam discípulos de todas as nações. Falem às pessoas sobre Mim.

Nós temos a honra de partilhar aquela mesma mensagem com o mundo hoje. Jesus disse a Seus seguidores para partilharem as boas-novas com o mundo inteiro.

Você está prontos a contar ao mundo as boas-novas sobre Jesus?

Analisando

Imagine você estar ali. O que pensaria?

O que você acha que as mulheres e os discípulos de Jesus sentiram quando viram Jesus vivo?

O que a ressurreição de Jesus significa para nós hoje? (Nossos queridos um dia também poderão viver pelo poder de Jesus; poderemos ir para o Céu algum dia; Ele venceu o pecado e a morte etc.) O que Jesus quis dizer ao falar a Seus discípulos para fazer discípulos de todas as nações”?

Estudo da Bíblia

Muitas pessoas viram Jesus vivo depois que Ele ressuscitou.

Você sabe que pessoas eram essas?

Procure em João 20:10-18 (Maria Madalena);

Lucas 24:13-16 (dois discípulos na Estrada de Emaús);

João 20:24-31 (Tomé e os outros discípulos).

De acordo com os evangelhos, a maioria das vezes Ele apareceu a pequenos grupos.

Mas Paulo nos diz que uma vez Jesus Se mostrou a uma porção de pessoas. Leia 1 Coríntios 15:5-7.

Jesus apareceu a mais de 500 crentes em uma só ocasião.

Houve também algumas pessoas das quais vocês podem não se lembrar, porque elas viram Jesus muito tempo depois.

Encontre Atos 7:54-56. Estevão viu a Jesus em visão antes de ser apedrejado até à morte.

Leia Atos 9:3-7. Jesus falou a Saulo quando ele viajava para Damasco.

Analisandohttp://www.advir.com/historiasbiblicas/historiasbiblicassitefiguras/figsJesus/ressuscitei.jpg

Quem foi a primeira pessoa a ver Jesus vivo depois da ressurreição? (Maria Madalena.)

Quem disse que precisaria tocar em Jesus antes de crer que Ele estava vivo? (Tomé.)

O que você acha que farão quando virem a Jesus?

Você olhará para as marcas em Suas mãos?

Você pedirá para tocar nelas? Quem você ?

Gostaria que estivesse observando Jesus quando as pessoas viram Jesus pela primeira vez?

E alguém que ainda não conhece muito bem a Jesus?

Quantas pessoas do mundo você acha que precisam conhecer acerca de Jesus?

Quem lhes falará?

Veja atividade de aplicação para professores: falando de Jesus

Veja atividade para professores para compartilhar com o próximo o assunto aprendido: ele está vivo

Ore a fim de que Deus lhe dê poder para contar aos outros sobre Seu Filho. Um dia muito feliz, testemunhando... Com amor, Tia Célia

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FIM DOS COMENTÁRIOS SOBRE A RESSURREIÇÃO DO SENHOR

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