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HOMILIAS PARA O

PRÓXIMO DOMINGO


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domingo, 11 de julho de 2010

O BOM SAMARITANO - QUE DEVO FAZER PARA GANHAR A VIDA ETERNA?

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HOMILIAS PARA O PRÓXIMO DOMINGO

11 DE JULHO DE 2010

MUITO OBRIGADO A TODOS PELOS ELOGIOS.

ORAÇÃO DO DIZIMISTA

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Agir com misericórdia é acolher a miséria do outro com o amor de Deus e não somente com o nosso amor imperfeito e interesseiro.

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A parábola do bom samaritano mostra-nos o amor misericordioso como o único meio de obter a vida eterna. Engana-se quem pretende alcançar este objetivo mediante a prática minuciosa dos mandamentos, a busca da pureza ritual, o respeito às tradições, se tudo isto carecer do respaldo da vivência da misericórdia. Seguramente, o primeiro a ser questionado pelo ensinamento de Jesus e ver-se obrigado a mudar de mentalidade foi o mestre da Lei, que pretendia colocá-lo à prova.

A parábola apresenta-nos alguns aspectos da misericórdia, como Jesus a entendia. O samaritano põe-se a ajudar um judeu, sem se importar com as rixas que sempre existiram entre os dois povos, mostrando, assim, que a verdadeira misericórdia é dirigida a todas as pessoas, sem exceção. O assistido pelo samaritano é alguém expoliado, vítima da maldade humana, jogado à beira do caminho, como algo sem valor. Isto mostra que a misericórdia deve dirigir-se mormente aos pobres e deserdados deste mundo.O samaritano muda todos os seus planos, ao deparar-se com alguém necessitado de sua assistência.

Essa atitude indica que a misericórdia exige que deixemos de lado nossos programas e esquemas, ao nos depararmos com o irmão carente. O samaritano faz todo o possível e ainda se oferece para custear a hospedagem de seu assistido. Isto sugere que a misericórdia desconhece limite, indo além de quanto se possa previamente imaginar.

Os mestres da lei sempre procuravam confundir Jesus, porém Ele ia muito mais além do convencional para fazer com que transparecesse a mensagem evangélica: Amar o próximo é acolher quem se aproxima de você para ajudá-lo, e ao mesmo tempo envolver-se com aquele que você encontra necessitado e só tem você para socorrê-lo.

São duas vias, são duas situações: às vezes somos o necessitado, em outras somos nós os bons samaritanos ou os donos da hospedaria. Nunca seremos auto-suficientes, pois precisamos de um próximo para que recebamos a herança da vida eterna.

Em qualquer situação que nos encontrarmos, como necessitados ou como colaboradores somos convocados pelo Senhor a amar o próximo como a nós mesmos. Às vezes nós ajudamos as pessoas e as socorremos por obrigação ou a contra gosto, porém a própria Palavra do Evangelho nos esclarece: o próximo “é aquele que usou de misericórdia para com ele”.

A misericórdia, então, é o sinal para que nós possamos ser “o próximo” de alguém. Agir com misericórdia é fazê-lo por amor a Deus. É acolher a miséria do outro com o amor de Deus e não somente com o nosso amor imperfeito e interesseiro.

A narração de Jesus ensina que viver agora, e sempre, como povo de Deus, significa demonstrar compaixão, mesmo quando nos incomoda, mesmo quando isso faz nossa vida tornar-se impura, mesmo quando desafia nossa compreensão tradicional e, até mesmo, quando nos custa algo pessoalmente. Isso é o que Jesus está nos dizendo: Vá e faça o mesmo.

Amém.

Abraço carinhoso da

Profª Maria Regina.

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FAÇA O BEM SEM OLHAR A QUEM

Estamos diante de uma passagem conhecida “O bom samaritano”. Esta passagem tem início a partir de uma pergunta maldosa de um mestre da lei. A intenção do mestre da lei não é aprender com Jesus, pelo contrário, ele quer encontrar pontos falhos na sua doutrina.

Diante da pergunta do mestre da lei, “o que devo fazer para ganhar a vida eterna”, Jesus faz uma outra pergunta a ele. Jesus sabia que o mestre da lei sabia exatamente o que fazer, por isso faz a pergunta.

Jesus leva o mestre da lei a perceber que deve amar o próximo para ganhar a vida eterna. Para o judeu o próximo era seu parente, compatriota e conterrâneo. Mas os gentios nem de perto passavam a ser o próximo.

Logo, a parábola contada por Jesus se tornará fundamental. Primeiro foi um sacerdote que avistou o homem caído, em seguida foi o levita. Os levitas auxiliavam os sacerdotes no templo. Por isso, tanto o sacerdote quanto o levita conheciam muito bem a lei.

A parábola também quer aprofundar no sentido da inimizade. Samaritanos e judeus eram inimigos devido a questões religiosas. Mesmo havendo essa inimizade o samaritano sai de si para ajudar aquele que tanto necessitava.

Nas viagens era costume o viajante levar consigo óleo e azeite, pois essa mistura servia para desinfetar as feridas ou machucados que poderiam ocorrer na viagem. E esses elementos são usados para socorrer o samaritano.

A parábola deixa bem claro quem é o nosso próximo. Não somente os amigos, mas também os inimigos. Devemos amar a todos sem ter de me doar.

VIVENDO O EVANGELHO.

Olá ilustríssimo leitor. Enquanto lia esta passagem do Evangelho fiquei a refletir sobre o amor ao próximo. “Quem é o meu próximo?” Ao mesmo tempo que esta pergunta é usada de forma capciosa pelo mestre da lei, devemos usá-la de forma muito sábia para nos interrogarmos.

Falamos tanto sobre o amor, sobre o amar. E tudo fica registrado como meras palavras. Amamos quem nos ama. Odiamos quem nos odeia. Infelizmente este é um pensamento que está em muitos corações. Claro que, como fortes palavras, podemos afirmar que amamos a todos. Porém, as palavras são aceitáveis. Mas os gestos vão revelar realmente quem somos.

A mídia noticia várias tragédias ambientais. Recentemente temos observado os casos do nordeste, as enchentes. Ali muitos estão sendo samaritanos, ajudam inimigos que estão prestes a morrer. Estão fazendo o Reino de Deus acontecer. Fico extremamente emocionado com essa atitude.

Somos seres de amor. Por isso, deixe este amor brotar em seu coração, deixe este amor frutificar na sua vida. Seja bom, faça o bem.

Gostaria de fazer um convite a você, querido leitor. Queria que me mandasse por e-mail uma história, semelhante a do bom samaritano, que você conhece, pode ser até mesmo a sua ou de algum amigo. Pois, o que é bom deve ser comunicado.

Estou aguardando a sua história.

Isso não é coisa de outro mundo. Você pode, você consegue.

Professor Isaías da Costa. (Mande sua história pelo endereço: isaiasdacosta@hotmail.com)

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Jesus é o samaritano

Há muito o que se espelhar na solidariedade do samaritano com o mais próximo, quebra-se uma barreira para o diálogo entre os povos. Segundo teólogo Helmut Kuhn, a ágape do samaritano caracteriza-se assim como uma grandeza sobrenatural por romper os limites políticos. Embasado nos escritos de Bento XVI, podemos fazer umas conclusões a seguir. Em Deuteronômio, para ir ao Reino, o crente deve amar Deus e o seu próximo. Segundo a tradição, o próximo seria o concidadão, no máximo, o ocupante, mas certamente não seria o samaritano (que desrespeitaram a Páscoa Judaica anos antes). Daí que Jesus conta a parábola dum homem que foi abandonado, saqueado e quase morto ao lado da estrada entre Jerusalém e Jericó – caso corriqueiro no local. No entanto, foi um samaritano (possivelmente comerciante, por conhecer o caminho e o proprietário da estalagem mais próxima) quem socorreu o assaltado. O samaritano não pertence à comunidade solidária de Israel, contudo, torna-se próximo ao sentir o rasgo de seu coração (foi tomado de compaixão). A mensagem é que tenho de me tornar próximo, pois o outro conta comigo como eu mesmo em suas necessidades. Através da parábola, de fato, aparece uma nova universalidade. Para os Padres, a parábola tem sentido cristológico: Jesus é o samaritano – distante e estranho – acolhe a humanidade, ferida na sua natureza e despojada de bênçãos, os sacerdotes e levitas passam ao lado (suas culturas e religiões não vêem salvação nenhuma). Ainda no sentido cristológico, Deus derrama azeite e vinho (sacramentos) nas nossas feridas, conduz-nos à estalagem (Igreja). Cada um de nós somos alienados do amor, mas também devemos ser samaritanos – seguir a Cristo e tornar-se como Ele, para vivermos corretamente.

Nosso Cristo Senhor, purificai nossos corações a ponto de que também queiramos nos doar pelas carências de nossos irmãos, amém. (Lincoln Spada)

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O BOM SAMARITANO

Jesus neste evangelho critica e desmascara dois representantes da classe social: O sacerdote, que se fazia de santo, mais Jesus sabia muito bem o que se passava pela sua mente, e o que ele realmente era ou fazia nas horas vagas. O levita que era o funcionário do templo que cuidava do altar, e se achava o máximo em termos de religiosidade e de cumprimento da Lei. Já o Samaritano, um representante dos habitantes da Samária, que era desprezado pelos judeus por não seguir o judaísmo, é o grande herói da historinha inventada na hora pelo Mestre, para explicar para aquele jovem quem é o nosso próximo.

E nós, onde estamos nessa parábola inventada por Jesus? Ora, sabemos que a nossa sociedade é dividida em classes sociais sendo que a maioria de 70% dos brasileiros são formados de trabalhadores braçais, rurais, os descendentes de negros e índios, como os mestiços, mulatos, caboclos, etc, que formam a Classe Baixa.

Em seguida temos a Classe Média cujos representantes formam 25% da nossa população e é formada pelos descendentes de europeus, que tiveram a sorte de poder cursar uma ou mais faculdades, e, portanto, são os médicos, advogados, professores, médios comerciantes, etc.

E no topo da pirâmide social temos a elite social brasileira, a CLASSE ALTA formada por 5% da nossa população, que é representada pelos empresários, banqueiros e industriários, etc.

O nosso samaritano seria representado pelo mestiço, pelo nordestino (no Sudeste) e pelo negro, que apesar de não ser desprezado na teoria, na realidade a situação é bem diferente.

Eu Imagino Jesus fazendo um discurso em algum Clube famoso do Sudeste ou da Região Sul, onde, em sua parábola, o bom samaritano seria substituído por um pedreiro nordestino. PORQUE NO SUDESTE, O DESPREZADO, O DESCLASSIFICADO, O DISCRIMINADO É O NORDESTINO, O MINEIRO, A EMPREGADA DOMÉSTICA, ETC.

Prezados irmãos. Hoje, Jesus nos dá uma lição de amor ao próximo na prática e não na teoria. E por falar em teoria, cuidado, porque na nova legislação brasileira, discriminar um negro, ofendendo-o, ou humilhando-o, é prisão inafiançável! Mesmo que você seja um filhinho de papai, vai ter de ficar preso, se maltratar um negro. Cuidado! Avise isso para o seu irmão ou irmã negra, que talvez não saibam.

Sal

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11 DE JULHO- DOMINGO

Evangelho - Lc 10,25-37

'Aquele que usou de misericórdia para com ele'.

Que linda palavra Deus nos reserva para este domingo.

Quem será o próximo a quem Ele nos pede tanto para amar? 'Aquele que usou de misericórdia para com ele'.

Aquele que demonstra que vive conforme os Seus mandamentos, e ama pelo simples fato de saber que só o amor é capaz de nos trazer a verdadeira felicidade.

Agir com misericórdia só é possível àquele que sabe amar verdadeiramente.

Mas, sabendo então que o nosso próximo é aquele que age com amor ao relacionar-se conosco. E nós? Será que somos próximos dos outros? Será que ajudar financeiramente terceiros é prova de ter misericórdia para com ele? Nem sempre irmãos, pois nenhum ato concreto traz a verdadeira paz se não for feito com amor.

Não adianta doar bens materiais a outros, se só faz isso porque outras pessoas estão olhando, porque lhe foi pedido e não tinha jeito de recusar, a real caridade, doação, é aquela feita pensando realmente em ajudar o próximo, tendo misericórdia deste e querendo melhorar a situação tão cruel pela qual passa.

Devemos todos os dias, em todos os momentos nos esforçar para sermos o próximo das outras pessoas, pois se todos agirem assim, com certeza faremos um mundo muito melhor.

Quem somos nós para julgar os outros? Será que aquela pessoa se encontra naquela situação por simples desleixo seu? Deixe para Deus responder isso, quando Ele vier nos encontrar.

Nós, como cristãos e dignos filhos do Nosso Senhor, temos a obrigação de ajudar as pessoas que ainda não tiveram a oportunidade ou não souberam como sentir Deus agir em suas vidas e verificar como é bom estar junto de Nosso Pai.

Se fizermos isso, talvez nem todos que ouvirem nossas palavras irão acatá-las, todavia, por aqueles que as ouvirão e as respeitarão. Não devemos desistir de nossa missão - ser o próximo do irmão - para que ele aprenda e queira ser o próximo dos outros irmão também, e assim, formaremos finalmente uma verdadeira família.

Mas não se esqueça, essa missão só trará resultados verdadeiramente bons se cumprirmos ela com amor e misericórdia.

Tenham um domingo e semana abençoados.

Janaina

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Domingo, 11 de julho de 2010

15º Domingo do Tempo Comum

São Bento, Abade (Memória).

Outros Santos do Dia: Abúndio (presbítero), Cindeu (presbítero e mártir de Sida de Panfília, sec. III), Ditino (Bispo de Astorga, na Espanha),Hidulfo (abade de Tréveris, Alemanha), Januário e Pelágia (mártires), João (bispo de Bérgamo, 683), Marciano (mártir de Icônio, 243), Olga de Kiev (viúva, rainha), Oliveiros Plunket (bispo, mártir), Pio I (papa, mártir), Sabino e Cipriano (mártires de Bresse, perto de Lião, s. V ou VI), Sidrônio (mártir de Sens, sec. III), Sigeberto (abade de Dissentis, na Suiça).

Primeira leitura: Deuteronômio 30, 10-14
Esta palavra está bem ao teu alcance, para que a possas cumprir.
Salmo responsorial: 68, 14.17.30-31.33-34.36-37
Humildes, buscai a Deus e alegrai-vos: o vosso coração reviverá!
Segunda leitura: Colossenses 1, 15-20
Tudo foi criado por meio dele e para ele.
Evangelho: Lucas 10, 25-37
E quem é o meu próximo?

A época do desterro foi para Israel uma situação que confrontou o modelo de Aliança entre Deus e seu povo, como princípio de mudança e conversão. Esta conversão inclui a volta pessoal a Deus e o cumprimento de todos seus mandamentos, “com todo coração” como pede o Dt 6,4.

Ainda que o capítulo 30 esteja redigido em segunda pessoa do singular, é de sentido plural na época do exílio: “quando te aconteçam estas coisas” (v 1) fala de coisas que já tinham acontecido. Todo o capítulo pressupõe a destruição de Judá e Jerusalém no ano 587 a.C.


A boa nova para o povo centra-se no capítulo 30. Apresenta-se mostrando que o preceito não supera as forças, nem está fora do alcance (v 11), ainda que o povo esteja no exílio. Não está no céu, nem parta além dos mares (vv 12-13).
A Palavra de Deus já foi pronunciada e se encontra em nossa boca em nosso coração. Se deixarmos a palavra penetrar em nós, ela se realiza em nós (v 14). Ter a Palavra perto de si é amar a nosso próximo. Hoje necessitamos também de abertura à palavra reveladora da ação de Deus em nossa história, com o compromisso de escutá-la e vivê-la em radicalidade e compromisso.


Salmo 68:
Humildes, buscai o Senhor e viverá teu coração. O tempo de composição do salmo 68 está expresso na última estrofe onde lemos: “o Senhor salvará a Sião, reconstruirá as cidades de Judá” (v 36), época imediatamente posterior ao desterro, pensando possivelmente no grupo de exilados que ansiavam pela reconstrução do templo.


O Salmo é um canto de um “servo de Javé” (v 18): rejeitado e ignorado pelas estruturas de poder, é visto com carinho por Deus que vê nele um exemplo e testemunho para os que, como pobres, buscam e aguardam a ajuda de Deus. Com este serviço estão em jogo a confiança e a esperança de outras pessoas. O salmo é um convite a sair do egoísmo e o colocar-se a serviço dos demais, com a marca inconfundível do amor.


Colossenses 1,15-20:
Tudo foi criado por ele e para ele. Este hino da carta aos colossenses apresenta em toda sua profundidade, a primazia de Cristo, como filho de Deus e como princípio de toda a nova humanidade que renasce nele. Conecta a ação salvadora de Cristo com a obra da criação, unidas a um mesmo tronco, com as raízes profundas da fé.

A nova criação que surge com Cristo, se apresenta no modelo de nova humanidade: um mundo e uma história onde é preciso trabalhar para cumprir o plano salvador de Deus em seu Filho. Ao ser humano falta-lhe viver a reconciliação com a obra de Deus por causa do distanciamento enorme entre elas e a causa de sua justiça.


Lucas 10, 25-37: Quem é meu próximo? Jesus queria que a lei do amor estivesse em primeiro lugar, acima da lei do culto e acima dos próprios interesses. Visão panorâmica desta parábola: A mentalidade judaica do tempo de Jesus, absorvida pelo legalismo, havia se convertido em uma consciência fria, sem calor humano, à qual não lhe importavam as necessidades nem os direitos do ser humano. Somente se fazia o que permitia a estrutura legal e se rejeitava o que ela proibia.

O legalismo, imposto pela estrutura religiosa, era a forma oficial do povo viver e praticar a moral. Chegou-se a estabelecer, por exemplo, desde a legalidade religiosa, que a lei do culto primava sobre qualquer lei, superando até mesmo a lei do amor ao próximo. Isto assombrava a preocupava Jesus, pois não era possível que, em nome de Deus, se estabelecessem normas que acabariam por desumanizar o povo.

Este era o contexto no qual nasceu a parábola do bom samaritano: um homem necessitado de ajuda, caído no caminho, mais morto que vivo, sem direitos, violentado em sua dignidade de pessoa, abandonado pelos cumpridores da lei (sacerdotes e levitas), mas que é socorrido por um ilegal samaritano (que não atinha boas relações com os israelitas).

Jesus fez uma proposta de verdadeira opção pelos direitos desse ser humano caído, condenado pelas estruturas sociais, políticas, econômicas e religiosas que se apresentam como excludentes (estruturas que se encarregam de não respeitar os direitos das pessoas e não lhes permitem viver em liberdade e na autonomia).

Jesus quer dizer-nos como a solidariedade é um valor que precisa ser considerado acima da lei e do culto; acima da própria necessidade pessoal, para buscar o bem estar social e comunitário, a defesa dos direitos de tantas pessoas que vivem em situações de falta de solidariedade e de falta de reconhecimento de seus direitos; tudo isto nas faz pensar na opção por continuar o caminho de compromisso e de trabalho em nossas comunidades e organizações, a partir do compromisso solidário com as pessoas e em especial com os irmãos caídos no caminho, por não terem seus direitos reconhecidos.


A parábola é tudo, menos um jogo de palavras bonitas, é algo mais que uma peça literária da antiguidade. É uma constante interpelação para o hoje de nossa vida. Somente Lucas conserva em seu evangelho esta parábola. Este texto, tão amplamente conhecido na liturgia, inicia com uma pergunta de um mestre da lei, ou letrado: ele quer saber o que deve fazer para ganhar a vida eterna.

Jesus, por sua vez, lhe devolve a pergunta, para que o letrado busque a resposta em sua especialidade, ele tem a resposta na lei... O letrado, citando de memória o Dt 6,5 e Levítico 19,18, faz uma a breve síntese do sentido dos 613 preceitos e obrigações existentes, para responder com duas, que são fundamentais: Amar a Deus e ao próximo... Jesus aprova a resposta.


O letrado interroga novamente, pois no Levítico o próximo é o israelita e no Deuteronomio reserva o título de irmãos unicamente aos israelitas. Jesus, em lugar de discutir e entrar em becos sem saída, não busca formular novas teorias e interpretações diante da lei antiga e sua prática, propõe apenas uma parábola como exemplo vivo de quem é o próximo. Podemos contemplar na parábola duas personagens e tirar daí as consequencias de ensino para o dia de hoje:


Um homem anônimo, que é vítima de ladrões e cai meio morto no caminho; um samaritano meio pagão – talvez um pagão completo – cujo trato e relação com os judeus era quase um insulto às suas tradições; um sacerdote e um levita: há contraposição e diferença entre as diferentes esferas de poder religioso. O levita era um clérigo de patente inferior, que se ocupava principalmente dos sacrifícios, “testemunha” do culto oficial e dos rituais que devem ser seguidos na religião estabelecida.


A relação entre cada um dos personagens da parábola é diferente. O comportamento do sacerdote e do levita não se baseiam no plano da necessidade do homem caído no caminho, mas relação existente entre a lei e o desempenho do ofício, o apresentar-lhe qualquer atenção ao homem caído, impediria a estes representantes do ofício. Qualquer atenção dada ao homem caído, impediria a estes representantes do culto oficial a oferecerem sacrifícios agradáveis a Deus.

O samaritano, pelo contrário, não encontra nenhuma barreira para prestar seu serviço desinteressado ao desconhecido que está caído e ferido, que necessita da ajuda de alguém que passe por esse caminho. O samaritano unicamente sente compaixão pela necessidade desse homem anônimo e se entrega com infinito amor para defender a vida que está ameaçada e despossuída.


Próximo, companheiro, diz Jesus nesta parábola, deve ser para nós, em primeiro lugar, o compatriota, porém não somente ele, mas todo ser humano que necessita de nossa ajuda. O exemplo do samaritano desprezado nos mostra que nenhum ser humano está tão longe de nós; e que é preciso que estejamos preparados em todo o tempo e lugar, para arriscar a vida pelo irmão ou pela irmã, porque são o nosso próximo.

Missionários Claretianos

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COMENTÁRIO à 1ªLEITURA = Deuteronômio 30,10-14

do 15 DOMINGO do tempo comum 11 julho de 2010

(Salmo 68 - 2ªleitura= Aos colossenses 1,15-20 – Evangelho do Bom Samaritano - Lucas 10,25-37 )

o que o Deuteronômio tem a ver com o evangelho do Bom samaritano?

É uma espécie de resumo da Lei mosaica: Palavra de Deus para se escolher entre o caminho da vida ou ... da morte (ver Deuteronômio cap.5,32-33)

Jesus, na parábola, mostrar que – prestando bem atenção realmente, como diz o livro do Deuteronômio – a Palavra de Deus está bem a nosso alcance.

Está bem no nosso caminho (ou à beira da estrada por onde nós e muita gente vive passando).

Em geral admiramos os profissionais que cuidam de outros e salvam vidas como bombeiros, paramédicos, enfermeiros, médicos, cuidadores de idosos, voluntários que auxiliam em caso de terremoto, salva-vidas de piscina ou da praia... Esses sim, podem ser “bons samaritanos” e até salvam vidas. É verdade que em algumas profissões – mais do que em outras – parece que a própria função da pessoa é ser Bom/Boa Samaritano.

Mas para todos é que está escrito (verso 11 da leitura): Na verdade, este mandamento que hoje te dou não é difícil demais, nem está fora do teu alcance; e continua dizendo que ele não está “tão alto que não possamos alcançar (v.12) nem “tão longe onde não possamos chegar (v.12). Porque (diz o Senhor) está em nossa boca e em nosso coração e assim o possamos cumprir (v.14).

Todo dia, toda hora, em qualquer lugar onde estivermos (em casa, na rua, no trabalho, no lazer, na vida social, participando da política – nem que seja só como eleitor – criando filhos, sendo filhos, fazendo compras, fazendo almoço, etc. podemos ter a rapidez do olhar daquele samaritano. “Está em tua boca e em teu coração” diz o verso 14. Em nossa boca pode estar uma oração. Em nosso coração pode haver compaixão (só falta arrancá-la de lá, sem preguiça).

Ele nos deu o seu próprio Espírito que nos faz atentos pelo caminho por onde passam todos. Muitos (talvez nós mesmos) muito “religiosos” até. Como na parábola passaram um “sacerdote” e um “levita” (não podia haver gente mais piedosa em Israel...). Mas eles estavam muito ocupados com suas importantes funções na sociedade. Ou, quem sabe, estavam preocupados em cumprir a lei...

(prof.FernandoSM, Rio, fesomor2@gmail.com)

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XV Domingo do Tempo Comum


A liturgia do XV Domingo do Tempo Comum procura definir o caminho para encontrar a vida eterna. É no amor a Deus e aos outros - dizem os textos que nos são propostos - que encontramos a vida em plenitude.

O Evangelho sugere que essa vida plena não está no cumprimento de determinados ritos, mas no amor (a Deus e aos irmãos). Como exemplo, apresenta-se a figura de um samaritano - um herege, um infiel, segundo os padrões judaicos, mas que é capaz de deixar tudo para estender a mão a um irmão caído na berma da estrada. “Vai e faz o mesmo” - diz Jesus a cada um dos que o querem seguir no caminho da vida plena.

A primeira leitura reflete, sobretudo, sobre a questão do amor a Deus. Convida os crentes a fazer de Deus o centro da sua vida e a amá-lo de todo o coração. Como?

Escutando a sua voz no íntimo do coração e percorrendo o caminho dos seus mandamentos.

Na segunda leitura, Paulo apresenta-nos um hino que propõe Cristo como a referência fundamental, como o centro à volta do qual se constrói a história e a vida de cada crente. O texto foge, um tanto, à temática geral das outras duas leituras; no entanto, a catequese sobre a centralidade de Cristo leva-nos a pensar na importância do que Ele nos diz no Evangelho de hoje. Se Cristo é o centro a partir do qual tudo se constrói, convém escutá-l’O atentamente e fazer do amor a Deus e aos outros uma exigência fundamental da nossa caminhada.


Primeira Leitura - Leitura do Livro do Deuteronômio (Dt 30,10-14)


Moisés falou ao povo, dizendo: 10Ouve a voz do Senhor, teu Deus, e observa todos os seus mandamentos e preceitos, que estão escritos nesta lei. Converte-te para o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma.

11Na verdade, este mandamento que hoje te dou não é difícil demais, nem está fora do teu alcance. 12Não está no céu, para que possas dizer: ‘Quem subirá ao céu por nós para apanhá-lo? Quem no-lo ensinará para que o possamos cumprir?’

13Nem está do outro lado do mar, para que possas alegar: ‘Quem atravessará o mar por nós para apanhá-lo? Quem no-lo ensinará para que o possamos cumprir?’

14Ao contrário, esta palavra está ao teu alcance, está em tua boca e em teu coração, para que a possas cumprir.

Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial - Salmo 68


A lei do Senhor Deus é perfeita,
conforto para a alma!
O testemunho do Senhor é fiel,
sabedoria dos humildes.

Os preceitos do Senhor alegram o coração

Os preceitos do Senhor são precisos,
alegria ao coração.
O mandamento do Senhor é brilhante,
para os olhos é uma luz.

Os preceitos do Senhor alegram o coração

É puro o temor do Senhor,
imutável para sempre.
Os julgamentos do Senhor são corretos
e justos igualmente.

Os preceitos do Senhor alegram o coração

Mais desejáveis do que o ouro são eles,
do que o ouro refinado.
Suas palavras são mais doces que o mel,
que o mel que sai dos favos.

Os preceitos do Senhor alegram o coração


Segunda Leitura - Carta de São Paulo aos Colossenses (Cl 1,15-20)


15Cristo é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, 16pois, por causa dele, foram criadas todas as coisas, no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tronos e dominações, soberanias e poderes. Tudo foi criado por meio dele e para ele.
17Ele existe antes de todas as coisas e todas têm nele a sua consistência.

18Ele é a Cabeça do corpo, isto é, da Igreja. Ele é o Princípio, o Primogênito dentre os mortos; de sorte que em tudo ele tem a primazia, 19porque Deus quis habitar nele com toda a sua plenitude 20e por ele reconciliar consigo todos os seres, os que estão na terra e no céu, realizando a paz pelo sangue da sua cruz.
Palavra do Senhor.


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas (Lc 10,25-37)


Naquele tempo, 25um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”

26Jesus lhe disse: “O que está escrito na Lei? Como lês?”

27Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!”

28Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”.

29Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”

30Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu na mão de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora, deixando-o quase morto.

31Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado.

32O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado.

33Mas um samaritano, que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão.
34Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele.

35No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: ‘Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais’”.

E Jesus perguntou:

36“Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?”

37Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”.
Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.
Palavra da Salvação.


Comentário - O samaritano é o modelo


As pessoas, todos nós, temos nossas idéias, formas de pensar, princípios sobre o que nos parece que é bom é o que é mau. Com essas idéias e essa forma de pensar vivemos, relacionamo-nos, julgamos o que acontece ao nosso arredor, etc. Na maioria das vezes não discutimos essas idéias preconcebidas, esses preconceitos. Assim são as coisas e assim deverão seguir sendo. Não gostamos da mudança. Preferimos os costumes, seguir as tradições, fazer o de sempre. Talvez porque assim nos sentimos mais seguros.

Porém, e se o mundo fosse diferente do que nós pensamos que é? Jesus gostava de romper os esquemas das pessoas que lhe escutavam, falava de outras possibilidades, de outros comportamentos inesperados. O Reino manifesta-se, diz Jesus, não precisamente ali onde esperamos senão justo onde não esperamos.

Jesus é o “oficialmente” bom

Basta pensar que o diálogo de Jesus é como um mestre da lei. Escreva ou fariseu, dá o mesmo. Era um especialista, um mestre do povo. Era um “socialmente bom”. Exatamente igual o que muita gente pensa dos sacerdotes atuais, que são melhores, que são santos, que estão mais próximo de Deus. Isso era o que pensava o povo daquela época dos mestres da lei. Nessa perspectiva entende-se perfeitamente o diálogo entre Jesus e o mestre da lei. Fazem uma discussão teórica sobre o que são os mandamentos principais. Chegam a uma conclusão clara: para conseguir a vida – interessante assinalar que o mestre da lei se refere à vida “eterna” e Jesus fala só da “vida” – há que amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. As idéias, os princípios, estão claras.

Mas o mestre da lei faz outra pergunta e Jesus aproveita-se da abertura no pensamento do mestre da lei para contar uma história que romperá seus esquemas e os de muitos de seus ouvintes. Porque em sua história o próximo não é o necessitado senão o que se aproxima para cuidar das feridas do necessitado. Porque em sua história aparece um sacerdote e um levita –representante oficial da religião e do culto no Templo de Jerusalém – que seguiram adiante. Tinham outras urgências entre as quais não estava a de cuidar das feridas daquele pobre homem estendido no caminho.

Por último, aparece um samaritano, um que não pertencia ao povo eleito, que era um pecador público, que não adorava ao Deus verdadeiro nem ia ao Tempo. E esse, precisamente esse, é o que se comporta como próximo. É o modelo a seguir. É o que marca o caminho. Todos nós devermos ter o mesmo comportamento do samaritano, se queremos ser próximos de nossos irmãos e irmãs necessitados.

Para além dos preconceitos

Jesus quebra os preconceitos de seus ouvintes e os convida a abrir os olhos: a bondade pode estar presente ali onde menos lha espera. Para além das aparências e dos preconceitos, qualquer um pode nos dar uma lição do que é se comportar como irmão ou irmã, do que significa se aproximar, se fazer próximo do outro, simpatizar com ele, escutar e compartilhar suas dores, suas penas, suas alegrias. Isso é viver a fraternidade. E a fraternidade não está limitada aos limites da comunidade crente nem da Igreja. A fraternidade é sempre fruto da ação do Espírito e o Espírito é livre para atuar lá onde encontra uma boa vontade, um coração sincero e honesto (primeira leitura).

As leituras deste domingo, sobretudo o Evangelho, deixam-nos duas lições. Primeiro aprendemos que nosso dever como cristãos, se queremos a vida, devemos nos aproximar de nossos irmãos e irmãs em necessidade sem lhes discrimi­nar por razão de religião, raça, vida moral e nenhuma outra razão. Não é questão de abrir um “escritório” para que vinham senão sair à rua para os procurar.

E a segunda é que temos que renunciar aos preconceitos, às idéias preconcebidas. São os olhos fechados, os óculos escuros que nos impedem de ver a ação do Espírito que faz maravilhas ao nosso arredor, que vai construindo na singeleza das coisas pequenas o reino de Deus que é aproxima carinhosa e compassivamente, que é reconciliação e perdão, que é cura e salvação. Porque ele quis reconciliar consigo todos os seres, os do céu e os da terra, fazendo a paz pelo sangue de sua cruz (segunda leitura). Sua vontade é que tenha paz e que se termine o sangue, que nos demos a mão e, reconciliados, construamos o reino.

Pe. Fernando Torres - Ciudad Redonda

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FAZE TU O MESMO!

Existe uma ligação evidente entre a questão dirigida pelo mestre a Lei a Jesus e a ordem conclusiva do relato. O mestre da Lei queria conhecer os caminhos para se obter a vida eterna, e Jesus ordena-lhe que imite o gesto misericordioso do samaritano.
A preocupação com a vida eterna corresponde a reconhecer os caminhos que conduzem ao Pai, fonte da verdadeira vida. O mestre da Lei estava no bom caminho ao confessar que a via que conduz ao Pai é o caminho do amor. Consciência fenomenal, se levamos em conta a mentalidade legalista, muito difundida na época.
Faltava-lhe apenas refazer sua concepção de próximo. A parábola contada por Jesus não deixa margem para dúvidas: próximo é qualquer pessoa que, encontrada pelos caminhos da vida, carece do nosso amor misericordioso. Diante deste apelo, caem todas as barreiras sociais, culturais, religiosas, étnicas. O próximo carente é a mediação da comunhão com o Pai. Quem tem sensibilidade e é capaz de desfazer-se de seus planos para se mostrar solidário, estará no caminho da vida eterna. Quem, pelo contrário, desvia-se do próximo carente de solidariedade, desvia-se do caminho que conduz ao Pai.
Assim, a vida eterna define-se pela disposição de se tornar servidor do próximo, em quem o Pai é servido. Quem é misericordioso, está no bom caminho.

Prece
Espírito de sintonia com o próximo, não me deixes ser insensível ao meu próximo carente de solidariedade, pois a misericórdia me conduz à vida eterna.

Pe. Jaldemir Vitório

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DIA 11 DE JULHO- DOMINGO

Evangelho - Lc 10,25-37

E quem é o meu próximo?

Este Evangelho começa com duas perguntas de um mestre da Lei a Jesus, para pô-lo em dificuldade. São pontos sobre os quais não havia acordo nas escolas rabínicas. Jesus, na sua sabedoria, faz com que o próprio mestre da Lei responda as duas.

A primeira é: “Que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” O próprio mestre da Lei responde: “Amarás o Senhor teu Deus...”

Entretanto, o mestre da Lei não se dá por vencido e faz outra pergunta: “E quem é o meu próximo?” Também sobre esta questão eles se dividiam. Para uns, eram os amigos. Para outros, eram os parentes. Para outros, eram os da mesma nação ou raça...

O mestre da Lei quer saber quais são os limites do amor. Jesus fala que não tem limites. São todos e todas que encontrarmos pelos caminhos da vida, como o samaritano, que cuidou de um judeu, povo rival.

Todo homem e toda mulher que encontrarmos pela vida, e estão em situação de necessidade, são nossos próximos.

Dos três viajantes que, no caminho, se encontraram com o ferido, os dois primeiros são membros ativos e líderes da religião: o sacerdote, e o levita que tinha uma função parecida com os nossos líderes cristãos. Com isso, Jesus deixa claro que o que vale para entrar no céu não são títulos ou cargos importantes na Igreja, mas a prática da caridade.

Já o amor do samaritano foi bonito: espontâneo, desinteressado, generoso, terno, serviçal, eficaz e gratuito.

Após terminar a parábola, Jesus devolve a segunda pergunta ao seu interlocutor, mas a inverte. Ele não focaliza o destinatário (quem é o meu próximo?), e sim o seu sujeito: “Qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” E o mestre da Lei respondeu corretamente, usando inclusive uma expressão bíblica: “Foi aquele que usou de misericórdia para com ele”.

A conclusão de Jesus – “Vai e faze a mesma coisa” – é dirigida a todos nós. O amor verdadeiro sempre coloca como centro o outro, não eu. A pergunta correta que devemos nos fazer hoje é: “Quem espera ajuda de mim?” Vemos que o amor não tem limites, pois ele parte das necessidades do outro.

O sacerdote e o levita viram o ferido, mas seguiram adiante pelo outro lado do caminho. Eles se colocaram propositalmente à distância do necessitado. Corresponde um pouco aos nossos condomínios fechados, muros altos, vidros fumê nos carros... são estratégias atuais de seguir em frente pelo outro lado. Já quem ama faz o contrário: quer estar no meio dos necessitados.

Como vemos, a parábola é atual, e toca no núcleo da nossa vida cristã, que é o amor ao próximo. É o que Jesus, como Juiz, vai cobrar de nós no Juízo final: “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo!... Pois eu estava doente, e cuidastes de mim”

(Mt 25,34ss).

Ser o próximo do outro é não apenas estar perto, mas estar perto de coração, aproximar-se afetiva e efetivamente dele. Quem tem o coração duro, fica distante de quem está próximo em situação de necessidade. Isso pode acontecer dentro das famílias e até das comunidades religiosas.

O capitalismo interessa-se pelo próximo, mas apenas por uma parte dele: o seu bolso. Até no caso de doença, ou de acidente como foi este da parábola, o capitalista vê como oportunidade de ganhar dinheiro.

“Este mandamento que hoje te dou não é difícil demais, nem está fora do teu alcance... Está em teu coração, para que o possas cumprir” (Dt 30,10-14). De fato esta lei do amor ao próximo já está escrita em nosso coração desde que nascemos. Se alguém não a cumprir, não terá desculpas.

Uma maneira frutuosa de meditar sobre esta parábola é tentar descobrir com qual dos personagens que aparecem nela nós mais nos parecemos. Claro que o nosso desejo é nos parecer com o samaritano, e até com Jesus. Mas a resposta verdadeira nós a damos com a nossa vida concreta do dia a dia. Será que nos parecemos com o dono da pensão: fazemos o bem quando somos remunerados? Ou somos como o sacerdote e o levita: vivemos tão preocupados com os nossos afazeres que “nem vemos” quem está em necessidade ao nosso lado? Ou, pior ainda, somos assaltantes disfarçados do nosso próximo? A sociedade atual que construímos mostra claro que os “bons samaritanos” não passam de uns 5%. Claro que cada um de nós se julga entre esses 5%. No entanto, o resultado está aí.

Certa vez, numa grande região, faltou chuva e a colheita foi pobre. Entretanto, uma grande fazenda, que tinha irrigação artificial, teve uma colheita abundante. O administrador encheu os celeiros, depois disse para o dono da fazenda: “A colheita ruim aumentou o preço dos cereais. Agora é o tempo propício para vender e ganhar muito dinheiro”. O fazendeiro respondeu: “Eu penso nos pobres lavradores que não colheram nada e estão com as suas despensas vazias. Agora é tempo propício para dar”.

O amor é assim, freqüentemente ele inverte o pensamento cego dos capitalistas, baseado na sede de lucro.

Existem pessoas que disfarçam o seu egoísmo, como aquele que disse: “Os homens são maus. Só pensam em si. Só eu penso em mim!” Quem falou isso não percebe que a primeira pessoa má do mundo é ele mesmo!

É próprio das mães perceber as necessidades dos filhos e colocar-se ao lado deles. Vamos pedir à nossa querida Mãe Maria Santíssima que nos ajude a ser bons samaritanos, socorrendo o nosso próximo em suas necessidades, e assim “recebendo como herança a vida eterna” Mãe do amor, rogai por nós.

E você, meu irmão, minha irmã. Quem é o seu próximo?

VERA LÚCIA.

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QUE DEVO FAZER PARA GANHAR A VIDA ETERNA?”

O Evangelho apresenta-nos um homem que quer conhecer o caminho para alcançar a vida eterna. Jesus convida-o renunciar às suas riquezas e a escolher “caminho do Reino” - caminho de partilha, de solidariedade, de doação, de amor. É nesse caminho - garante Jesus aos seus discípulos - que o homem se realiza plenamente e que encontra a vida eterna.

O que é preciso fazer para alcançar a vida eterna? Jesus responde: é preciso, antes de mais, viver de acordo com as propostas de Deus (mandamentos); e é preciso também assumir os valores do Reino e seguir Jesus no caminho do amor a Deus e da entrega aos irmãos. Isto não significa, contudo, que a vida eterna seja algo que o homem conquista, com o seu esforço, ou que resulte dos méritos que o homem adquire ao percorrer um caminho religiosamente correto. A vida eterna é sempre um dom gratuito de Deus, fruto da sua bondade, da sua misericórdia, do seu amor pelo homem; no entanto, é um dom que o homem aceita, acolhe e com o qual se compromete. Quando o homem vive de acordo com os mandamentos de Deus e segue Jesus, não está conquistando a vida eterna; está, sim, respondendo positivamente à oferta de vida que Deus lhe faz e reconhece que o caminho que Deus lhe indica é um caminho de vida e de felicidade.

Comentário

O tesouro da Vida

O que é que vale mais que todos os tesouros e comparado com ele o ouro é como areia e lama? O que é que dá ao ser humano muito mais excelência que a beleza e a saúde? Qual será aquela luz na vida que nunca escurece e tudo enche de esplendor e energia? No que consistirá o bem dos bens?

Semelhante forma de falar pode parecer poética, imaginativa, fantasiosa. O ser humano -dizem muitos- tem que se acostumar com a sua “finitude”, tem que aprender a arte de se adequar a suas limitações; deve ser cauteloso na hora de “sonhar o impossível”. O adequado é conformar-se com o que se tem e se é. Não tem que sentir falta daquilo que supera sua capacidade.

A cultura na qual estamos não nos convida a sonhar o “impossível”. Pede-nos que não agarremos o possível, aquilo que está ao alcance de nossas mãos. Porém, como admiramos aquelas pessoas que estão polarizadas em um centro misterioso, que “são tocadas” por uma Realidade que nós achamos que aos demais é inaccessível. Tais pessoas -como os grandes sábios e santos- nos indicam que “outra forma de ser humano é possível”.

Essa outra forma de humanidade possível é -segundo a Primeira Leitura que acaba de ser proclamada- uma vida configurada e conformada na Sabedoria. A Sabedoria é o Dom de todos os Dons, a riqueza de todas as riquezas. Um homem, uma mulher, habitado, iluminado pela Sabedoria são seres “excepcionais”, a quem nada falta, por mais pobres que sejam. A Sabedoria é dom divino por excelência. Através dela, o Criador desenhou e fez realidade este Universo em que vivemos. A Sabedoria nos faz entender o coração humano, o sentido da vida, compreender o porquê de tudo.

O Evangelho deste domingo nos dá outra resposta muito mais concreta. Não nos fala de uma Sabedoria abstrata, mais de uma pessoa, um ser humano, que tem vivido entre nos e é a personalização e encarnação da Sabedoria: Jesus de Nazaré!

Um homem que lhe perguntou como entrar na Vida recebeu duas respostas: cumpre os mandamentos da Aliança, em primeiro lugar. Para viver -pensava Jesus- há que manter a Aliança com o Deus da Vida. Porém existe uma possibilidade maior: Chegar a onde está Jesus e segui-lo como o único tesouro!

Com esta forma de falar, Jesus nos mostra que vivendo com Ele, escutando a sua mensagem e fazendo-o realidade, se encontra a Vida, como o maior tesouro (tesouro do céu).

A experiência nos fala que quando adquirimos um tesouro, todo o resto perde seu valor, é relativizado. Somente o tesouro nos faz viver, nos faz feliz.

Muitas pessoas dizem, ou nós dizemos, que Jesus é nosso tesouro. Porém, nem todos dizem “Senhor”, “Senhor”... Jesus é nosso tesouro, quando fizer parte de nossa quinta-essência, quando acharmos impossível ficar sem Ele e sua presença iluminar constantemente nosso rosto ou sua ausência o escurecer.

Provavelmente todos foram agraciados com alguns encontros com Jesus. Talvez muitos tenham se colocado no caminho para segui-Lo. Porém, é muito fácil frear a marcha, passar o tempo com outras realidades, esfriar a relação afetiva e se tornar um ponto indiferente com o Senhor.

O trabalho nos impede do contato permanente da oração. A comodidade nos convida a “não perder" algumas coisas, a “não dar-lhe tudo", a reservar-se, a desfrutar um pouco... e assim colocamos interferências na caminhada e esfriamos na relação.

Com que facilidades alguns se desconectam de Jesus, sem saber depois, quanto vai lhes custar voltar a se conectar! Com Jesus não vale a mera adesão, o apreço genérico, a disponibilidade de trabalho... Jesus quer nossa intimidade. Jesus gera com o crente um contexto de privacidade no qual acontece o milagre de nossa cristificação.

O "vender tudo" no Evangelho nos mostra que é necessário saber situar-se ante o Tesouro da Vida de forma absoluta, sem concessões, em total fidelidade.

Seguir Jesus é caminho, processo, andança. A intimidade vai crescendo dia-a-dia. A presença é pouco a pouco mais intensa. O ser e as relações vão se cristificando. A sabedoria e o amor tomam posse de nós. Talvez ao final nos ocorra a seguinte história: ao monje que chega ao céu, lhe pergunta Jesus: Quem é você? Varias vezes lhe havia sido negada a entrada por causa desta sua resposta: “Sou eu” dizia. Porém, se abriram as portas do céu naquele dia em que -depois de viver humildemente apaixonado- morreu e já podia responder: “Sou TU, Senhor”.

Pe. José Cristo Rey Garcia Paredes

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FIM DOS COMENTÁRIOS SOBRE: O BOM SAMARITANO.

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